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Fique por dentro: Lula pretende criar Ministério da Segurança Pública e avalia nomes para comandar a nova pasta no próximo mandato .

A proposta envolve a criação de um Ministério da Segurança Pública, com estrutura própria e atribuições específicas para coordenar as políticas de enfrentamento

Por Redatores da Empire Cidades 3 de novembro de 2026 às 09:50
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Fique por dentro: Lula pretende criar Ministério da Segurança Pública e avalia nomes para comandar a nova pasta no próximo mandato .
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um novo mandato à frente do Palácio do Planalto, pretende colocar a segurança pública entre as principais prioridades de sua próxima gestão. A proposta envolve a criação de um Ministério da Segurança Pública, com estrutura própria e atribuições específicas para coordenar as políticas de enfrentamento à criminalidade em âmbito nacional. A iniciativa representa uma das movimentações previstas pelo presidente para reorganizar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027.

A decisão de ampliar o protagonismo da área ocorre em um cenário de crescente preocupação da sociedade brasileira com a violência, o avanço das organizações criminosas e a atuação de facções em diferentes regiões do país. Durante a campanha presidencial, a segurança pública esteve entre os assuntos que mais mobilizaram o eleitorado, tornando-se uma das principais demandas apresentadas à classe política. Diante desse contexto, Lula pretende conferir maior centralidade ao tema e ampliar a participação do governo federal na articulação de estratégias de prevenção e combate ao crime organizado.

A criação de uma pasta exclusiva também representa uma mudança na organização administrativa atualmente adotada pelo governo federal, na qual a segurança pública está vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com a separação, a intenção seria estabelecer uma estrutura ministerial dedicada à formulação, coordenação e execução de políticas nacionais de segurança, sem necessariamente retirar a importância das atribuições tradicionais da Justiça.

As primeiras articulações em torno da composição do futuro governo já colocaram alguns nomes no radar para assumir o comando da nova estrutura. Entre os inicialmente cotados estão o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, o senador e ex-ministro Camilo Santana e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

As informações foram divulgadas pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, em reportagem publicada no dia 28 de outubro. Os três nomes apresentam trajetórias profissionais distintas, mas possuem experiências relacionadas ao enfrentamento da criminalidade e à formulação de políticas públicas para o setor.

Um dos nomes que ganhou destaque nas discussões é o do promotor Lincoln Gakiya, integrante do Ministério Público de São Paulo e conhecido nacionalmente por sua atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Com uma trajetória marcada por investigações envolvendo organizações criminosas, Gakiya tornou-se uma das principais referências no enfrentamento à estrutura e à expansão da facção criminosa em território brasileiro.

Sua possível indicação representa a possibilidade de colocar à frente da nova pasta um profissional com experiência direta na investigação e no combate ao crime organizado. O próprio promotor declarou recentemente que aceitaria assumir o cargo caso recebesse um convite formal do presidente, embora tenha esclarecido que ainda não havia sido procurado oficialmente pelo Palácio do Planalto.

Outro nome mencionado é o de Camilo Santana, senador pelo Ceará, ex-governador do estado e ex-ministro da Educação. Sua trajetória política e administrativa também entrou no debate em razão das experiências acumuladas durante sua passagem pelo governo cearense, período em que enfrentou desafios relacionados à expansão das facções criminosas, à segurança nas unidades prisionais e à violência urbana.

A eventual escolha de Camilo Santana poderia conferir à pasta um perfil predominantemente político e administrativo, considerando sua experiência na gestão estadual e sua participação na articulação nacional do Partido dos Trabalhadores. Seu nome também é mencionado nas discussões sobre a composição do próximo primeiro escalão do governo.

Já Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, aparece como uma alternativa com experiência diretamente ligada à gestão do setor. Antes de ocupar a função no governo federal, ele ganhou visibilidade por sua atuação no Piauí, especialmente em iniciativas voltadas à redução dos roubos de aparelhos celulares.

As medidas adotadas no estado chamaram a atenção pela utilização de estratégias de investigação, recuperação de dispositivos e enfrentamento ao mercado ilegal de telefones. Sua experiência administrativa e o conhecimento das políticas de segurança desenvolvidas em âmbito estadual e nacional também são considerados elementos relevantes nas discussões sobre a futura estrutura ministerial.

Apesar das articulações em torno dos possíveis integrantes da equipe ministerial, a criação do Ministério da Segurança Pública ainda depende de uma etapa fundamental: a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.

A proposta busca ampliar a integração entre as forças de segurança da União, dos estados e dos municípios, além de estabelecer mecanismos para fortalecer a atuação conjunta no enfrentamento à criminalidade. O texto também pretende reorganizar competências institucionais e ampliar a capacidade de coordenação do governo federal em uma área historicamente marcada pela responsabilidade compartilhada entre diferentes esferas administrativas.

A tramitação da PEC tornou-se um dos pontos centrais das negociações políticas entre o Executivo e o Legislativo. A matéria já avançou na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa ser apreciada pelo plenário da Casa.

De acordo com informações divulgadas em 30 de outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, incluiu a proposta na pauta de discussão para terça-feira, 3 de novembro. A previsão é que a matéria seja analisada inicialmente em primeiro turno, mas sua inclusão na agenda não significa que a votação será necessariamente concluída na mesma sessão.

O avanço da proposta é considerado indispensável para que o governo consiga implementar a nova estrutura ministerial nos moldes pretendidos. Lula já havia manifestado anteriormente que a criação da pasta estaria condicionada à aprovação da PEC, que estabelece as bases para uma atuação mais integrada do poder público na área.

Embora Lincoln Gakiya, Camilo Santana e Chico Lucas tenham aparecido entre os nomes inicialmente cotados, as discussões sobre a composição do próximo governo continuam em andamento. Reportagens posteriores da CNN Brasil, publicadas em 29 de outubro, apontaram que Lula teria manifestado a aliados preferência por um nome com perfil político para comandar a futura pasta.

Nesse cenário, Camilo Santana e Fernando Haddad passaram a ser mencionados nas articulações, enquanto a possibilidade de escolha de um perfil técnico, como o de Gakiya, teria perdido força naquele momento. As informações, entretanto, não representam uma decisão oficial do presidente, que ainda não anunciou quem será responsável pela área.

A definição deverá considerar não apenas a experiência dos possíveis indicados, mas também a capacidade de articulação política, o relacionamento com os governos estaduais e a condução de estratégias nacionais de enfrentamento às organizações criminosas.

A expectativa é que a nova pasta tenha papel estratégico na organização das políticas públicas de segurança, especialmente diante dos desafios relacionados ao tráfico de drogas, à atuação de facções, à circulação ilegal de armas, aos crimes patrimoniais e à expansão das estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado.

Com a segurança pública no centro das discussões sobre o próximo mandato, a criação do ministério poderá representar uma das principais mudanças na estrutura administrativa do governo Lula. Entretanto, a efetivação da proposta, a definição das atribuições da nova pasta e a escolha de seu titular ainda dependem do andamento das negociações políticas e da aprovação da legislação necessária pelo Congresso Nacional.

#Belém#Política#Polícia
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