Fique por dentro: Flávio desiste de questionar vitória de Lula nas urnas
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Consulte formatos e valores disponíveisO senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após anunciar que pediria a anulação das eleições, o candidato derrotado decidiu concentrar a ofensiva jurídica em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades Brasil, integrantes da campanha de Flávio afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A estratégia será contestar supostos abusos da máquina pública durante a campanha, sem colocar em dúvida a validade dos votos.
PT vê medo dos Bolsonaro como crucial para a virada Flávio: Câmara e Senado serão nossa fortaleza contra mais 4 anos de Lula Flávio: a mando de Moraes, PF exigiu meus passaportes após visita a Jair Segundo interlocutores da equipe jurídica, já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula, e novas ações devem ser protocoladas nos próximos dias. Os casos estão sendo analisados com cautela antes de serem levados à Justiça Eleitoral.
Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio acusou a campanha petista de cometer abusos e anunciou que buscará a cassação da chapa de Lula.
"Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu", afirmou.
A decisão representa um recuo em relação ao discurso feito por Flávio na noite de domingo (25), logo após a confirmação da derrota. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição, alegando interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na votação.
"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições", declarou.
Flávio criticou a decisão de Zanin que prorrogou até as 19h a votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura das urnas já fechadas.
Antes do pronunciamento, o senador havia sido informado pessoalmente da derrota por meio de uma ligação telefônica do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que também telefonou para Lula para comunicar sua reeleição.
Como mostrou a CNN Brasil, Flávio foi aconselhado por quatro aliados próximos a reconhecer o resultado e telefonar para Lula. A recomendação partiu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e de uma integrante da equipe jurídica do senador.
O grupo defendia que Flávio reconhecesse a derrota, mas ressalvasse os problemas ocorridos durante a votação e mantivesse a possibilidade de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar supostos abusos cometidos pela campanha petista.
A discussão ocorreu na casa do Lago Sul, em Brasília, onde Flávio acompanhou a apuração. No calor da derrota, porém, o senador deu preferência à orientação de uma ala mais radical, que defendia contestar imediatamente o resultado e colocar em dúvida a legitimidade da vitória de Lula.
A posição acabou perdendo sustentação política à medida que partidos que apoiaram Flávio no segundo turno passaram a reconhecer a reeleição do petista.
MDB, Republicanos, União Brasil e PSD divulgaram manifestações reconhecendo o resultado das urnas, reduzindo o espaço político para uma ofensiva contra a validade da votação.
Com o recuo, a campanha de Flávio abandona o pedido de anulação da eleição, mas mantém a ofensiva judicial contra Lula. A estratégia agora é buscar a cassação da chapa petista por supostos abusos durante a campanha, sem questionar a validade dos votos depositados nas urnas.
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