Fique por dentro: Quem São os Mais Ricos do Mundo em Novembro?
As dez maiores fortunas somam US$ 2,8 trilhões; oito bilionários ficaram mais pobres no mês, enquanto Elon Musk segue na liderança O post Quem São os Mais Ricos

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Consulte formatos e valores disponíveisAs dez pessoas mais ricas do mundo perderam, juntas, US$ 273 bilhões (R$ 1,48 trilhão) no último mês. A queda ocorre em meio a resultados decepcionantes de empresas de tecnologia e preocupações com os gastos em inteligência artificial, que levaram o Nasdaq, índice com forte peso do setor de tecnologia, a recuar quase 5%.
A pessoa mais rica do planeta, Elon Musk, foi quem mais perdeu. Sua fortuna encolheu US$ 68 bilhões (R$ 369,4 bilhões), para US$ 869 bilhões (R$ 4,72 trilhões) até a meia-noite de 1º de novembro, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos. Isso ocorreu porque as ações da SpaceX, que representam quase quatro quintos do patrimônio líquido de Musk, caíram 11%, mais do que compensando a alta de 13% nos papéis da Tesla.
Mesmo assim, Musk continua mais de duas vezes mais rico que o segundo colocado, Jeff Bezos. A fortuna do fundador da Amazon diminuiu US$ 8 bilhões (R$ 43,5 bilhões), para US$ 361 bilhões (R$ 1,96 trilhão), após as ações da companhia recuarem 4%.
Os segundo e terceiro maiores perdedores foram os cofundadores do Google Larry Page, terceiro colocado no ranking mundial de riqueza, e Sergey Brin, na quinta posição. Seus patrimônios caíram US$ 53 bilhões (R$ 287,9 bilhões) e US$ 49 bilhões (R$ 266,2 bilhões), respectivamente, depois que as ações da Alphabet, controladora do Google, recuaram mais de 18%. Page agora possui uma fortuna de US$ 233 bilhões (R$ 1,27 trilhão), enquanto Brin acumula US$ 214 bilhões (R$ 1,16 trilhão).
Na sequência aparecem Michael Dell, quarto mais rico do mundo, e Mark Zuckerberg, sexto colocado. Cada um perdeu US$ 40 bilhões (R$ 217,3 bilhões), e seus patrimônios recuaram para US$ 229 bilhões (R$ 1,24 trilhão) e US$ 211 bilhões (R$ 1,15 trilhão), respectivamente. As ações da Dell Technologies caíram 21%, enquanto os papéis da Meta, antiga Facebook, recuaram 15%.
Ao todo, oito das dez pessoas mais ricas do mundo ficaram mais pobres no último mês. Apesar das perdas, nenhuma delas mudou de posição no ranking.
Steve Ballmer, nono colocado, e Warren Buffett, décimo, foram os únicos integrantes do top 10 que aumentaram suas fortunas. Assim como os demais, porém, mantiveram suas posições. O patrimônio de Buffett cresceu US$ 13 bilhões (R$ 70,6 bilhões), chegando a US$ 154 bilhões (R$ 836,6 bilhões), impulsionado pela alta de 9% das ações da Berkshire Hathaway.
Ballmer, por sua vez, viu sua fortuna aumentar US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões), para US$ 162 bilhões (R$ 880 bilhões), enquanto as ações da Microsoft avançaram 2%.
A Forbes acompanha os bilionários do mundo desde 1987. Em março de 2026, a publicação identificou 3.428 bilionários para sua lista anual.
A seguir estão as dez pessoas mais ricas do planeta em 1º de novembro de 2026, à meia-noite no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, segundo a Forbes. Juntas, elas possuem US$ 2,8 trilhões (R$ 15,21 trilhões), abaixo dos US$ 3,1 trilhões (R$ 16,84 trilhões) registrados no mês anterior.
Como os preços das ações oscilam constantemente, esses patrimônios normalmente mudam todos os dias. A Forbes acompanha essas variações diariamente em sua lista de bilionários em tempo real.
