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Fique por dentro: Pesquisas de boca de urna mostram oposição à frente em Israel

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 23:14
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Fique por dentro: Pesquisas de boca de urna mostram oposição à frente em Israel
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> Na imagem, bandeira de Israel Reprodução/Canva PODER360 27.out.2026 (terça-feira) - 20h14 Priorize o Poder no Google As primeiras pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais emissoras de televisão de Israel indicam um cenário de indefinição sobre o próximo governo do país depois do encerramento da votação nesta 3ª feira (27.out.2026), mas com a liderança do bloco de oposição. As informações são do The New York Times.

O bloco lidera a contagem geral de assentos contra a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ( Likud, direita), mas seu partido tem uma pequena vantagem individual sobre o Yashar, legenda liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe militar e adversário de Netanyahu.

Por ora, a composição do 26º Knesset (o Parlamento israelense) permanece em aberto. O resultado oficial definitivo só deve ser divulgado a partir de 5ª feira (29.out), iniciando um ciclo de negociações para a formação da maioria parlamentar de ao menos 61 das 120 cadeiras.

As sondagens iniciais sinalizam que os 2 partidos de maioria árabe —o Ra’am e o Joint List— podem conquistar juntos de 17 a 18 assentos, o maior resultado da história das legendas árabes no país.

A alta participação eleitoral desse grupo gerou reação de Netanyahu, que fez declarações ao longo do dia com o objetivo de mobilizar sua base conservadora.

O partido Likud chegou a solicitar a extensão do horário de votação ao Comitê Eleitoral Central, mas o pedido foi negado. As autoridades eleitorais declararam que não foram registradas irregularidades que justificassem a decisão.

A projeção dos partidos árabes traz também impasses para a oposição. Eisenkot e aliados hesitam em firmar parcerias formais de governo com o Ra’am ou com a Joint List depois dos ataques de 7 de outubro de 2023. Sem o apoio direto da bancada árabe, a vantagem do bloco de oposição em relação à coalizão governista cai.

Nas eleições nacionais de Israel, os cidadãos votam exclusivamente em partidos (e não em candidatos específicos) para eleger os 120 membros do Knesset. O pleito é o 1º no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza.

A partir do resultado dessa votação, o presidente, que atua como chefe de Estado, realiza consultas com os partidos eleitos para identificar qual líder político tem a maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária de no mínimo 61 deputados.

Esse líder assume o cargo de primeiro-ministro e torna-se o chefe de Governo assim que sua coalizão e plataforma política forem oficialmente aprovadas pelo Knesset.

Coalizão de Netanyahu – liderada pelo Likud, reúne legendas ultraortodoxas de direita, como o Shas, o United Torah Judaism, o Otzma Yehudit e a Religious Zionist Party. A chapa propõe o avanço da reforma judicial, maior influência religiosa no Estado e a consolidação do controle israelense na Cisjordânia e em Gaza;

Bloco de oposição – liderado por Gadi Eisenkot, conta com o apoio de legendas como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu. O grupo reúne origens ideológicas diversas e defende a criação de uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, a restauração das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.

#Política#Belém
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