Fique por dentro: Fundo imobiliário enfrenta segunda recuperação judicial entre inquilinos; contratos representam 11,2% da receita do FII
Desta vez, trata-se da Navarro Distribuidora de Medicamentos, que ocupa um espaço no Log Gaiolli Business Park, complexo logístico localizado em Guarulhos, na r

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Consulte formatos e valores disponíveisO fundo imobiliário Inter Logístico ( INLG11 ) informou que mais uma de suas locatárias entrou com pedido de recuperação judicial ( RJ ). Desta vez, trata-se da Navarro Distribuidora de Medicamentos, que ocupa um espaço no Log Gaiolli Business Park, complexo logístico localizado em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a solicitação foi ajuizada pela empresa em 3 de outubro de 2026, em conjunto com outras companhias do mesmo grupo econômico. O processamento foi deferido pela Justiça em 4 de novembro.
O contrato de locação da distribuidora com o FII tem vigência até 30 de março de 2031 e representa aproximadamente 5,4% da receita imobiliária mensal do INLG11.
Apesar do pedido de RJ, o fundo informou que a locatária estava em dia com todas as suas obrigações financeiras até o ajuizamento da ação e que não espera, neste momento, impactos relevantes sobre os resultados e as distribuições de rendimentos aos cotistas.
De acordo com o veículo, essa avaliação considera inclusive um eventual inadimplemento futuro por parte da inquilina.
Ainda assim, a administradora do FII, Inter DTVM, e a gestora, Inter Asset, em conjunto com a Log Commercial ( LOGG3 ), operadora do Log Gaiolli Business Park, afirmaram que acompanham os desdobramentos do processo.
O caso da Navarro não é o primeiro envolvendo uma inquilina do INLG11. Em setembro, o fundo já havia comunicado ao mercado que a Comercial RS, outra locatária do mesmo empreendimento, também havia entrado em recuperação judicial.
Só que, diferentemente da distribuidora de medicamentos, o veículo informou, na ocasião, que a empresa já apresentava problemas com o pagamento dos aluguéis.
Antes de ajuizar o pedido, a Comercial RS havia firmado dois acordos para parcelar débitos locatícios, mas não cumpriu integralmente os compromissos. Além disso, deixou de pagar o aluguel referente a julho de 2026.
Os valores pendentes somavam R$ 213,7 mil até o final de setembro, considerando a participação de 80% então detida pelo INLG11 no imóvel logístico — recentemente, o fundo comprou os 20% restantes.
O contrato da Comercial RS, vigente até 10 de maio de 2030, corresponde a 5,8% da receita imobiliária mensal do INLG11. Portanto, as duas inquilinas representam, juntas, aproximadamente 11,2%.
Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da classe na bolsa de valores (B3), encerrou a quinta-feira (5) aos 3.602,02 pontos, com alta de 1,22%.
Apesar disso, no acumulado de novembro, o indicador apresenta perdas de 1,22%, enquanto, em 2026, está com desvalorização de 4,59%.
O VTRA11 liderou as altas, com valorização de 4,98%. Na sequência, o KNHY11 subiu 3,36%, seguido pelo TRXF11, que avançou 3,34%.
Já o BTAL11 liderou as quedas, com desvalorização de 3,32%. Na sequência, o AIEC11 recuou 2,16%, seguido pelo RZTR11, que caiu 2,09%.
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