Elon Musk é a pessoa mais rica do mundo, título que mantém desde maio de 2024. Em junho, tornou-se o primeiro trilionário da história. Sua fortuna caiu para menos de US$ 700 bilhões (R$ 3,80 trilhões) em julho, pela primeira vez desde dezembro, mas se recuperou em agosto e superou US$ 900 bilhões (R$ 4,89 trilhões), antes de voltar a recuar neste mês.
Jeff Bezos tornou-se, em setembro, apenas a quarta pessoa da história a alcançar um patrimônio superior a US$ 300 bilhões (R$ 1,63 trilhão). Os outros são Musk, Larry Page e Larry Ellison. Este é o segundo mês consecutivo em que Bezos ocupa a segunda posição, colocação que havia alcançado anteriormente em maio de 2025.
Bill Gates deixou o grupo das dez pessoas mais ricas do mundo em outubro de 2024, depois que a Forbes obteve novas informações que levaram a uma redução significativa na estimativa de sua fortuna.
As dez pessoas mais ricas do mundo são americanas. Os dez integrantes do ranking são homens. Seis deles possuem patrimônio de US$ 200 bilhões (R$ 1,09 trilhão) ou mais. O menos rico entre eles tem uma fortuna de US$ 154 bilhões (R$ 836,6 bilhões).
Em 1º de novembro de 2026, o homem mais rico do planeta é Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX. Seu patrimônio é de US$ 869 bilhões (R$ 4,73 trilhões). Musk assumiu o primeiro lugar do ranking no fim de maio de 2024, quando ultrapassou o francês Bernard Arnault. Em junho, tornou-se, por um breve período, o primeiro trilionário da história.
A mulher mais rica do planeta é Alice Walton, filha de Sam Walton, fundador do Walmart. Em 1º de novembro de 2026, sua fortuna é estimada em US$ 133 bilhões (R$ 723,2 bilhões), o que a coloca como a 14ª pessoa mais rica do mundo, uma posição acima do 15º lugar que ocupava no mês anterior.
Seu patrimônio vem da participação que detém no Walmart, herdada de seu falecido pai. Seus irmãos, Rob e Jim Walton, também aparecem na lista de bilionários da Forbes, assim como Christy Walton, viúva de John Walton — irmão deles, que morreu em 2005 —, e o filho do casal, Lukas Walton.
Em 12 de junho, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário do mundo, depois que sua fabricante de foguetes SpaceX abriu capital na Nasdaq e encerrou seu primeiro dia de negociação com um valor de mercado de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,93 trilhões). Desde então, as ações da companhia caíram 6%.
Musk, que ocupa os cargos de presidente do conselho, CEO e diretor de tecnologia da SpaceX, possui uma participação de 38% na fabricante de foguetes, incluindo opções. Em fevereiro, a companhia adquiriu a xAI, empresa de inteligência artificial e redes sociais do bilionário. A xAI já havia se fundido com o X, antigo Twitter, em março de 2025.
Musk também detém uma participação de quase 11% na Tesla, avaliada em US$ 1,6 trilhão (R$ 8,67 trilhões) em valor de mercado, além de ações restritas que poderiam lhe garantir outros 8% da companhia após o cumprimento das condições para aquisição definitiva dos papéis, antes dos impostos.
Essas ações restritas eram anteriormente opções de ações já adquiridas por Musk como parte de seu pacote de remuneração por desempenho como CEO, concedido em 2018. O acordo foi anulado por uma juíza de Delaware em 2024 e restabelecido pela Suprema Corte de Delaware em 2025.
Em abril, Tesla e Musk firmaram um novo acordo que transformou as opções, após serem exercidas pelo empresário em 16 de junho, em ações restritas. Musk perderá esses papéis caso não permaneça na Tesla até janeiro de 2028 como CEO ou como “um executivo responsável pelo desenvolvimento de produtos ou pelas operações da empresa”.
