Fique por dentro: Irã executa três homens acusados de atuar para Israel e EUA durante protestos
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Consulte formatos e valores disponíveisIrã executa três homens acusados de atuar para Israel e EUA durante protestos Segundo ONG, total de executados por relação com os atos de janeiro sobe para 39; repressão interna escala em meio ao avanço da guerra no Oriente Médio Imagem de 6 de janeiro de 2026, a partir de conteúdos nas redes sociais, mostra forças de segurança iranianas usando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes no bazar de Teerã (UGC/AFP)
Diego Pavão e com agências Publicado em 8 de novembro de 2026 às 14h20.
Priorizar nos meus resultados Google Contexto 40s O Irã executou três homens acusados de atuar para Israel e EUA durante protestos antigovernamentais em janeiro. As execuções ocorreram após condenação por supostos ataques a instalações públicas em Karaj. A repressão ao movimento popular, que começou por custos altos de vida, resultou em milhares de mortos e aumento de execuções.
As autoridades do Irã executaram neste domingo (8) três homens condenados por supostamente atuarem em nome de Israel e dos Estados Unidos durante a onda de protestos antigovernamentais que tomou conta do país em janeiro deste ano. A medida foi confirmada oficialmente pelo poder Judiciário iraniano.
As sentenças capitais contra Hassan Divband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh foram aplicadas pela manhã, logo após receberem o aval definitivo da Suprema Corte do país, informou o portal Mizan Online. Segundo o veículo estatal, o trio foi considerado culpado de "participar de atividades operacionais em nome do regime sionista israelense, dos Estados Unidos e de grupos hostis".
A acusação formal aponta que os três homens utilizaram armas de fogo e facas, além de lançarem granadas e coquetéis molotov contra instalações públicas na cidade de Karaj, localizada a oeste da capital Teerã. Outros réus julgados no mesmo processo receberam penas menores, que variam de cinco a dez anos de prisão.
Para a organização não governamental Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, a medida eleva para ao menos 39 o total de manifestantes executados em represália aos atos do início do ano. A entidade alerta que o número real pode ser ainda maior, já que dezenas de outros detidos aguardam no corredor da morte e correm risco iminente de execução.
O movimento popular começou em dezembro do ano passado, motivado inicialmente pelo alto custo de vida, mas rapidamente escalou para contestações diretas ao regime dos aiatolás, atingindo seu ápice entre 8 e 9 de janeiro. O governo iraniano contabilizou mais de 3.000 mortos no período e atribuiu a violência nas ruas a "atos terroristas" orquestrados por Washington e Tel Aviv.
Organizações internacionais, por outro lado, contestam a versão oficial de Teerã. As ONGs afirmam que o número de vítimas fatais é superior aos dados do governo e denunciam que as forças de segurança iranianas abriram fogo indiscriminadamente contra multidões desarmadas.
O ritmo de execuções no Irã sofreu um forte aumento nos últimos meses, coincidindo com o avanço da atual guerra no Oriente Médio. O conflito regional foi deflagrado no final de fevereiro, após uma série de ataques diretos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o território da República Islâmica.
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