Fique por dentro: Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado do Exército que sumiu de quartel com fuzil
A instituição informou, nesta terça-feira (20), que também concedeu uma ordem de busca e apreensão num imóvel ligado ao militar, em Paulista, na Região Metropol
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Consulte formatos e valores disponíveisA Justiça Militar da União (JMU) decretou a prisão preventiva do soldado Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, que sumiu do quartel onde trabalhava, no Recife, com um fuzil e 20 munições. A instituição informou, nesta terça-feira (20), que também concedeu uma ordem de busca e apreensão num imóvel ligado ao militar, em Paulista, na Região Metropolitana, onde ele morava com os avós maternos, no bairro de Pau Amarelo.
O rapaz trabalhava como sentinela no 7º Depósito de Suprimento, localizado no bairro do Cabanga, na área central da capital pernambucana, e foi dado como desaparecido na madrugada do sábado (17), durante uma troca de turno. O caso é investigado no âmbito de um Inquérito Policial Militar (IPM).
Na segunda (19), uma jovem, que não teve o nome revelado, foi presa por ajudar o soldado a fugir do quartel. Segundo o Comando Militar do Nordeste (CMNE), ela confessou em depoimento ter dado o suporte na fuga e disse que encontrou Pedro Gabriel depois. Ela não é militar, mas, até a última atualização desta reportagem, não foi confirmada a relação entre os dois nem o motivo por que a mulher o ajudou.
A decisão que decretou a prisão preventiva do soldado foi proferida pela juíza federal da Justiça Militar Maria do Socorro Leal. A Justiça Militar informou que, conforme a investigação, o jovem teria deixado o local entre 0h e 2h, levando um fuzil FAL e 20 cartuchos de munição calibre 7,62 mm. Desde o desaparecimento, o Exército e a Polícia Militar estão fazendo buscas em Paulista.
De acordo com a Justiça Militar, a magistrada considerou que os documentos contidos na fase preliminar da investigação, como a escala de serviço, o controle de saída do armamento e os registros da ocorrência, são "elementos suficientes" para justificar as medidas cautelares.
A juíza também levou em consideração o grau de perigo representado pela arma que teria sido levada pelo soldado, "de elevado potencial ofensivo". Para ela, a permanência do fuzil fora do controle da instituição militar representa ameaça à segurança coletiva.
Além disso, conforme a decisão, como o soldado não havia sido localizado nas diligências iniciais, as circunstâncias do caso "poderiam comprometer a segurança da organização militar e afetar a hierarquia e a disciplina".
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