Fique por dentro: Quem é Gadi Eisenkot, principal adversário de Netanyahu
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Consulte formatos e valores disponíveisEx-chefe das Forças Armadas, candidato critica a condução da guerra e se opõe a aliados de extrema direita do atual primeiro-ministro
Ex-chefe das Forças Armadas de Israel Gadi Eisenkot, de 66 anos, é o principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas eleições parlamentares | Foto: Reuters - 25.10.2026
O ex-chefe das Forças Armadas de Israel Gadi Eisenkot, de 66 anos, é o principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas eleições parlamentares realizadas nesta terça-feira (27). À frente do partido de centro Yashar, fundado em 2025, o general da reserva tenta chegar ao poder após ter integrado o gabinete de guerra do atual governo.
Com mais de quatro décadas de carreira militar, Eisenkot comandou as Forças de Defesa de Israel entre 2015 e 2019. Filho de imigrantes marroquinos, ele construiu uma imagem de político reservado e com experiência na área de segurança, em contraste com o veterano Netanyahu.
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Siga no Google Discover Durante a trajetória no Exército, Eisenkot ficou associado à chamada doutrina Dahiyeh, ligada à guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. A estratégia busca dissuadir grupos inimigos por meio do uso de força desproporcional, incluindo a destruição de infraestrutura civil em áreas utilizadas por eles.
O nome faz referência a uma região nos subúrbios ao sul de Beirute, reduto do Hezbollah que sofreu ampla destruição em bombardeios israelenses durante o conflito. Em 2008, Eisenkot afirmou que Israel poderia empregar força desproporcional contra povoados de onde partissem ataques ao país, causando grandes danos e destruição.
O ex-general entrou na política eleitoral em 2022, quando foi eleito para o Parlamento israelense pela aliança Unidade Nacional, liderada por Benny Gantz, também ex-chefe das Forças Armadas. Após os ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, passou a integrar o governo de emergência e participou do gabinete de guerra como observador.
A ofensiva israelense em Gaza teve impacto direto sobre a família de Eisenkot. Em 7 de dezembro de 2023, seu filho Gal Meir Eisenkot, de 25 anos, morreu enquanto servia como soldado israelense no norte do território, após a explosão de uma bomba em um acesso a um túnel próximo às tropas.
No dia seguinte, o ex-general perdeu um sobrinho, Maor Cohen Eisenkot, de 19 anos, que também combatia em Gaza. Outro sobrinho, Yogev Pazy, morreu em combate cerca de um ano depois. Na época da morte do filho, Eisenkot integrava o gabinete de guerra do governo Netanyahu.
Eisenkot deixou o governo em junho de 2024, após cerca de oito meses, criticando a condução da guerra e a falta de decisões estratégicas sob a liderança de Netanyahu. No ano seguinte, rompeu com o partido de Gantz, defendendo uma democratização interna da legenda, e renunciou ao mandato parlamentar. Em setembro de 2025, fundou o Yashar, pelo qual agora disputa as eleições.
Eisenkot se apresenta como uma alternativa à liderança de Netanyahu e se opõe a aliados de extrema direita do primeiro-ministro, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, que defendem a anexação integral de terras palestinas. Ele também critica a violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada e defende a independência do Judiciário.
Em relação aos palestinos, porém, o ex-general mantém posições duras e tem pontos de convergência com Netanyahu. Ambos se opõem à criação de um Estado palestino independente e defendem que Israel mantenha a responsabilidade pela segurança no território entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo.
Eisenkot afirma que pretende acabar com o governo do Hamas em Gaza por meio de um acordo ou, se necessário, pela força militar. Entre suas propostas também estão uma investigação sobre as falhas de segurança relacionadas aos ataques de 7 de outubro de 2023 e o fim das isenções do serviço militar para homens judeus ultraortodoxos.
Pesquisas apontaram uma disputa acirrada entre o Yashar e o Likud, partido do atual primeiro-ministro. Em Israel, porém, os eleitores votam em legendas para o Parlamento, e a formação do governo depende de negociações para construir uma coalizão com maioria entre as 120 cadeiras.
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