Fique por dentro: Lula começa a desenhar ministérios para 2027; veja quem são os nomes cotados
(Foto: Ricardo Stuckert/Flickr/Lula) Articulações para o novo governo incluem nomes como Rafael Fonteles, Camilo Santana, André Janones e Gleisi Hoffmann; defin

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Consulte formatos e valores disponíveisA montagem da equipe ministerial do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta os bastidores de Brasília. Desde a confirmação da reeleição, diferentes nomes passaram a ser mencionados pela imprensa como possíveis integrantes do governo que começa em 5 de janeiro de 2027. Mas o novo desenho da Esplanada dos Ministérios, por enquanto, não passa de um esboço.
A escolha do novo time de Lula deverá conciliar interesses diversos – de ministros que continuaram no governo durante as eleições a aliados que não conseguiram se eleger, passando por indicações dos partidos que compuseram a coligação “O Brasil pronto para mais” e de legendas do Centrão, para garantir a governabilidade.
As primeiras articulações indicam mudanças importantes no núcleo de poder do Palácio do Planalto. Entre os nomes que ganharam força estão o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o Ministério da Fazenda; o senador Camilo Santana (PT-CE), para a Casa Civil; e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que aparece como alternativa tanto para a Fazenda quanto para o Ministério da Defesa.
A equipe ainda está em fase de negociação e não há confirmações oficiais. Lula também deverá considerar o peso das bancadas no Congresso e o apoio que cada partido poderá oferecer à sua administração.
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A distribuição dos ministérios também deverá funcionar como instrumento de negociação com os partidos que não apoiaram Lula no segundo turno. Com o fortalecimento da oposição no Congresso, o presidente precisará construir uma base parlamentar capaz de sustentar as propostas do novo mandato.
Por isso, Lula pretende condicionar a participação dos partidos no governo ao compromisso de seus integrantes com as pautas do Executivo. A intenção é evitar que legendas ocupem ministérios e, ao mesmo tempo, contribuam para derrotas do governo nas votações.
Mais do que substituir ministros, Lula pretende reorganizar o funcionamento do Palácio do Planalto. A ideia é fortalecer o grupo de auxiliares mais próximos do presidente, profissionalizar a gestão e ampliar a capacidade de articulação política.
A reformulação também deverá alcançar a equipe econômica. A pressão do mercado financeiro pela definição do novo ministro da Fazenda aumentou depois da turbulência registrada nos primeiros pregões após a eleição. Rafael Fonteles e Geraldo Alckmin aparecem como as alternativas mais mencionadas, embora Lula ainda não tenha anunciado uma decisão.
Outro movimento previsto é a criação de uma estrutura própria para cuidar da comunicação pessoal do presidente nas redes sociais, separada da Secretaria de Comunicação da Presidência.
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Até o momento, nenhum nome foi oficialmente confirmado para o próximo mandato. As indicações dependem das conversas de Lula com aliados, partidos e lideranças do Congresso, e essa negociação deve prosseguir até dezembro.
O que Lula tem, por enquanto, são possibilidades sobre a mesa. Conheça abaixo os principais nomes mencionados até agora:
O governador reeleito do Piauí aparece entre os favoritos para assumir a equipe econômica. Ex-secretário estadual da Fazenda, Fonteles reúne experiência na área fiscal e influência política. conforme apuração dos redatores da Empire Cidades de S. Paulo, Lula sinalizou a aliados que considera sua indicação. Para assumir, ele teria de renunciar ao governo estadual para o qual foi reeleito para um segundo mandato.
Ex-ministro da Educação e senador, é apontado como principal favorito para assumir a articulação política e a coordenação do governo. Sua força aumentou depois da vitória do grupo político ligado a ele no Ceará e de sua participação na campanha de Lula no segundo turno, que garantiu a virada do petista.
O vice-presidente deverá continuar na Esplanada, mas ainda não há definição sobre sua função. Além da possibilidade de comandar a Fazenda, seu nome passou a ser citado para a Defesa. Lula estaria satisfeito com seu desempenho na campanha e pretende ampliar suas atribuições políticas e institucionais. No atual governo, Alckmin ocupou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Derrotado na disputa pelo Governo de São Paulo, Haddad perdeu força para assumir a Casa Civil, mas continua cotado para postos importantes. A possibilidade de voltar à Educação, que já comandou, e de assumir as Relações Exteriores ganhou espaço nas especulações. Também não está descartada sua ida para a Casa Civil, caso Camilo Santana seja deslocado para outra função.
A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais é cotada para voltar à Esplanada, possivelmente no comando da pasta responsável pelo Bolsa Família. Derrotada na disputa pelo Senado no Paraná, Gleisi Hoffmann também aparece como alternativa para uma vaga no Tribunal de Contas da União ou para a direção-geral de Itaipu Binacional.
O atual ministro poderá permanecer na Secretaria-Geral ou ser transferido para o Ministério das Cidades. A mudança é tratada como uma das possibilidades de remanejamento da equipe. Boulos é exemplo de aliado que abriu mão de se candidatar em 2026 para permanecer no governo a pedido de Lula.
Derrotado na eleição para o governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife é apontado como um dos nomes do PSB com maior possibilidade de integrar o novo governo. A pasta teria também um significado simbólico: seu pai, Eduardo Campos, já comandou o ministério no primeiro mandato de Lula.
O deputado federal reeleito é um dos aliados que deverão ser recompensados pela atuação na campanha digital de Lula no segundo turno. conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, ele tem possibilidade de assumir a Secretaria e Comunicação Social (Secom) ou a Secretaria-Geral, atualmente ocupada por Guilherme Boulos. Há ainda a possibilidade de ele receber uma estrutura própria ligada ao presidente, sem necessariamente chefiar um ministério.
O atual ministro de Portos e Aeroportos é mencionado como possível responsável pela articulação do governo com o Congresso. A escolha de um nome ligado ao Centrão seria uma forma de ampliar a base de apoio de Lula em um Legislativo mais alinhado à direita. Nesse caso, o atual ministro José Guimarães teria de ser deslocado para outra pasta.
O ex-governador do Pará aparece entre os nomes que poderão representar o MDB na Esplanada. A sigla sinaliza disposição para oferecer votos ao governo no Congresso em troca de espaço na administração federal. Barbalho foi um dos aliados mais fiéis de Lula no MDB e acabou de se eleger para o Senado como o candidato mais votado do seu estado.
O atual ministro é apontado como integrante do novo núcleo de poder do governo. conforme apuração dos redatores da Empire Cidades de S. Paulo, Lula considera Moretti um quadro técnico competente e pretende mantê-lo próximo das decisões econômicas.
Atual secretário de Imprensa do Palácio do Planalto, é apontado pela Folha como o nome mais cotado para substituir Sidônio Palmeira na Secom. Sidônio já teria comunicado a interlocutores que pretende concluir o atual mandato e deixar o cargo.
Além dos principais cotados, outros políticos também são mencionados nas conversas sobre a composição do quarto mandato:
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