Fique por dentro: Quem é Senival Moura, vereador do PT preso por suspeita de ligação com o PCC
Ele é investigado por suspeita de atuar na gestão financeira da Transunião, empresa de ônibus apurada por possível lavagem de dinheiro e infiltração do Primeiro

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Consulte formatos e valores disponíveisO vereador licenciado de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso preventivamente nesta quarta-feira (28), na Operação Última Parada. Ele é investigado por suspeita de atuar na gestão financeira da Transunião, empresa de ônibus apurada por possível lavagem de dinheiro e infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista.
Esta é a segunda prisão do parlamentar na operação. Ele havia sido detido em 25 de junho e solto em 5 de agosto, após 40 dias preso. Na ocasião, contestou as suspeitas e afirmou ter sido “pintado como o demônio”.
Segundo o Ministério Público, Senival seria uma das figuras centrais do núcleo de comando da Transunião, mesmo sem ocupar formalmente um cargo de direção. A investigação aponta que ele teria controle sobre as finanças da empresa e parte da frota de ônibus.
Entre janeiro de 2019 e maio de 2022, o vereador teria movimentado R$ 8,6 milhões em contas bancárias, dos quais R$ 2,3 milhões não teriam origem declarada, segundo os investigadores. Planilhas apreendidas durante a apuração do assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, morto em 2020, também indicariam vínculos entre veículos da frota e familiares de Senival.
Além do vereador, foram presos Lourival de França Monário, Osiel Bernardino Pinto, Jair Ramos de Freitas e Fábio Fernandes de Souza. Leonel Moreira Martins e Devanil Sousa Nascimento não foram localizados.
Leonel é apontado como intermediário entre integrantes do PCC e a empresa. Já Devanil é investigado por suposta participação no núcleo operacional do esquema e responde a uma ação penal pelo homicídio de Adauto.
A prisão foi determinada pelo juiz Antonio Carlos Martins, após o Ministério Público concluir o inquérito e apresentar denúncia à Justiça. A Transunião está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo, com a SPTrans responsável pela operação.
Senival Pereira de Moura nasceu em Batalha, Alagoas, em 1965, e mudou-se para São Paulo com a família em 1977. Filiado ao PT, chegou à Câmara Municipal em 2007 e foi reeleito em 2008, 2012, 2016 e 2020. Em 2024, conquistou o sexto mandato. O vereador já liderou a bancada do partido na Casa.
O Estadão informou que procurou o parlamentar e os demais citados para manifestação. Até a publicação do texto original, aguardava resposta.
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