Fique por dentro: Flávio fala em fraude, mas líder da oposição diz que PL não tem provas
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Consulte formatos e valores disponíveisFlávio fala em fraude, mas líder da oposição diz que PL não tem provas O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28/10) que o PL não tem provas de fraude na eleição presidencial, como alegou Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O PL não pode fazer essa afirmação porque não tem prova nesse sentido”, disse o senador, que coordenou a campanha de Flávio, a jornalistas.
O parlamentar se referiu ainda à acusação de Flávio como um desabafo.
“Se você quer desabafar, isso é crime? Se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu acabei de dizer, me foi perguntado se eu concordo com uma fraude. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas. E eu acabei de dizer que é um desabafo”, declarou.
É um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado, que foi retirado do seu país pelas circunstâncias que todos vocês já sabem e certamente está extremamente abalado pelo processo.
No segundo turno de domingo (25/10), por uma diferença de 4.430.191 votos.
O petista venceu com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. O senador recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%.
O resultado foi anunciado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O magistrado reconheceu a reeleição de Lula e parabenizou os candidatos pela participação na disputa.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também reconheceu o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, apesar de cobrar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades relacionadas ao uso da máquina pública durante a campanha.
Flávio chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28/10), após deixar o Brasil e passar pela Argentina. Em carta compartilhada inicialmente por aliados, entre eles o influenciador Paulo Figueiredo, o senador afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula do exterior.
Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como o “ verdadeiro presidente eleito do Brasil “. A carta também trazia um brasão antigo da República, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a palavra Brasil escrita com “z”.
Após a repercussão, aliados distribuíram outra versão com o brasão oficial da República Federativa do Brasil.
Flávio também publicou o documento em seu perfil na rede social X, desta vez sem o brasão, mas manteve a afirmação de que seria o presidente eleito.
Posteriormente, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “ líder do Brasil ” e não mais como “presidente eleito”.
Na carta, o senador afirma que houve fraude eleitoral em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender a votação até as 19h em seções eleitorais que ainda estavam em funcionamento às 17h.
O TSE, entretanto, informou que 34.393 votos foram registrados depois das 17h em todo o país no segundo turno. O número é inferior a 1% da diferença de mais de 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio.
A prorrogação da votação foi autorizada por Zanin depois que as duas candidaturas à Presidência relataram dificuldades no transporte de eleitores no dia da eleição, inclusive a campanha de Flávio Bolsonaro.
Na carta, o senador também menciona Marinho e afirma que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos. O documento não apresenta provas que sustentem as acusações de fraude eleitoral.
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