URGENTE
Voltar para a página inicial

Fique por dentro: Ouvido tampado após viagem de avião? Saiba quando procurar um médico

Saiba quando procurar um médico

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 16:30
68.661 visualizações
Fique por dentro: Ouvido tampado após viagem de avião? Saiba quando procurar um médico
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Sensação de ouvido tampado, dor na face, zumbido e até redução da audição estão entre os desconfortos que podem surgir durante viagens aéreas, principalmente na hora do pouso. Os sintomas estão relacionados às mudanças de pressão dentro da cabine e, em alguns casos, podem provocar lesões nos ouvidos e nos seios da face.

A médica otorrinolaringologista Rosirene Gessinger, do Hospital Moinhos de Vento, explica que medidas simples ajudam a reduzir esses incômodos. Passageiros com problemas respiratórios, rinite ou sinusite, no entanto, precisam de atenção especial antes de embarcar.

Mesmo pressurizadas, as cabines dos aviões apresentam uma pressão atmosférica equivalente à encontrada em altitudes de aproximadamente 1.830 a 2.440 metros. Durante a descida, o organismo precisa se adaptar novamente à mudança de pressão, o que pode provocar desconfortos.

Esse fenômeno é conhecido como disbarismo. Quando o corpo não consegue equilibrar adequadamente a pressão nas cavidades que contêm ar, podem ocorrer lesões chamadas de barotraumas.

“Quando as cavidades com ar no interior não conseguem equilibrar a pressão com o ambiente de cabine, ocorre o barotrauma. Os quadros mais comuns são a barotite, que afeta o ouvido médio, e a barossinusite, que atinge os seios da face. A barotite pode se manifestar por dor de ouvido, zumbido, perda auditiva e, em casos mais graves, vertigem ou perfuração do tímpano. Já a barossinusite costuma causar dor na região frontal da cabeça, dor maxilar e até sangramento nasal”, destaca a médica.

Pessoas com rinite alérgica, resfriados, rinossinusite ou alterações na tuba auditiva estão mais sujeitas a dificuldades para equilibrar a pressão durante o voo.

As crianças também fazem parte do grupo mais vulnerável. Segundo Rosirene, a ocorrência de barotraumas chega a aproximadamente 25% no público infantil, enquanto entre adultos a prevalência é de cerca de 5%.

A diferença está relacionada, principalmente, às características anatômicas da tuba auditiva durante a infância, que podem dificultar a equalização da pressão.

Algumas atitudes simples podem ajudar a diminuir o desconforto, especialmente durante a descida da aeronave. Entre as recomendações estão engolir saliva repetidamente, mascar chiclete e realizar manobras suaves para equilibrar a pressão nos ouvidos.

No caso de bebês e crianças pequenas, a amamentação, o uso de mamadeira ou de chupeta durante o pouso podem ajudar. O movimento de sucção favorece a abertura da tuba auditiva e facilita a adaptação às mudanças de pressão.

Para quem apresenta crises de rinite ou sinusite, a orientação é procurar avaliação médica antes da viagem. Dependendo dos sintomas, o profissional poderá indicar medicamentos específicos para reduzir os riscos, sem recorrer à automedicação.

Embora a sensação de ouvido tampado geralmente seja temporária, alguns sintomas merecem atenção. Dor intensa, tontura, diminuição da audição ou desconforto persistente depois do desembarque são sinais de que o passageiro deve procurar atendimento especializado.

Em situações mais graves, o barotrauma pode provocar perfuração do tímpano ou comprometer estruturas do ouvido interno, exigindo avaliação de um otorrinolaringologista ou especialista em Medicina Aeroespacial.

“Nos casos em que há suspeita de lesões mais sérias, como perfuração timpânica ou comprometimento do ouvido interno, a avaliação especializada é indispensável. Além disso, quando o passageiro apresenta um quadro de otite média decorrente da viagem, o retorno às aeronaves deve ser avaliado para a liberação com segurança para um novo voo, muitas vezes só devendo ocorrer cerca de 36 horas após a total resolução do problema”, conclui Rosirene.

#Turismo
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas