Fique por dentro: Posições vendidas sobem na Bolsa, com avanço maior entre small caps
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisAs posições vendidas na Bolsa cresceram 5% em duas semanas e chegaram a R$ 138,25 bilhões entre as ações do Ibovespa, segundo dados atualizados até 28 de outubro, compilados pela XP a pedido do InfoMoney.
Em 14 de outubro, esse estoque somava R$ 131,64 bilhões. No mesmo período, o short interest do Ibovespa subiu de 7,0% para 7,8%, avanço de 79 pontos-base.
O retrato mais recente já incorpora os primeiros pregões após o segundo turno das eleições, período marcado por forte reprecificação dos ativos brasileiros. Como a comparação começa em 14 de outubro, porém, o aumento das posições vendidas não ficou restrito aos dias posteriores à votação.
Os dados também chegam em meio a uma sequência de pressão sobre a Bolsa. Nesta quinta-feira (29), o Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186 pontos, na quarta sessão consecutiva de baixa, com o mercado ainda atento ao cenário fiscal doméstico e ao ambiente externo.
Entre as small caps, o movimento foi ainda mais forte. O estoque de posições vendidas avançou 10%, para R$ 36,47 bilhões, enquanto o short interest do SMLL passou de 9,2% para 9,6%.
Fonte: dados compilados pela XP, com base em informações da B3, para o InfoMoney.
O aumento dos vendidos no agregado esconde movimentos bastante diferentes entre os setores da Bolsa.
Educação teve o maior avanço do short interest entre 14 e 28 de outubro, de 224 pontos-base. Saúde veio na sequência, com 122 pontos-base, seguida por construção, com 117 pontos-base. Papel e celulose e saneamento também registraram altas superiores a 100 pontos-base.
Na outra ponta, os bancos tiveram uma redução expressiva. O short interest do setor caiu de 7,96% para 4,47%, recuo de 349 pontos-base.
Varejo e transportes também registraram diminuição das posições vendidas no período.
O short interest mostra quanto das ações disponíveis para negociação está associado a posições vendidas. Na prática, ajuda a indicar onde os investidores estão mais posicionados para uma queda — embora essas operações também possam fazer parte de estratégias de proteção, arbitragem ou combinações com outros ativos.
Analistas reconhecem que o cenário macroeconômico ficou mais difícil após o salto dos juros e do dólar, mas veem ações negociando em níveis historicamente deprimidos; Mercado Livre, Smart Fit, Assaí e Raia Drogasil aparecem entre as preferidas
Entre as ações, o levantamento mostra uma aceleração relevante das posições vendidas em alguns papéis nas últimas duas semanas.
A Plano & Plano ( PLPL3 ) teve o maior aumento do short interest nesse período, de 7,84 pontos percentuais, levando o indicador a 32%. C&A Modas ( CEAB3 ), Recrusul ( RCSL4 ) e CVC Brasil ( CVCB3 ) aparecem logo depois.
O recorte acima destaca os papéis em que o short interest mais cresceu em 14 dias. Por isso, uma ação com nível elevado de vendidos, mas pouca mudança no período, pode não aparecer entre os primeiros colocados.
Bolsa acumula queda de quase 17% na semana e entra em sobrevenda, enquanto dólar futuro sobe mais de 8% e segue distante das principais médias
Outro sinal acompanhado pelo mercado é a taxa de aluguel das ações, custo pago por quem toma o papel emprestado para montar uma posição vendida.
Nesse caso, o movimento mais forte ocorreu em Cyrela ( CYRE3 ). A taxa chegou a 49,9%, com avanço de 44,78 pontos percentuais em 14 dias.
GPS ( GGPS3 ) e MBRF ( MBRF3 ) também tiveram aumento expressivo no custo do aluguel.
A alta da taxa costuma refletir uma combinação entre maior procura por ações para aluguel e a oferta disponível desses papéis. Para quem está vendido, significa um custo maior para carregar a operação.
Isso não quer dizer, por si só, que a ação esteja prestes a cair. Em algumas situações, justamente o custo elevado do aluguel pode tornar mais difícil manter a posição por longos períodos.
O levantamento também acompanha o chamado days to cover, indicador que relaciona o tamanho das posições vendidas ao volume negociado pela ação.
A ideia é estimar quantos pregões seriam necessários, nas condições de liquidez consideradas no cálculo, para que os vendidos recomprassem os papéis e encerrassem suas posições.
O maior movimento em 14 dias ocorreu em BPAC5, que chegou a 30,83 dias após alta de 1.011% do indicador. BPAC3 também teve forte avanço, de 624,4%.
O recorte destaca as ações em que o indicador mais avançou em 14 dias.
Um days to cover elevado ganha mais relevância quando o papel começa a subir com força. Nesse cenário, investidores vendidos que decidam encerrar suas posições precisam recomprar as ações, o que pode aumentar a pressão compradora.
Quando esse movimento acontece de forma intensa e concentrada, pode ocorrer o chamado short squeeze.
O retrato até 28 de outubro mostra que houve mais posições vendidas na Bolsa, mas também uma redistribuição importante desses shorts.
No Ibovespa, o estoque aumentou 5%, para R$ 138,25 bilhões, e o short interest avançou para 7,8%. Entre as small caps, o crescimento das posições vendidas chegou a 10%.
Por baixo desses números, porém, o movimento foi bastante desigual. Educação, saúde e construção receberam mais shorts, enquanto bancos, varejo e transportes caminharam na direção oposta.
As ações também mostram dinâmicas diferentes: algumas receberam novas posições vendidas rapidamente; em outras, o principal movimento apareceu no custo do aluguel ou no tempo necessário para desmontar os shorts.
No ambiente mais volátil que se seguiu ao segundo turno, essas métricas ajudam a mostrar onde os investidores estão aumentando a proteção ou as apostas vendidas — e onde uma eventual saída dessas posições pode ser mais trabalhosa.
É uma operação em que o investidor vende uma ação que tomou emprestada e pretende recomprá-la depois.
Se o preço cair, ele pode recomprar o papel por um valor menor e devolver a ação ao doador. A diferença, descontados custos e taxas, representa o resultado da operação.
O short interest mede a presença de posições vendidas em relação às ações disponíveis para negociação.
Quanto maior o indicador, maior a concentração de investidores vendidos naquele ativo. Isso, porém, não significa que a ação necessariamente cairá.
O aluguel permite que um investidor empreste suas ações a outro participante do mercado.
Quem toma os papéis emprestados paga uma taxa e pode utilizá-los, entre outras finalidades, para montar uma posição vendida.
Uma taxa elevada pode mostrar que existe muita procura pelo papel para aluguel diante da quantidade disponível.
Para quem está vendido, significa que ficou mais caro manter a operação.
O days to cover relaciona o estoque de posições vendidas à liquidez da ação.
Ele estima quantos dias seriam necessários, nas condições consideradas no cálculo, para que os vendidos recomprassem os papéis e fechassem suas posições.
O short squeeze acontece quando uma ação começa a subir e investidores vendidos correm para recomprar os papéis e limitar perdas.
Como essas recompras geram demanda adicional, elas podem acelerar ainda mais a valorização da ação.
Não. Um short interest alto mostra que há uma presença relevante de posições vendidas, mas não determina a direção futura da ação.
O papel pode cair, ficar estável ou subir — e, em uma alta muito forte, a recompra das posições vendidas pode inclusive intensificar o movimento.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
onde assistir ao vivo e horário — Corinthians x Mirassol
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
veja suportes e resistências no dia do vencimento — Minidólar (WDOX26)
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Em destaque: Quais são os feriados de novembro? Veja quais caem em dias úteis
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



