Fique por dentro: Falar de si no LinkedIn é superficial? Para empresária, histórias pessoais são o que gera confiança
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Consulte formatos e valores disponíveisFalar de si no LinkedIn é superficial? Para empresária, histórias pessoais são o que gera confiança Alicia Teltz conta como um texto sobre exaustão levou seis leitores a virar assinantes pagos O uso da IA no LinkedIn indica uma mudança na gestão de carreira. (Jakub Porzycki/Getty Images)
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 16h22 .
Priorizar nos meus resultados Google Contar a própria vida no LinkedIn também ajuda a vender, defende Alicia Teltz , fundadora da The Hype Department.
Em artigo de opinião publicado na revista Inc., ela resume a tese em duas frases: a experiência gera credibilidade, e a humanidade gera confiança. Como prova, cita um texto pessoal que levou seis leitores a virar assinantes pagos da sua newsletter.
O artigo nasceu de uma provocação. No mês passado, Teltz publicou no Substack uma história sobre ter atingido uma meta perseguida durante meses e, em vez de se sentir vitoriosa, ter ficado emocionalmente exausta. Na mesma época, um criador de conteúdo conhecido zombou em público dos posts pessoais dela no LinkedIn. Para ele, aquele tipo de relato era superficial demais para contar como estratégia de negócio.
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Teltz diz já ter ouvido versões dessa crítica antes. A lógica é conhecida: quem tem um negócio deveria usar cada post para ensinar algo, demonstrar conhecimento ou apresentar uma oferta. Contar como se sente não entraria na conta.
A resposta dela é que clientes são pessoas, e pessoas querem saber com quem estão lidando. Um potencial cliente precisa acreditar que o profissional entrega o resultado que ele busca. Mas também precisa sentir que o outro entende o seu problema, compartilha seus valores e vai ser alguém bom de trabalhar junto.
Uma lista bem-acabada de dicas ajuda na primeira parte, segundo Teltz. Uma história pessoal bem contada ajuda na segunda.
Isso não significa expor os traumas mais profundos sempre que faltar ideia de post. Cada um decide o que fica no campo privado, escreve a fundadora.
O problema, para ela, está no extremo oposto: fingir que a vida não tem nada a ver com o trabalho. Fazer isso é ignorar a origem de muitas das melhores ideias de um profissional.
Relacionamentos, erros, viagens, infância, fracassos e sucessos moldam a forma como cada pessoa lidera, vende e resolve problemas, segundo Teltz. Quando o profissional explica essa ligação, o leitor deixa de ver só uma lista de credenciais. Passa a entender como aquela pessoa chegou ao que acredita.
O caso da própria Teltz serve de exemplo. O texto sobre a exaustão depois da meta atingida levou seis leitores a virar assinantes pagos. Eles podiam ler o artigo sem pagar nada, mas assinaram porque queriam mais do que ela tinha a dizer.
A fundadora faz a ressalva: é um exemplo pequeno, do próprio negócio, e não uma promessa de que todo post vulnerável vai gerar vendas. Ainda assim, mostra que uma publicação pode pesar numa decisão de compra sem conter nenhuma oferta.
A lógica vale também para quem está no início da carreira e usa o LinkedIn para se apresentar a recrutadores e à própria área. Para ligar uma experiência pessoal ao jeito como trabalha, o profissional precisa antes entender que erros, escolhas e momentos da trajetória moldaram suas convicções.
O curso Autoconhecimento, do Na Prática, é 100% online e gratuito , com 5 horas de videoaulas curtas e atividades práticas. As aulas ajudam a identificar padrões de comportamento, revisitar a própria história, reconhecer pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento e montar um plano inicial de desenvolvimento pessoal. O curso é conduzido por Stephanie Crispino, mentora e cofundadora do CHAMA Coletivo, e oferece certificado ao final.
Antes de virar post, uma boa história precisa fazer sentido para quem a viveu.
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