Para manter o mesmo critério aplicado às ações restritas ainda não adquiridas definitivamente por outros bilionários, a Forbes retirou esses papéis do cálculo da fortuna de Musk. Caso pudesse vendê-los atualmente, eles valeriam US$ 115 bilhões (R$ 623,4 bilhões), antes dos impostos.
Também não estão incluídos na estimativa da Forbes sobre o patrimônio de Musk grandes lotes de ações restritas vinculadas a metas de desempenho. Esses papéis poderiam elevar suas participações na SpaceX e na Tesla para até 47% e 29%, respectivamente, antes dos impostos e dos custos necessários para desbloquear as ações. Para receber todos esses papéis, Musk terá de cumprir metas ambiciosas, como elevar o valor de mercado da SpaceX para US$ 7,5 trilhões (R$ 40,65 trilhões) e o da Tesla para US$ 8,5 trilhões (R$ 46,08 trilhões), além de estabelecer uma colônia humana permanente em Marte com pelo menos 1 milhão de habitantes.
Durante a teleconferência de resultados da SpaceX, em 20 de outubro, Musk revelou que as duas companhias criaram comitês especiais para analisar uma possível fusão. A operação provavelmente faria com que o empresário perdesse quase todas as suas ações restritas da Tesla vinculadas a metas de desempenho.
Nascido na África do Sul, Musk se mudou para o Canadá antes de completar 18 anos. Trabalhou em diferentes empregos, ingressou na Queen’s University, em Ontário, e depois se transferiu para a Universidade da Pensilvânia, onde concluiu a graduação em economia. Em 2000, ele fundiu o banco digital X.com, do qual era cofundador, com uma empresa semelhante cofundada por Peter Thiel. Da operação nasceu o PayPal, adquirido pelo eBay em 2002 por US$ 1,4 bilhão (R$ 7,59 bilhões). No mesmo ano, Musk fundou a SpaceX em El Segundo, próximo a Los Angeles. Em 2004, um ano após a criação da Tesla, ingressou na companhia como investidor e presidente do conselho. Mais tarde, recebeu o título de cofundador.
Musk também ficou conhecido por ter fundado a OpenAI com Sam Altman, em 2015, inicialmente como uma organização sem fins lucrativos. Três anos depois, deixou o conselho da entidade após uma tentativa fracassada de assumir o controle da organização. Mais recentemente, Musk processou a OpenAI sob o argumento de que teria direito a uma compensação por suas contribuições à empresa. O processo foi rejeitado por questões processuais em maio, embora o empresário provavelmente recorra da decisão.
Musk se tornou a pessoa mais rica do mundo pela primeira vez em setembro de 2021 e permaneceu no primeiro lugar durante a maior parte de 2022, até perder a liderança em dezembro daquele ano. Ele voltou ao topo do ranking em 8 de junho de 2023 e manteve o posto até 31 de janeiro de 2024. No fim de maio daquele ano, recuperou novamente a posição de pessoa mais rica do planeta e, desde então, segue na liderança.
Em outubro de 2025, Musk se tornou a primeira pessoa da história a alcançar um patrimônio de US$ 500 bilhões (R$ 2,71 trilhões). Em dezembro daquele ano, ultrapassou tanto a marca de US$ 600 bilhões (R$ 3,25 trilhões) quanto a de US$ 700 bilhões (R$ 3,79 trilhões). Em fevereiro, sua fortuna superou US$ 800 bilhões (R$ 4,34 trilhões) pela primeira vez. Musk já gastou mais de US$ 440 milhões (R$ 2,38 bilhões) apoiando candidatos republicanos nas próximas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.
Em uma ampla entrevista concedida em maio, o fundador da Amazon falou sobre impostos e defendeu, entre outras medidas, que a metade dos trabalhadores com menores salários não deveria pagar nenhum tributo. Na ocasião, também revelou alguns detalhes sobre uma nova startup de inteligência artificial chamada Prometheus. Bezos é co-CEO da empresa, descrita como uma companhia de “engenharia geral artificial” que pretende “tornar muito mais fácil para os engenheiros projetarem objetos físicos”.
