URGENTE
Voltar para a página inicial

Fique por dentro: Trader tenta recuperar perdas, faz 85 operações e perde R$ 25 mil em um dia

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 7 de novembro de 2026 às 08:02
91.137 visualizações
Fique por dentro: Trader tenta recuperar perdas, faz 85 operações e perde R$ 25 mil em um dia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Em um único pregão, um trader realizou 85 operações e terminou o dia com prejuízo de R$ 25 mil. O resultado veio após uma sequência de decisões impulsionadas pela tentativa de recuperar perdas, com aumento do número de contratos negociados e mais dinheiro depositado na corretora. No day trade, a busca por reverter o saldo negativo acabou se sobrepondo à estratégia.

O episódio faz parte da trajetória de Fábio F., trader e cliente da Clear Corretora, que contou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, durante a Casa Clear 2026, como a expectativa de ganhos rápidos e a dificuldade de interromper as operações comprometeram suas decisões no mercado.

Antes de compreender os riscos do day trade, Fábio já imaginava quanto poderia ganhar. A expectativa de dinheiro fácil o levou a começar a operar sem o preparo necessário para avaliar as consequências de suas decisões. “Achei que seria um mercado de dinheiro fácil”, recorda.

A possibilidade de ampliar os ganhos operando com mais contratos passou a orientar suas escolhas. Em vez de considerar também o tamanho das perdas potenciais, ele concentrava sua atenção em quanto poderia ganhar caso aumentasse o lote.

O salto de poucos contratos para posições maiores parecia, naquele momento, uma maneira de acelerar os resultados. O que Fábio ainda não percebia era como essa lógica poderia comprometer suas decisões quando o mercado se movesse contra sua posição. “Falei: ‘Então vou encher a mão’. Foi aí que me comprometi”, admite.

Antes do pregão em que perdeu R$ 25 mil, Fábio já havia conseguido reverter perdas expressivas aumentando o número de contratos negociados. Em uma dessas ocasiões, chegou a acumular R$ 17 mil negativos durante a manhã, mas recuperou o resultado à tarde. “Teve um dia em que, pela manhã, eu estava com um loss de aproximadamente R$ 17 mil. À tarde, aumentei a quantidade de contratos e reverti esses R$ 17 mil”, conta.

A situação se repetiu em outro pregão, quando também conseguiu recuperar um saldo negativo elevado. “Em outra ocasião, fiquei entre R$ 12 mil e R$ 15 mil no negativo e, à tarde, deu certo”, relembra.

As duas experiências reforçaram a impressão de que seria possível corrigir resultados negativos simplesmente aumentando a exposição ao mercado. Aos poucos, a recuperação das perdas passou a ser vista como algo que poderia se repetir. “Pensei: ‘Qualquer coisa, aumento o lote e reverto o loss’”, revela.

Quando voltou a enfrentar prejuízos, Fábio repetiu a estratégia. Depositou mais dinheiro na corretora e passou a operar com 50 a 100 contratos, ampliando a exposição na tentativa de recuperar o saldo negativo. Nesse processo, a preocupação com o resultado começou a substituir os critérios que deveriam orientar suas entradas.

“Você esquece o operacional, esquece a análise, esquece tudo. É o famoso dia de fúria”, descreve.

Desta vez, porém, a estratégia não produziu a recuperação esperada. Em uma sucessão de entradas na tentativa de reverter as perdas, Fábio realizou 85 operações e encerrou o pregão com prejuízo de R$ 25 mil.

“Para mim, foi muito frustrante perder até R$ 25 mil em um dia”, relata.

Segundo Fábio, o prejuízo não foi provocado por uma volatilidade inesperada, mas por erros operacionais agravados pela dificuldade de interromper as negociações. À medida que as perdas aumentavam, a preocupação com o saldo passou a comprometer sua capacidade de análise. “Foi um erro operacional, porque chega um momento em que você vê a boleta ficando negativa e começa a não analisar mais o mercado como deveria”, reconhece.

A perda de disciplina também se refletiu na maneira de interpretar os candles. Em vez de seguir os critérios previstos em sua estratégia, ele passou a reagir às cores das barras no gráfico. “O seu operacional vai por água abaixo. Você fica focado somente na cor do candle: verde, eu compro; vermelho, eu vendo”, observa.

Na tentativa de recuperar dinheiro, cada oscilação passou a provocar uma reação quase automática, sem que Fábio esperasse por uma configuração clara de entrada. “Chega ao ponto de você olhar para a tela e ficar pensando: ‘Vai subir, vai descer’. E aí: ‘Eu compro, eu vendo’”, relata.

