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Fique por dentro: O plano de choque da Gol para gerenciar quase 7 bilhões de dados de passageiros

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 20 de outubro de 2026 às 09:41
Via Exame
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O plano de choque da Gol para gerenciar quase 7 bilhões de dados de passageiros Após mapear quase 7 bilhões de dados nos sistemas, companhia aérea adotou a plataforma OneTrust para automatizar a governança e reduzir prazos de atendimento de 15 dias para minutos (Leandro Fonseca/Exame)

Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 06h01 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A Gol centralizou sua gestão de privacidade com a OneTrust após mapear quase 7 bilhões de identificadores nos sistemas. Segundo as empresas, solicitações sobre dados pessoais que levavam 15 dias passaram a ser respondidas em minutos, enquanto a avaliação de privacidade de fornecedores caiu de 30 para até cinco dias.

Ao conectar suas bases de dados, a Gol encontrou quase 7 bilhões de identificadores armazenados nos sistemas. Até então, a gestão de privacidade dependia de planilhas, processos manuais e informações distribuídas entre diferentes equipes. O levantamento mostrou a escala que a companhia precisava administrar para acompanhar o uso dos dados e responder às pessoas a quem eles pertenciam.

A mudança veio com a adoção da OneTrust, plataforma que passou a reunir solicitações de passageiros, avaliações de privacidade de fornecedores e registros utilizados nesses processos. Segundo as empresas, pedidos sobre dados pessoais que levavam 15 dias passaram a ser respondidos em poucos minutos. Na avaliação de fornecedores, o ciclo caiu de 30 para até cinco dias, com liberações no mesmo dia em determinados casos.

Para Guilherme Matsumoto, coordenador de Privacidade, Proteção de Dados e Governança de IA da Gol, o volume encontrado exigiu uma estrutura centralizada. “Quando conectamos nossas bases de dados, descobrimos que tínhamos todos esses identificadores armazenados. Ficou claro que precisávamos de uma plataforma mais robusta e centralizada para dar conta dessa escala”, afirma em comunicado.

Os quase 7 bilhões são identificadores, e não passageiros únicos. A divulgação não detalha quais tipos de registros compõem o conjunto nem quantas pessoas estão representadas nele.

A companhia informa que recebe mais de 600 solicitações mensais, entre pedidos de acesso, correção e exclusão de informações pessoais. Cada demanda precisa ser acompanhada até sua conclusão, dentro de uma operação que continua a funcionar enquanto a equipe verifica o que pode ser informado, corrigido ou eliminado.

É nessa rotina que a automação foi aplicada. Com os pedidos reunidos na mesma plataforma, a Gol passou a organizar o atendimento em um fluxo centralizado, reduzindo a dependência dos controles separados que utilizava antes. A queda no tempo de resposta é um resultado informado pelas empresas, que não divulgaram os prazos separados por categoria de solicitação.

Para Matsumoto, a dificuldade está em acompanhar a informação durante todo o período em que ela permanece na organização. “Gerenciar dados pessoais em uma companhia aérea é muito mais complexo do que a maioria das pessoas imagina. O desafio real não é só coletar, armazenar ou usar dados corretamente. É administrar todo o ciclo de vida da informação em uma operação que funciona 24 horas por dia, todos os dias”, afirma.

Os pedidos estão ligados aos direitos dos titulares, como são chamadas as pessoas a quem os dados se referem. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) permite solicitar acesso e correção de informações, entre outros direitos. A exclusão depende das condições previstas na legislação, que também admite a conservação de registros em situações como o cumprimento de uma obrigação legal.

A implantação alcançou outra rotina que dependia de análise e documentação. Ao avaliar fornecedores, a Gol passou a usar a plataforma para padronizar verificações de risco de privacidade e registrar as evidências que sustentam as decisões. As automações encurtaram essa etapa, segundo o relato divulgado pelas empresas.

O prazo de até cinco dias diz respeito ao ciclo de avaliação de privacidade e aprovação descrito no caso, não a todas as fases de uma contratação. A distinção importa porque a gestão de terceiros envolve diferentes requisitos, dos quais o tratamento adequado de informações pessoais é uma parte.

Para Bruna Costa Baccini, responsável por Compliance e encarregada pelo tratamento de dados pessoais da Gol, o objetivo é incorporar essas verificações à rotina do negócio. “Saímos de uma postura reativa para uma abordagem proativa. Hoje, a conformidade está incorporada a tudo o que fazemos”, afirma em comunicado.

A Gol associa o fortalecimento da governança à sua estratégia de expansão internacional. Em março, a companhia anunciou a incorporação de até cinco Airbus A330-900 entre 2026 e 2027 para ampliar sua capacidade de realizar voos intercontinentais.

Segundo o comunicado, a centralização pretende dar suporte às exigências regulatórias dos mercados em que a aérea atua. Os resultados apresentados até agora medem a velocidade de processos internos e de atendimento. As empresas não divulgaram o valor do contrato, o custo da implantação nem uma estimativa de economia financeira.

A companhia adotou a plataforma da OneTrust para centralizar solicitações de passageiros, avaliações de privacidade de fornecedores e registros relacionados a esses processos.

São identificadores mapeados nos sistemas, não pessoas únicas. A divulgação não detalha os tipos de registros nem a quantidade de indivíduos representados.

Segundo as empresas, solicitações que levavam 15 dias passaram a ser respondidas em poucos minutos. Não foram divulgados prazos separados por tipo de pedido.

O ciclo de avaliação de privacidade e aprovação caiu de 30 para até cinco dias, com liberações no mesmo dia em determinados casos, segundo o comunicado.

Pode solicitar, mas o atendimento depende das condições previstas na LGPD. Existem hipóteses em que a empresa pode conservar informações, como o cumprimento de uma obrigação legal.

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