Fique por dentro: Parque que superou Disney no interior de SP fatura R$ 260 milhões e fará maior expansão da história
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisParque que superou Disney no interior de SP fatura R$ 260 milhões e fará maior expansão da história Terceiro parque aquático mais visitado do mundo, Termas dos Laranjais planeja investir mais de R$ 300 milhões em novas atrações, um segundo parque e um futuro hotel próprio Termas dos Laranjais: cerca de 2 milhões de visitantes por ano (Wyndham Olímpia Royal Hotels/Divulgação)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Termas dos Laranjais, em Olímpia, no interior de São Paulo, fatura cerca de R$ 260 milhões por ano e recebeu 1,95 milhão de visitas em 2025, superando dois parques aquáticos da Disney em ranking mundial. Após investir R$ 61 milhões em toboáguas, o empreendimento prepara uma expansão de mais de R$ 300 milhões, com roda-gigante de 85 metros, um segundo parque e planos para construir um hotel próprio.
O parque aquático do interior de São Paulo que superou a Disney em um ranking mundial agora enfrenta um problema: está ficando sem espaço para crescer. Depois de quase quatro décadas construindo piscinas e toboáguas, a próxima expansão terá de acontecer fora de seus limites atuais.
É o Termas dos Laranjais, de Olímpia, cidade a cerca de 430 quilômetros da capital paulista.
O parque recebe quase 2 milhões de visitas por ano e tem faturamento na faixa de 260 milhões de reais, segundo seu presidente, Jorge Noronha. Em 2025, alcançou a terceira posição no ranking mundial de parques aquáticos, com mais visitas do que cada um dos dois parques aquáticos da Disney presentes na lista.
O resultado chega em um momento de mudança para o negócio.
Depois de investir 61 milhões de reais em um complexo de toboáguas de 33 metros de altura, o Termas prepara uma expansão que pode superar 300 milhões de reais nos próximos anos. O plano inclui ocupar uma nova área, construir uma roda-gigante, desenvolver um segundo parque e, mais adiante, entrar no mercado de hotelaria.
“O Termas não vai parar. Não podemos parar. A gente tem que estar sempre fortalecendo a nossa presença no mercado. Abriram muitos parques aquáticos e nós temos que continuar correndo”, afirma Jorge Noronha, presidente do Termas dos Laranjais, em entrevista à EXAME.
A próxima etapa deve começar com uma roda-gigante de 85 metros de altura e 36 cabines em formato de laranja, que funcionará principalmente à noite. O equipamento será a primeira atração de um novo parque, planejado para um terreno de 40 alqueires. O empreendimento também terá espaço reservado para um hotel próprio, projeto que ainda está em fase inicial.
O Termas dos Laranjais começou a operar em 1987 como um clube social em Olímpia, cidade que tinha parte de sua economia voltada à citricultura.
O que começou com piscinas abastecidas por águas termais se transformou em um complexo com mais de 60 atrações, capaz de receber milhares de visitantes por dia e faturar R$ 260 milhões, R$ 20 milhões a mais do que no ano anterior.
A maior parte da receita continua ligada ao fluxo de visitantes. Mas o parque tenta ampliar o dinheiro que ganha com cada pessoa que entra no complexo.
Uma das estratégias está na alimentação. Hoje, o Termas reúne mais de 30 bares e pontos de venda. A maioria é operada por terceiros, que repassam parte da receita ao parque. Outros estabelecimentos passaram a ser administrados diretamente pela empresa.
O modelo lembra a operação de um shopping center. O Termas investe em atrações para levar público ao complexo, enquanto os comerciantes ganham com o consumo dos visitantes.
Apesar da busca por novas receitas, alguns serviços continuam gratuitos.
O estacionamento, com 1.500 vagas, não é cobrado. As boias utilizadas nas atrações também não têm custo adicional e são fabricadas pelo próprio parque.
A cobrança de armários, por outro lado, foi adotada para evitar que poucos grupos ocupassem várias unidades e deixassem outros visitantes sem espaço. O desafio é aumentar o faturamento sem criar custos adicionais que desestimulem uma nova visita.