O impacto não se limitou ao prejuízo financeiro. Ao recordar a velocidade com que perdeu o controle, Fábio descreve o espanto ao perceber o que havia feito. “Nossa, o que eu fiz?”, reproduz.

Após o episódio, ele decidiu procurar orientação e rever o tamanho das posições. Também passou a observar operadores que conseguiam resultados melhores utilizando menos contratos. “Já vi conhecidos do mercado fazendo muito mais dinheiro com menos contratos do que eu, que operava com vários”, compara.

Na tentativa de reorganizar suas operações, Fábio se deparou com a diversidade de técnicas disponíveis no day trade. Ainda em fase de aprendizado, percebeu que precisava encontrar um método mais simples e adequado à sua rotina. “Eu precisava de um operacional fácil, porque vi que o day trade não é tão simples. Tem várias técnicas, mas o gráfico é o mesmo para todos”, conta.

A indicação de conhecidos o levou a Robert Machado, analista CNPI-T da Clear Corretora, com quem fez uma mentoria após participar do ChurrasKyn. Seu objetivo era encontrar uma estratégia que pudesse aplicar com mais clareza, sem acumular diferentes métodos. “Falei até com meus conhecidos: ‘Preciso de um operacional simples, mas funcional’. Foi aí que me indicaram o Robert”, explica.

Nesse processo, Fábio passou a concentrar sua análise no Fibonacci, ferramenta de análise técnica utilizada para identificar possíveis regiões de suporte, resistência e objetivos de preço. Segundo ele, o recurso se tornou fundamental para suas operações com mini-índice. “O Fibonacci é uma ferramenta crucial e fundamental, pelo menos no meu operacional, que hoje é focado no mini-índice”, pontua.

A mudança também envolveu reduzir a exposição ao risco e esperar por oportunidades alinhadas à estratégia. Segundo ele, operar com menos contratos tem proporcionado resultados melhores do que os obtidos quando assumia posições maiores.

“Dei uns 10, 15 passos para trás e hoje, com muito menos contratos, faço um valor muito maior do que antes, quando operava com uma quantidade enorme de contratos”, afirma.

Leia também: Fibonacci no day trade: por que escolher topos e fundos não é tão simples?

Além de simplificar sua estratégia, Fábio percebeu que precisava dedicar mais atenção ao próprio comportamento. Durante a Casa Clear, uma conversa individual com a psicanalista Marci Delgado reforçou essa preocupação. “Depois, tive uma sessão particular com ela. E o que ela falou para mim? É o meu emocional”, conta.

Uma das orientações foi planejar o pregão antes de iniciar as operações, estabelecendo critérios claros para as decisões. Fábio destacou a recomendação de utilizar um checklist. “Ela me deu algumas dicas: quando você for operar, faça seu checklist, defina seus operacionais, o que vai fazer e como vai fazer”, relata.

A conversa também abordou a importância de respeitar as etapas do aprendizado, sem buscar atalhos para acelerar os resultados. Para quem já havia tentado compensar prejuízos aumentando posições, a orientação trouxe uma reflexão sobre o próprio comportamento. “Tudo é um processo. Você precisa seguir as etapas, do 1 até o 10”, recorda.

Para Fábio, a experiência reforçou a importância do equilíbrio emocional nas decisões, dentro e fora do mercado. “O controle emocional e o psicológico ajudam muito em qualquer tomada de decisão”, considera.

Uma das reflexões que mais chamaram sua atenção foi uma comparação feita pela psicanalista: perder uma oportunidade de entrada seria como ver um ônibus partir. Em vez de correr atrás, o melhor seria aguardar o próximo.

“Se você não conseguir a primeira operação, vai conseguir a segunda, porque o ônibus vai vir de novo. Você vai ter outra operação”, relata.

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

#Economia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

No Ar · Ao Vivo

TV Empire — Programação ao Vivo

Acompanhe nossa programação exclusiva em tempo real: jornalismo regional, coberturas especiais, política, economia e entrevistas com grandes personalidades.

Dica de reprodução: Se o vídeo não iniciar automaticamente, dê 1 clique sobre a tela do player para liberar a transmissão e o áudio.
Transmissão oficial Empire Magazine & Empire Cidades
Dica: clique no botão de tela cheia no canto inferior direito do player para expandir
EMPIREFLIXApresentadores & Programas

Catálogo de Estrelas da EmpireFlix

Clique na capa para assistir aos episódios e conteúdos exclusivos de cada apresentador