Fique por dentro: Flávio recebe 18 vezes mais doações privadas que Lula; veja maiores doadores
Até quinta-feira (22), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu R$ 37 milhões de doadores privados, enquanto Lula recebeu apenas R$ 2
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Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisNo total de doações, porém, o presidente Lula recebeu mais recursos, somando R$ 127,2 milhões, quase tudo do fundo eleitoral e partidário (R$ 124 milhões). Seu adversário levantou R$ 105 milhões em recursos, sendo R$ 60,7 milhões dos fundos eleitoral e partidário.
Empresários do agronegócio estão entre os quatro maiores doadores da campanha de Flávio, alguns deles condenados em processos trabalhistas, alvos de autos de infração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou denunciados por esquemas de grilagem de terras e venda de sentenças.
O maior dos doadores é Eloi Vitorio Marchett, que enviou R$ 2 milhões para o bolsonarista. Marchett é sogro do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) e atua em negócios ligados ao cultivo de soja, à produção e ao comércio de sementes, ao transporte de cargas, à armazenagem e à pecuária bovina.
O segundo maior doador foi o fazendeiro Wilson Francisco Rotta, que transferiu R$ 1,8 milhão. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Rotta e a Cooperativa Mista Vale do Jamanchim foram condenados pela Justiça do Trabalho no ano passado a pagar uma indenização de R$ 150 mil à filha de um empregado que desapareceu na floresta amazônica em 2003. O operador de trator estava a serviço quando sumiu em Nova Progresso (PA). Procurado, Rotta não respondeu até o fechamento deste texto.
Em terceiro lugar, está Nelson José Vigolo, empresário de Rondonópolis (MT) e dono do Grupo Bom Jesus Agropecuária, um dos maiores grupos do setor de agronegócios de Mato Grosso e que passou por um processo de recuperação judicial com dívida de R$ 2,6 bilhões. Vigolo foi denunciado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) em 2021 no âmbito da Operação Faroeste, acusado de integrar um esquema de venda de sentenças relacionadas à grilagem de terras. Ele doou R$ 1,1 milhão à campanha. Procurado, Vigolo não retornou.
Dentre os 10 maiores doadores de Flávio, também aparecem figuras como Angela Fortunato, esposa de Francisco Fortunato, presidente e acionista do Grupo OCQ, multinacional da indústria química; o empresário Alexandre Grendene Bartelle, do setor de calçados; Luiz da Rocha Salles Filho, ex-sócio da construtora OAS, um dos alvos da Operação Lava Jato; e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Junior, que já defendeu o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, em um caso de sonegação fiscal na época da Lava Jato. Todos eles fizeram doações de R$ 1 milhão.
Os maiores doadores de Lula fizeram transferências pequenas, comparado com a campanha do senador. O valor mais alto foi enviado por Erasmo Carlos Batistella, empresário do ramo de energia, presidente do ECB Group e fundador do Instituto Aliança Empresarial. Ele transferiu R$ 500 mil para a campanha do petista.
O segundo maior doador é o diretor presidente da empresa Allseg Seguradora, Pedro Pereira de Freitas, que doou R$ 90 mil. Em terceiro lugar, está o advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia e do Grupo Prerrogativas e que é um dos coordenadores jurídicos da campanha do petista. Mesmo trabalhando, doou R$ 50 mil.
Dentre os maiores doadores para a campanha do presidente, também aparecem nomes de ex-ministros, ministros atuais e ligados a estatais, como a subsidiária Transpetro, da Petrobras. É o caso de Jones Alexandre Barros Soares, diretor de Transporte Marítimo, Dutos e Terminais da Transpetro, que doou R$ 40 mil, e Danilo Ferreira da Silva, diretor financeiro da empresa, que transferiu R$ 30 mil.
Também aparecem na lista o vice-presidente de negócios, governo e sustentabilidade empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, doando R$ 29 mil; o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contribuindo com R$ 25 mil; e Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2011 e 2014 e presidente da Caixa Econômica Federal entre 2015 e 2016. Miriam doou R$ 27,9 mil.
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