Em junho, a Prometheus anunciou a conclusão de uma rodada de investimentos que avaliou a empresa em US$ 41 bilhões (R$ 222,2 bilhões). A Forbes estima que Bezos detenha uma participação de 20% no negócio. É seu primeiro cargo operacional desde que deixou o posto de CEO da Amazon, em 2021.
Bezos criou a gigante do comércio eletrônico em 1994 e continua como presidente executivo do conselho. No mesmo mês em que deixou o cargo de CEO, viajou ao espaço a bordo de um foguete construído pela Blue Origin, empresa espacial privada fundada por ele e na qual já investiu quase US$ 30 bilhões (R$ 162,6 bilhões).
Recentemente, a Blue Origin concluiu sua primeira rodada de captação com investidores externos, levantando US$ 10 bilhões (R$ 54,2 bilhões) e alcançando uma avaliação de US$ 140 bilhões (R$ 758,9 bilhões). A Forbes estima que Bezos seja dono de mais de 93% da companhia.
Antes de fundar a Amazon.com na garagem de sua casa em Seattle, Bezos trabalhou no McDonald’s durante a adolescência, formou-se pela Universidade de Princeton e conseguiu um emprego em Nova York no fundo de investimentos D.E. Shaw. Foi lá que conheceu sua primeira esposa, MacKenzie Scott.
A Amazon começou como uma livraria on-line em uma época em que poucas pessoas compravam produtos pela internet. A companhia também cresceu até se tornar uma potência em serviços de computação e armazenamento em nuvem e passou a produzir filmes e séries para abastecer o Amazon Prime Video.
Bezos foi a pessoa mais rica do mundo na lista anual de bilionários da Forbes entre 2018 e 2021. Caiu para a segunda posição no ranking de 2022, ficou em terceiro lugar entre 2023 e 2025 e apareceu na quarta colocação na lista de 2026. Em setembro, ultrapassou Larry Page, do Google, e se tornou a segunda pessoa mais rica do planeta. Bezos e MacKenzie se divorciaram em 2019. Como parte do acordo, ela ficou com 4% das ações da Amazon, enquanto ele manteve 12%. Desde então, o empresário vendeu e doou parte de sua participação e atualmente possui 8% da companhia.
Desde a abertura de capital da Amazon, em 1997, a Forbes calcula que Bezos tenha vendido mais de US$ 49 bilhões (R$ 265,6 bilhões) em ações da empresa. Por meio da Bezos Expeditions, ele também investiu em diversas companhias, entre elas o Airbnb e a empresa de software Workday.
Page fundou o mecanismo de busca Google em 1998 ao lado de Sergey Brin, seu colega no doutorado da Universidade Stanford. Ele comandou a empresa como CEO até 2001 e voltou ao cargo entre 2011 e 2015.
Atualmente, Page integra o conselho de administração da Alphabet, controladora do Google, e continua sendo um acionista controlador. Segundo relatos, ele trabalha em uma nova startup de inteligência artificial chamada Dynatomics, voltada à fabricação de produtos. No fim de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o Google deveria vender o navegador Chrome para reduzir o domínio da companhia na internet.
Em resposta, o Google declarou que uma medida desse tipo prejudicaria os consumidores e a liderança tecnológica dos Estados Unidos. A decisão pode ter sido uma das razões pelas quais Sundar Pichai, CEO da Alphabet, compareceu à posse de Donald Trump, em janeiro de 2025. No maior processo antitruste em décadas, um juiz federal decidiu, em setembro de 2025, que o Google não precisaria vender o Chrome.
Page foi um dos investidores fundadores da Planetary Resources, empresa dedicada à mineração de asteroides que foi adquirida pela companhia de blockchain ConsenSys em 2018.
