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Fique por dentro: Mapa confirma novo caso da doença de Newcastle em SC e embargo ao frango brasileiro segue

(Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN) Países como China e Arábia Saudita colocaram sanções na importação da proteína animal O post Mapa confirma novo caso da doença

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 13:11
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Fique por dentro: Mapa confirma novo caso da doença de Newcastle em SC e embargo ao frango brasileiro segue
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, na noite deste domingo (25), um novo caso da doença de Newcastle em uma granja avícola em Santa Catarina, dessa vez, no município de Coronel Freitas.

Esse é o segundo caso confirmado da doença no Brasil – ambos registrados em Santa Catarina. O Mapa apontou que essa nova detecção ocorreu em uma área próxima a primeira, por isso realizou apenas “pequeno ajuste na área de restrição, que permanece sob vigilância”.

“O Ministério segue atuando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional”, explicou o ministério em nota.

O Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil e pode ter um prejuízo bilionário, caso as suspensões nas importações sigam por mais tempo.

Países líderes nas importações do frango brasileiro, como a Chi n a e a Arábia Saudita, reduziram a compra da proteína animal.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), entre janeiro e agosto deste ano, o mercado paranaense exportou 1.604.954 toneladas, um aumento de 20,4% em relação às 1.347.110 toneladas de 2025.

A receita dessas exportações chegou a US$ 3,017 bilhões, crescimento de 23,5% frente aos US$ 2,444 bilhões do mesmo período do ano anterior.

A China é o maior parceiro comercial do Paraná e do Brasil no setor avícola. Entre janeiro e agosto de 2026, o mercado chinês importou 379.757 toneladas de carne de frango e gerou um faturamento de US$ 1,043 bilhão, segundo dados do boletim Conjuntura, divulgado pelo Deral.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná se pronunciou por meio de nota sobre a ocorrência e disse que “intensificou as ações de vigilância sanitária em todo o Paraná.

Diante da ocorrência de Doença de Newcastle em Santa Catarina, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) intensificou as ações de vigilância sanitária em todo o Paraná, com atenção especial tanto às granjas avícolas comerciais quanto às criações de subsistência.

As equipes seguem mobilizadas para fiscalizações nas propriedades, acompanhando as condições sanitárias dos plantéis.

A agência reforça ainda, a fiscalização do trânsito de aves vivas, especialmente de frangos e perus, tanto nos postos fixos das divisas estaduais quanto nas operações volantes realizadas no interior do Estado, verificando a documentação sanitária, a origem e o destino das cargas.

As ações de vigilância, fiscalização e investigação realizadas pela Adapar também fornecem informações e garantias sanitárias ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que conduz as negociações com os países importadores”, pontua.

Procurada pela reportagem, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) não respondeu os questionamentos até o fechamento da matéria.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela OMSA.

Essa moléstia pode impactar humanos, mas só apresenta casos graves em aves. Os principais sintomas em seres humanos é uma conjuntivite leve, que dura poucos dias, em especial quando se tem contato direto e próximo com as secreções respiratórias de animais contaminados.

Ou seja, não há transmissão da doença de Newcastle para humanos pelo consumo de carnes e outros produtos avícolas.

Assim, o maior risco é de uma contaminação em massa, especialmente em granjas avícolas. A taxa de mortalidade em caso de contágio pode chegar a 100% das aves em um ambiente confinado, sendo que a moléstia não tem tratamento em animais.

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