Fique por dentro: Suspeito de abusar de menina usava torneio de Pokémon para atrair crianças em SC
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ele oferecia aulas particulares de reforço escolar em Garopaba, no litoral catarinense, e teria organizado um campeon

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail Um homem investigado por suspeita de abuso sexual contra uma menina de 10 anos foi preso na quinta-feira (5), em Santa Vitória, no interior de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ele oferecia aulas particulares de reforço escolar em Garopaba, no litoral catarinense, e teria organizado um campeonato de cartas Pokémon como estratégia para atrair crianças e adolescentes.
A investigação começou após uma denúncia envolvendo uma aluna atendida pelo suspeito. Durante a apuração, os policiais identificaram indícios de que ele também procurava estabelecer contato com outros menores por meio de atividades relacionadas ao jogo.
O homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina e foi localizado em uma pousada mineira, após deixar a cidade onde trabalhava.
O caso que motivou o inquérito teria ocorrido em 8 de outubro, durante uma aula particular de reforço escolar.
De acordo com a investigação, o suspeito atuava de maneira independente, oferecendo acompanhamento educacional a crianças e adolescentes, sem vínculo formal com uma instituição de ensino.
A Polícia Civil apura se ele aproveitou a proximidade com uma aluna de 10 anos para praticar atos de natureza sexual contra a criança.
A denúncia levou à abertura de um inquérito na Delegacia de Garopaba, responsável por reunir depoimentos e outras evidências sobre o episódio.
O investigado é suspeito de estupro de vulnerável, crime previsto na legislação brasileira para situações que envolvem atos sexuais com menores de 14 anos.
Durante as diligências, os investigadores descobriram que o homem havia organizado e divulgado um campeonato de cartas Pokémon na cidade.
A suspeita é de que o evento fosse utilizado para aproximá-lo de crianças e adolescentes e levá-los ao local onde trabalhava e residia.
O investigado também se oferecia para ensinar as regras do jogo aos participantes, segundo as informações reunidas pela polícia.
As autoridades passaram a examinar essa iniciativa após identificarem registros anteriores de infrações contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes associados ao suspeito.
A Polícia Civil também apura relatos de que ele teria tentado conseguir emprego em uma loja de brinquedos da região utilizando um nome falso.
Até o momento, não há confirmação pública de que outras crianças tenham sido vítimas de abuso durante o suposto campeonato.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem.
O pedido foi autorizado pela Vara Regional de Garantias de Tubarão, após análise dos elementos apresentados pelos investigadores.
Quando os policiais tentaram cumprir o mandado em Garopaba, descobriram que o suspeito havia deixado Santa Catarina.
A Delegacia de Capturas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) foi acionada para auxiliar na localização do investigado.
O trabalho de inteligência apontou que ele estava em Santa Vitória, município de Minas Gerais.
As informações foram compartilhadas com as forças de segurança mineiras, que localizaram o homem em uma pousada e efetuaram a prisão.
A operação contou com a atuação conjunta das polícias Civil e Militar de Minas Gerais e das equipes de investigação catarinenses.
Durante a apuração, os investigadores identificaram que o suspeito possuía histórico de infrações relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes.
A informação passou a integrar os elementos considerados pela polícia na investigação sobre o caso de Garopaba.
As autoridades também procuram esclarecer se o campeonato de Pokémon e outras atividades oferecidas pelo investigado foram utilizados para estabelecer contato com possíveis vítimas.
A investigação, entretanto, ainda não permite afirmar que todos os participantes do evento tenham sido alvo de crimes.
A identidade do homem não foi divulgada oficialmente.
Após a prisão em Minas Gerais, o investigado foi colocado à disposição da Justiça.
O inquérito permanece sob responsabilidade da Delegacia de Garopaba, que deverá concluir as diligências dentro do prazo legal.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. A responsabilidade criminal do suspeito dependerá da apuração dos fatos e de eventual decisão judicial.
A Polícia Civil também poderá analisar novas informações que ajudem a esclarecer o caso e identificar possíveis outras vítimas.
Suspeitas de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser comunicadas às autoridades, mesmo quando a pessoa que denuncia não é familiar da vítima.
O Disque Direitos Humanos, pelo número 100, recebe denúncias de violações de direitos humanos gratuitamente, inclusive de forma anônima.
Em situações de perigo imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O Conselho Tutelar e as delegacias de polícia também podem receber relatos e encaminhar medidas de proteção.
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