Recentemente, ele comprou uma casa na Flórida, aparentemente em resposta à ameaça da Califórnia de tributar o patrimônio dos bilionários. Segundo informações divulgadas, o Google também assinou neste ano um contrato de locação para ampliar seu escritório em Miami. Em outubro, representantes de Page disseram à Forbes que ele agora é oficialmente residente da Flórida.
Dell começou sua trajetória empresarial aos 19 anos, vendendo computadores a partir de seu dormitório na Universidade do Texas. Até o fim do primeiro ano da faculdade, já havia faturado US$ 80 mil (R$ 433,6 mil). Atualmente, ele é presidente do conselho e CEO da Dell Technologies, criada em 2016 a partir da fusão de US$ 60 bilhões (R$ 325,2 bilhões) entre a Dell e a gigante de armazenamento de dados EMC.
Dell abriu o capital da empresa que leva seu nome em 1988. Em 2013, fechou o capital da companhia em uma operação realizada com a empresa de private equity Silver Lake Partners. No fim de 2018, a Dell voltou à bolsa por meio de uma complexa reestruturação financeira.
A VMware, divisão de software em nuvem da Dell, foi separada da companhia em 2021. Em 2023, a fabricante de chips Broadcom comprou a empresa por US$ 69 bilhões (R$ 374 bilhões), dos quais 39% ficaram com Dell.
Em dezembro, Dell e sua esposa se comprometeram a destinar US$ 6,25 bilhões (R$ 33,88 bilhões) para financiar contas de investimento conhecidas como Trump Accounts para 25 milhões de crianças americanas. Cada uma receberá US$ 250 (R$ 1.355,15).
Enquanto Page mantém um perfil notoriamente discreto, Brin voltou a participar mais ativamente da estratégia de inteligência artificial da Alphabet. Ele saiu parcialmente da aposentadoria em 2024 para propor alterações no Gemini, chatbot de inteligência artificial do Google, e foi listado como um dos “principais colaboradores” quando o modelo foi lançado, em dezembro daquele ano.
Assim como Page, Brin atualmente integra o conselho de administração da Alphabet, controladora do Google, e é um dos acionistas controladores da companhia. No fim de novembro, Brin informou ter doado US$ 1,1 bilhão (R$ 5,96 bilhões) em ações da Alphabet. Quase todo o montante foi destinado à Catalyst4, sua organização sem fins lucrativos, que concentra suas atividades em doenças do sistema nervoso central e mudanças climáticas.
Brin, que comprou imóveis em Malibu e no lado de Nevada do Lago Tahoe, gastou mais de US$ 100 milhões (R$ 542,1 milhões) em uma tentativa de barrar a proposta da Califórnia de cobrar uma taxa única de 5% sobre o patrimônio de bilionários, conhecida como Proposição 40.
O empresário também aparentemente apoia uma organização sem fins lucrativos da Califórnia que trabalha para tornar a moradia mais acessível. Em outubro, a Forbes informou que Brin havia transferido seu registro eleitoral para Nevada em dezembro do ano anterior.
Zuckerberg cofundou o Facebook em 2004, quando era estudante da Universidade Harvard. Hoje chamada Meta, a empresa cresceu até se tornar a maior rede social do mundo, com vários bilhões de usuários globalmente. A companhia também é proprietária do Instagram e do WhatsApp, plataformas que adquiriu e expandiu significativamente. Zuckerberg, que continua como CEO, abriu o capital da empresa em 2012 e ainda possui uma participação de 13%.
Em outubro de 2025, Zuckerberg estava na plateia da premiação Innovator of the Year Awards, do The Wall Street Journal, quando sua esposa, Priscilla Chan, recebeu o principal prêmio por seu papel nas iniciativas filantrópicas do casal voltadas à cura e à prevenção de doenças. Na ocasião, a cantora Billie Eilish perguntou ao público: “Se você é bilionário, por que você é bilionário?”.
