Fique por dentro: Fotógrafo passa madrugada na mata e flagra transformação de louva-a-deus
O registro, feito em setembro, mostra a troca do exoesqueleto de uma fêmea da espécie, descrita cientificamente em 2020.
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Consulte formatos e valores disponíveisO fotógrafo de natureza Pablo Levinsky passou horas durante a madrugada acompanhando um momento especial na Serra do Japi, no interior de São Paulo: a muda de um louva-a-deus da espécie Vates phoenix. O registro, feito em setembro, mostra a troca do exoesqueleto de uma fêmea da espécie, descrita cientificamente em 2020.
Psicanalista de profissão, Pablo tem a observação da natureza como hobby e estilo de vida. Para ele, as duas atividades, por mais diferentes que pareçam, têm algo em comum: exigem escuta e observação refinadas, paciência e atenção aos detalhes.
Morador de Campinas (SP), Pablo dedica parte do tempo a explorar a Serra do Japi, um dos grandes remanescentes de Mata Atlântica do estado.
Localizada entre os municípios de Jundiaí, Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar, a serra ocupa uma área de 350 quilômetros quadrados. Desse total, 191 quilômetros quadrados foram tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
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Em parceria com a Fundação Serra do Japi, Pablo desenvolve um projeto para transformar em livro o acervo fotográfico de insetos que registrou na região. Uma história que começou de maneira curiosa.
"Confesso que meu interesse pelos insetos não sempre me acompanhou, anos atrás era mais medo e incômodo o que sentia em sua presença. Conhecê-los de perto e apreciar sua variedade e riqueza de detalhes me fascinou, finalmente. A simulação, na luta pela vida, é uma estratégia muito presente no reino animal. Desfruto muito de retratar bichinhos camuflados, comum em aranhas, lagartas, esperanças, e também em louva-a-deus, claro".
Foi durante uma dessas andanças pela Serra do Japi que Pablo conseguiu registrar a fêmea de Vates phoenix. A identificação contou com a ajuda de especialistas, entre eles integrantes do Projeto Mantis, grupo dedicado ao estudo desses insetos e responsável pela descrição científica da espécie em 2020.
"Nestes anos, fiz amizade e me relacionei com aficionados, biólogos e estudantes, que às vezes compartilham alguma trilha ou me ajudam a identificar alguns bichos. Tenho quase nenhum conhecimento de entomologia, mas os insetos me cativaram e é um grande prazer poder fotografá-los. No caso da Vates Phoenix, foi Leo Lanna, do projeto Mantis, quem me ajudou identificá-la completamente. Também César Favacho e Pedro Álvaro colaboraram, neste caso", explica Pablo Levinsky.
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