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Fique por dentro: Ganhou, perdeu, pediu prorrogação e agora quer anulação

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 14:00
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Fique por dentro: Ganhou, perdeu, pediu prorrogação e agora quer anulação
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais tempo de votação. Ganhou. Perdeu a eleição. Agora pede a anulação por causa do tempo de votação que ela mesma pediu. Em Brasília, o episódio já ganhou nome nos corredores: a primeira contestação da história com assinatura do próprio reclamante no pedido original. Os advogados do PL vão ter de explicar ao TSE como uma regra pode ser boa às 16h e golpe às 20h.

Flávio anunciou que não reconhece o resultado e saiu sem responder perguntas. Nas reportagens sobre o pronunciamento, não aparece nenhum aliado de peso endossando a tese em público. Em política, quando o vizinho de palanque fica quieto, não é timidez. É conta feita: 59,8 milhões de votos são capital eleitoral demais para gastar numa briga que já nasce perdida.

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, anunciou o resultado, elogiou o eleitor e deixou um recado com endereço certo: “Prorrogar uma eleição é possível, mas tem que ser pensado e estruturado”. Ninguém foi citado, mas todo mundo entendeu. A ordem do STF chegou depois das 17h, quando milhares de urnas já tinham sido lacradas. Entre os tribunais, a cortesia segue impecável. O calendário é que andou desencontrado.

Lula comemorou com uma frase que funciona como contrato e como aviso: “Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu. E é com ele que vou trabalhar.” Traduzindo do petês: o quarto mandato começa com o PL dono da maior bancada da Câmara, 121 deputados, e com 28 senadores. Lula venceu a eleição. A próxima disputa é a da pauta.

Hugo Motta e Davi Alcolumbre parabenizaram Lula e, no mesmo pronunciamento, acenaram para Flávio. É a arte brasiliense de abraçar o vencedor sem pisar no pé do derrotado. Os dois querem continuar no comando da Câmara e do Senado em 2027. Motta já conta com uma base de mais de 270 deputados e ainda pode receber PT e PCdoB. No Centrão, ninguém perde eleição. Só troca de assento.

A colunista Andréia Sadi, de O Globo, registrou a hipótese de Alcolumbre ir para o Tribunal de Contas da União, cargo que garante foro no STF. Segundo a própria coluna, a conversa é preliminar e não há decisão. No Senado, a leitura é que, se a cadeira de presidente ficar desconfortável, sempre existe uma poltrona vitalícia à disposição.

No primeiro turno, o mineiro deu vantagem a Flávio. No segundo, virou o jogo e entregou a Lula 50,4% dos votos, uma margem de 0,8 ponto. O estado que adora dizer que não decide nada voltou a decidir tudo. Em silêncio e sem avisar ninguém, como manda a tradição.

Em Salvador, o TRE mandou prender em flagrante o secretário de Mobilidade e pôr 100% dos ônibus na rua. Transporte gratuito no dia da eleição, pelo visto, também se garante por decisão judicial.

Em Montes Claros, a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida no rosto por uma pedra durante uma carreata. Divergência política se resolve na urna, não no arremesso.

Trump disse que acompanhou a eleição brasileira, mas não declarou apoio a ninguém. Foi a neutralidade mais comentada do fim de semana.

O governador eleito declarou apoio a Flávio, mas desde março avisava que, no dia 1º de janeiro, ligaria para quem ganhasse. Repetiu na reta final: “Você não faz política pública sem fazer parceria com o governo federal”. Parte da militância bolsonarista o chama de ingrato e diz que os votos dele vieram de Bolsonaro. Será? Cleitinho se elegeu no primeiro turno, e no segundo o mesmo eleitor mineiro votou em Lula. Na matemática da gratidão, a conta não fecha tão fácil.

Até a semana passada, o PL chegava às reuniões com o grupo de Cleitinho falando como dono de meio governo. No domingo à noite, o salto quebrou. Segundo interlocutores, cargos recusados por serem pequenos voltaram a ser considerados à altura da sigla. Cleitinho já avisou que vai “conversar com todos os partidos” e que não fará “barganha com o secretariado”. Quem queria ditar a mesa agora pede uma cadeira.

Uma nova cadeira foi colocada à mesa do Palácio, com plaquinha da bancada do PT. Se alguém não quiser sentar ao lado, não tem problema: o jantar segue. O discurso oficial é resgatar Minas. O não oficial é que um governador que precisa de Brasília não escolhe com quem divide a sobremesa.

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