Em fevereiro, Zuckerberg e Priscilla foram fotografados na primeira fila de um desfile da Prada em Milão. Segundo informações divulgadas, Meta e Prada estão trabalhando juntas no desenvolvimento de óculos inteligentes de alto padrão.
Em agosto, a Meta concordou em pagar US$ 18 bilhões (R$ 97,9 bilhões) para encerrar um processo judicial histórico movido por 29 estados americanos. A ação acusava as redes sociais da companhia de terem sido projetadas para causar dependência em crianças e alegava que a empresa enganou o público sobre seus potenciais riscos.
Em outubro, Zuckerberg anunciou que permanecerá na Califórnia. A decisão veio depois que o conselho da Meta aprovou um plano para criar uma nova classe de ações sem direito a voto, que o empresário poderá vender sem reduzir seu poder de voto na companhia. A medida também poderá ajudá-lo a pagar uma eventual cobrança decorrente da proposta de imposto sobre grandes fortunas da Califórnia.
Huang cofundou a Nvidia em 1993 e, desde então, ocupa os cargos de CEO e presidente da companhia. Ele possui uma participação de 3% na empresa, cujo capital abriu em 1999.
Sob o comando de Huang, as unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia se tornaram dominantes primeiro no mercado de jogos para computadores e, posteriormente, no setor de inteligência artificial. Esse avanço ajudou a companhia a se tornar, em outubro de 2025, a primeira empresa da história a atingir um valor de mercado de US$ 5 trilhões (R$ 27,19 trilhões).
Na quinta-feira, o The New York Times informou que autoridades de inteligência dos Estados Unidos concluíram que uma empresária chinesa próxima a Huang vinha repassando informações a Pequim. A Nvidia defendeu sua relação com a empresária e afirmou que as interações mantidas com ela eram rotineiras e que nenhuma informação comercial sigilosa ou relacionada à segurança nacional havia sido compartilhada.
Nascido em Taiwan, Huang se mudou para a Tailândia ainda criança. Posteriormente, diante do aumento da instabilidade civil no país asiático, sua família enviou ele e seu irmão para os Estados Unidos.
Em agosto de 2025, Larry Ellison se uniu ao filho, David, para ajudar a concretizar a fusão entre a Paramount e a Skydance Media, empresa de David. Em outubro, pai e filho concluíram a aquisição da gigante de mídia Warner Bros. Discovery pela Skydance por US$ 110 bilhões (R$ 598,2 bilhões).
A operação foi uma das maiores fusões da história e deu à família Ellison uma influência sem precedentes sobre a mídia americana: CBS e CNN passaram a ficar sob o mesmo grupo; HBO Max e Paramount+ foram unificadas; e Warner Bros. e Paramount Pictures passaram a compartilhar a mesma controladora.
Esse império se soma aos negócios de tecnologia e imóveis já controlados por Larry Ellison, cofundador, presidente do conselho e diretor de tecnologia da Oracle, além de novo vizinho do presidente Donald Trump.
Morador da Califórnia por muitos anos e proprietário da ilha havaiana de Lanai, avaliada em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,44 bilhões), Ellison agora é oficialmente residente de Manalapan, na Flórida, a uma distância de carro de aproximadamente 20 minutos de Mar-a-Lago, propriedade de Trump. Apesar de toda a atenção em torno de seus negócios e de sua proximidade com Trump, uma parcela significativa da fortuna de Ellison ainda vem da Oracle, empresa de software que ele cofundou em 1977.
A Oracle fez parte de um consórcio que adquiriu as operações americanas do TikTok em janeiro, em um acordo que avaliou o negócio em US$ 14 bilhões (R$ 76,1 bilhões). Em setembro de 2025, Ellison se tornou, por um breve período, apenas a segunda pessoa da história a alcançar uma fortuna de US$ 400 bilhões (R$ 2,18 trilhões). Naquele momento, seu patrimônio ficou a US$ 40 bilhões (R$ 217,5 bilhões) do de Musk.