A principal aposta recente do Termas dos Laranjais é o Nações, um complexo de toboáguas com 33 metros de altura, equivalente a um prédio de 11 andares.
O empreendimento levou quatro anos para ser construído e exigiu investimento de 61 milhões de reais. Ao redor da estrutura, o parque trabalha em uma área urbanizada de aproximadamente 20.000 metros quadrados.
O projeto foi desenvolvido com a WhiteWater West, fabricante canadense especializada em atrações aquáticas, e reúne dois grandes percursos, batizados de Brasil e Itália.
Cada percurso combina diferentes experiências. Em um deles, a boia ganha altura durante a descida, em um movimento semelhante ao de uma montanha-russa. Outros trechos incluem curvas, quedas e estruturas de grande diâmetro. A maior parte da montagem foi feita por funcionários do próprio Termas, com acompanhamento técnico da empresa canadense.
“Foi um desafio muito grande para nós porque foi feito tudo com mão de obra nossa, com o acompanhamento do técnico deles”, afirma Noronha.
Em 2024, o Termas dos Laranjais recebeu 1,85 milhão de visitas. Em 2025, o público chegou a 1,95 milhão, crescimento de 5,4%.
O desempenho colocou o empreendimento na terceira posição mundial, empatado com o Therme Erding, da Alemanha, segundo o levantamento da Themed Entertainment Association (TEA), associação internacional do setor de parques, recém-publicado.
O parque brasileiro ficou à frente do Disney's Typhoon Lagoon, com 1,762 milhão de visitas, e do Disney's Blizzard Beach, com 1,35 milhão, ambos nos Estados Unidos.
Para 2026, a meta apresentada por Noronha é voltar a superar a marca de 2 milhões de visitas.
O presidente calcula que o Nações pode acrescentar cerca de 100.000 entradas ao movimento anual, o equivalente a um aumento aproximado de 5% sobre uma base de 2 milhões.
“Cinco por cento para nós são 100 mil pessoas. Então é bem expressivo”, afirma.
O Termas também trabalha em uma versão infantil de sua montanha-russa aquática, com cerca de 4,5 metros de altura. O equipamento foi desenhado para reproduzir, em menor escala, as curvas e subidas da atração voltada ao público geral. A propulsão será feita por jatos de água.
Para operar os novos brinquedos, será necessário ampliar a equipe.
Depois do Nações e da montanha-russa infantil, o Termas ainda pretende instalar pelo menos mais uma atração no terreno atual.
Mas a capacidade física da área está chegando ao limite.
É por isso que a empresa começou a estruturar a próxima fase de crescimento em outro terreno, num projeto que concretizará a maior expansão da história do parque.
O primeiro equipamento previsto para a nova área é uma roda-gigante de 85 metros de altura e 36 cabines, projetadas para lembrar laranjas, em referência à história de Olímpia. A proposta é transformar o equipamento em uma atração que funcione principalmente depois do fechamento do parque aquático.
Enquanto as piscinas e os toboáguas encerram as atividades no fim da tarde, a roda-gigante poderá receber visitantes durante a noite. “Ela vai ser o início do outro parque”, afirma Noronha.
Segundo o executivo, a empresa já havia definido o local e negociado o preço do equipamento com uma fornecedora chinesa.
A roda-gigante também terá outra função: servir como um mirante para o complexo existente e para a área que será desenvolvida no futuro. A ideia é que a atração ajude a inaugurar uma nova frente de negócios, com atividades que não dependam exclusivamente do funcionamento das piscinas.
O projeto maior prevê a construção de um segundo parque em um terreno de 40 alqueires, combinando atrações aquáticas e experiências ligadas à natureza.
Entre as possibilidades estudadas estão tirolesa, arvorismo e ambientes inspirados em paisagens naturais brasileiras. A proposta também prevê uma integração entre os dois empreendimentos, com áreas de circulação e estacionamento compartilhado.
O visitante poderia escolher qual parque frequentar ou incluir os dois na programação da viagem.
“O novo parque vai ser mais voltado à água também, mas com outra proposta. Não é nossa praia fazer montanha-russa. Nosso foco é brincar com a água”, afirma Noronha.
