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Fique por dentro: MPF denuncia candidato por suspeita de falsificação de documentos para ingressar na UFU

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 14:15
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Fique por dentro: MPF denuncia candidato por suspeita de falsificação de documentos para ingressar na UFU
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra um candidato suspeito de utilizar documentos falsificados para conseguir ingressar na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro. O caso envolve possíveis irregularidades na documentação utilizada durante o processo de acesso à instituição federal de ensino superior.

A suspeita está relacionada à autenticidade dos documentos apresentados pelo candidato para comprovar o cumprimento de requisitos exigidos no procedimento de ingresso. A utilização de informações ou documentos falsos em processos seletivos pode comprometer a regularidade das admissões e prejudicar candidatos que cumprem as exigências estabelecidas pelas instituições de ensino.

Conforme as informações divulgadas pelo MPF em 26 de outubro, a tentativa de matrícula ocorreu em janeiro de 2022, quando o candidato foi chamado pela lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o curso de Enfermagem. Na ocasião, ele encaminhou um histórico escolar que indicava aprovação no ensino médio, embora apresentasse notas insuficientes em disciplinas como Língua Portuguesa e Sociologia, além de divergências nos períodos letivos.

Após ser comunicado sobre as inconsistências, o candidato apresentou outras versões do documento, com alterações nas notas e nos anos escolares. A equipe responsável pelas matrículas percebeu que os arquivos mantinham os mesmos códigos de barras e a mesma disposição das assinaturas. Mesmo depois de receber novas oportunidades para regularizar a documentação, o estudante encaminhou um terceiro histórico com informações consideradas falsas.

Diante das irregularidades, a UFU entrou em contato com a escola responsável pela emissão dos documentos. A instituição informou que o candidato havia sido reprovado no terceiro ano do ensino médio e que não havia emitido os históricos apresentados com as alterações. Com a confirmação das divergências, a universidade indeferiu o pedido de matrícula.

Durante a investigação conduzida pela Polícia Federal, o candidato admitiu ter modificado digitalmente os arquivos para tentar conseguir a vaga, segundo o Ministério Público Federal. A denúncia foi apresentada pelo crime de uso de documento público falso, com aplicação da regra de continuidade delitiva em razão das apresentações sucessivas dos documentos.

Antes do encaminhamento da denúncia, o MPF havia celebrado um Acordo de Não Persecução Penal com o investigado. Entre as condições estavam a prestação de serviços comunitários durante seis meses, por sete horas semanais, e a conclusão do ensino médio no prazo estabelecido. Entretanto, o acordo foi cancelado após o descumprimento das obrigações e a ausência de manifestação do candidato, mesmo depois de notificação pessoal.

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