O avanço ocorreu graças às projeções otimistas de receita da Oracle para seu negócio de infraestrutura em nuvem, voltado principalmente para sustentar aplicações de inteligência artificial. As expectativas fizeram as ações da companhia dispararem 36% em um único dia. Atualmente, os papéis da Oracle valem aproximadamente metade do valor alcançado no pico de 2025.
Conhecido por seu estilo enérgico, o ex-CEO da Microsoft comandou a companhia entre 2000 e 2014. Ballmer entrou na gigante de tecnologia como seu 30º funcionário, depois de abandonar o MBA da Universidade Stanford. Ele conheceu Bill Gates, cofundador da Microsoft, quando ambos ainda cursavam a graduação em Harvard.
Ballmer comandou a Microsoft após o primeiro colapso das empresas “ponto com” e durante os esforços da companhia para reduzir a distância em relação ao Google nas ferramentas de busca e à Apple no mercado de celulares. No mesmo ano em que se aposentou da Microsoft, comprou o Los Angeles Clippers, da NBA, por US$ 2 bilhões (R$ 10,88 bilhões). Atualmente, a Forbes avalia a equipe em US$ 7,8 bilhões (R$ 42,41 bilhões).
Ballmer investiu outros US$ 2 bilhões (R$ 10,88 bilhões) na construção do Intuit Dome, estádio da equipe. Em 2 de setembro, a NBA aplicou punições severas ao ex-CEO da Microsoft e à franquia após uma investigação de um ano concluir que o time burlou as regras do teto salarial ao facilitar falsos acordos de patrocínio entre empresas parceiras da equipe e o astro Kawhi Leonard.
A multa de US$ 30 milhões (R$ 163,1 milhões) representa uma pequena parcela da fortuna de Ballmer, mas ele também recebeu uma suspensão de um ano, período em que ficará afastado de todos os jogos e atividades da equipe. Além disso, os Clippers perderão cinco escolhas de primeira rodada do draft.
Em setembro, Ballmer aceitou a punição imposta pela liga para “deixar este capítulo para trás”, embora tenha afirmado que “ainda existem divergências em relação às conclusões do relatório”. Ballmer possuía 4% das ações da Microsoft quando deixou a companhia e manteve grande parte desses papéis. Ele afirma ser o maior acionista individual da empresa. Desde 2014, também intensificou suas atividades filantrópicas. Até hoje, Ballmer e sua família já doaram mais de US$ 6,5 bilhões (R$ 35,35 bilhões).
Conhecido como o “Oráculo de Omaha”, Buffett é um dos investidores mais bem-sucedidos de todos os tempos. Filho de um congressista americano, comprou suas primeiras ações aos 11 anos e apresentou sua primeira declaração de imposto de renda aos 13.
No fim de dezembro, Buffett deixou o cargo de CEO da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, entre elas a seguradora Geico, a fabricante de pilhas Duracell e a rede de restaurantes Dairy Queen. Em setembro, seu filho Howard Buffett o substituiu na presidência do conselho.
Em 2010, Buffett criou o Giving Pledge ao lado de Bill Gates e Melinda French Gates. A iniciativa incentiva bilionários a se comprometerem a doar pelo menos metade de suas fortunas para organizações beneficentes.
Buffett afirmou que pretende doar 99% de seu patrimônio. Até agora, já destinou US$ 68 bilhões (R$ 369,8 bilhões) a causas filantrópicas, principalmente por meio da Gates Foundation, anteriormente chamada Bill & Melinda Gates Foundation, de fundações administradas por seus filhos e de uma organização criada por sua falecida primeira esposa.
Em junho, o The Wall Street Journal informou que Buffett não fará sua doação anual de ações da Berkshire Hathaway à Gates Foundation, tradicionalmente realizada no meio do ano, até que seja concluída uma análise sobre as relações da organização sem fins lucrativos com Jeffrey Epstein.
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