A expansão abre espaço, também, para uma mudança na estratégia do Termas.
Historicamente, a empresa preferiu incentivar a construção de hotéis por outros grupos em Olímpia, em vez de operar diretamente um empreendimento de hospedagem.
Agora, a empresa estuda entrar nesse mercado.
Noronha afirma que o terreno reservado para o segundo parque também prevê uma área destinada a um futuro hotel do Termas dos Laranjais.
“O sonho de ter o hotel do Termas já está. O projeto, eu posso dizer, está rabiscado. Falta o start”, afirma.
Ao operar seu próprio hotel, o Termas poderá capturar uma parcela maior dos gastos de quem viaja para Olímpia. Em vez de depender apenas do ingresso, poderá receber também pelas diárias e por serviços ligados à hospedagem.
A estratégia já é utilizada por outros grupos do setor.
O Hot Beach, também em Olímpia, reúne um parque aquático e quatro resorts e planeja abrir um quinto empreendimento. O Hot Park, em Goiás, faz parte da Aviva, grupo que combina parques, hotéis e programas de fidelidade.
Para o Termas, a mudança também representaria a entrada em uma operação diferente daquela que domina há quase quatro décadas.
Os investimentos previstos para os próximos anos ultrapassam 300 milhões de reais, segundo os planos apresentados para a expansão do Termas dos Laranjais. O valor inclui novas atrações e o desenvolvimento de parte da estrutura que permitirá ampliar o complexo.
Sim. Em 2025, o Termas dos Laranjais recebeu 1,95 milhão de visitas e ficou na terceira posição mundial entre os parques aquáticos, segundo a Themed Entertainment Association (TEA). O público superou o do Disney's Typhoon Lagoon, com 1,762 milhão de visitas, e o do Disney's Blizzard Beach, com 1,35 milhão.
O Termas dos Laranjais planeja investir mais de R$ 300 milhões nos próximos anos. O projeto inclui novas atrações, uma roda-gigante de 85 metros, um segundo parque e a possibilidade de construir um hotel próprio.
Entre as novidades estão o Nações, complexo de toboáguas de 33 metros de altura que recebeu investimento de R$ 61 milhões, e uma montanha-russa aquática infantil. O parque também planeja instalar uma roda-gigante de 85 metros com 36 cabines em formato de laranja.
Sim. O Termas dos Laranjais planeja desenvolver um segundo parque em um terreno de 40 alqueires, com atrações aquáticas e atividades ligadas à natureza, como tirolesa e arvorismo. A roda-gigante será a primeira atração prevista para a nova área.
O Termas dos Laranjais estuda construir seu primeiro hotel próprio na área reservada para o segundo parque. O projeto ainda está em fase inicial, sem data definida para o início das obras, orçamento ou número de apartamentos.
Segundo o presidente Jorge Noronha, o Termas dos Laranjais nunca recorreu a empréstimos para financiar suas expansões. O parque utiliza recursos gerados pela própria operação e desenvolve novos projetos conforme a disponibilidade de caixa.
À frente de um grupo que atende mais de 14.500 clínicas odontológicas, Ricardo Novack começou a comprar consultórios e quer chegar a 1.000 unidades próprias
À frente do Grupo Tokyo, Fábio Floriano aposta em programação de dia e de noite para ampliar a ocupação do centro e atrair novos públicos
Inspirado na cultura de conexões empresariais da capital paulista, o RioX Hub estreia com 60 convidados e aposta em acesso por indicação, curadoria e tecnologia para aproximar quem decide no Rio.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Em destaque: Debate sobre juros tem tudo a ver com mobilização juvenil e popular que levou Lula à vitória, diz André Singer
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Região: autoridades confirmaram um foco de gripe aviária de alta patogenicidade do subtipo H5N1
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Região: Açúcar acumula alta de quase 30% em um ano, enquanto alimentos ficam mais baratos, aponta FAO
Luciano Tolentino/EPTV O preço internacional do açúcar subiu 28,8% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto os preços globais dos alime



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/a/9CSYqxS6qhvmCBBrw3Mg/vlcsnap-2026-10-20-23h09m51s965.png)










