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Fique por dentro: Flávio diz que 'não faltam lideranças na direita para dar continuidade' ao prometer fim da reeleição

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 00:54
Via Exame
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Flávio diz que 'não faltam lideranças na direita para dar continuidade' ao prometer fim da reeleição Senador disse que vai apresentar PEC sobre o assunto; mandato poderia aumentar para além dos quatro anos Senador Flávio Bolsoanro (PL-RJ) (Mauro Pimentel /AFP)

Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 21h50 .

Última atualização em 16 de outubro de 2026 às 21h53 .

Priorizar nos meus resultados Google O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse nesta sexta-feira, 16, que não faltam à direita nomes para dar continuidade a um eventual governo seu. Flávio voltou a prometer que apresentará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição para o cargo de presidente.

Sua proposta é controversa porque um Congresso majoritariamente de direita poderia, por exemplo, aumentar o próprio mandato para cinco ou seis anos.

"Abriria mão (da reeleição). Quando a minha equipe trouxe esse assunto, partiu de mim (a ideia de) apresentar uma PEC para dar o exemplo. E a minha PEC diz o seguinte: acaba a reeleição para presidente da República e, no processo legislativo, vai depender de como é que o Senado e a Câmara vão se posicionar, decidir qual vai ser o tamanho do mandato, se vai continuar quatro anos, se não vai", afirmou.

Flávio Bolsonaro diz que só precisa "de um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade", apesar de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha disputado a reeleição quando era presidente.

O senador também defendeu o fim da reeleição para governadores e prefeitos, embora tenha afirmado que cabe ao Congresso definir sobre o tema.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de parentes concorrerem a sua eventual sucessão, Flávio disse e defendeu que a regra permaneça como está hoje. Atualmente, a Constituição proíbe a candidatura de cônjuges e parentes até o segundo grau do Presidente da República para o mesmo cargo. Caso o presidente renuncie antes do fim do mandato, porém, seus parentes podem concorrer ao cargo.

As pesquisas divulgadas na reta final da campanha mostram uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula .

Levantamento do instituto Gerp divulgado nesta sexta-feira, 16, aponta Flávio com 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula . A diferença de quatro pontos percentuais supera a margem de erro de dois pontos da pesquisa. Na rodada anterior da Gerp, divulgada na terça-feira, 13, o senador tinha 55%, contra 45% do presidente.

Já a pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada na quinta-feira, 15, indica empate técnico : Flávio tem 44% das intenções de voto, contra 42% de Lula, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Nos votos válidos, o senador aparece com 51%, ante 49% do petista. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.

Os levantamentos também mostram diferenças no perfil do eleitorado. Na pesquisa Indexa, Lula tem vantagem entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e eleitores do Nordeste. Flávio se destaca entre homens, evangélicos e eleitores do Centro-Oeste e do Sul. A transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro também favorece o senador: entre os eleitores que votaram no pai em 2022, 91,6% afirmam que votarão em Flávio, segundo o instituto.

A disputa ocorre ainda em meio a decisões do TSE sobre a comunicação eleitoral. Um exemplo é a suspensão do grupo de WhatsApp Exército do Lula, ligado ao deputado André Janones, após pedido da campanha de Flávio. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

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