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Fique por dentro: Filha de Marielle relata ofensas racistas à mãe em grupo da PUC-Rio

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 12:53
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Fique por dentro: Filha de Marielle relata ofensas racistas à mãe em grupo da PUC-Rio
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> Segundo Luyara Franco, uma pessoa teria usado o termo "macaca" e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade Reprodução/ Instagram @institutomariellefranco - 21.jul.2025 Agência Brasil 31.out.2026 (sábado) - 9h53 Priorize o Poder no Google A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, relatou nas redes sociais uma ofensa à vereadora carioca, que morreu em 2018. Segundo a postagem, foram feitos comentários racistas contra Marielle em um grupo de WhatsApp com integrantes da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

“Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio”, afirmou Luyara, em postagem compartilhada com o Instituto Marielle Franco.

Segundo Luyara, uma pessoa teria usado o termo “macaca” e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia.

“A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo”, diz Luyara.

“Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime”, acrescenta.

O crime de racismo está previsto na Constituição Federal. Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caduca, com pena de reclusão e multa.

Em nota, a PUC-Rio diz que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido e adotar todas as medidas administrativas e legais cabíveis.

“A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial”, e acrescenta: “Como universidade confessional e comunitária, a PUC-Rio emitiu uma nota de repúdio, divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco”, diz a universidade.

Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Em vídeos que circularam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: “Marielle está com papai do céu”, e acrescentou, “ou no colo do capeta”.

O caso ganhou repercussão. Também na ocasião, nas redes sociais, Luyara Franco, e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora.

O crime se deu em março de 2018. O carro da vereadora foi alvejado quando ela saía de ato no centro do Rio.

Assassinos confessos da vereadora e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 30 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

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