Fique por dentro: Eurofarma recebe R$ 285 milhões do BNDES para desenvolver novos medicamentos
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Consulte formatos e valores disponíveisA Eurofarma, indústria farmacêutica sediada em Itapevi, na região Oeste da Grande São Paulo, teve aprovado um financiamento de R$ 285 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir no desenvolvimento de novos medicamentos. Entre os projetos estão tratamentos inovadores para a dor, com potencial de substituir opioides, e um antibiótico voltado ao combate de microrganismos resistentes.
O investimento, anunciado na quarta-feira (4), também contempla pesquisas para aprimorar medicamentos utilizados no tratamento do transtorno depressivo e da doença de Alzheimer. A proposta é desenvolver novas combinações de substâncias que possam facilitar o uso dos remédios e melhorar a adesão dos pacientes aos tratamentos.
Os recursos serão disponibilizados por meio do programa BNDES Mais Inovação e destinados ao plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa.
Parte do financiamento será utilizada na realização de ensaios clínicos e na aquisição de sete equipamentos importados, sem similares nacionais, que serão instalados no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Eurofarma, em Itapevi. Os aparelhos permitirão a realização de atividades experimentais que exigem elevado grau de precisão e controle.
Um dos principais objetivos das pesquisas é desenvolver medicamentos capazes de aliviar a dor sem recorrer aos opioides, classe de substâncias que inclui a morfina e outros analgésicos potentes. Embora sejam importantes no tratamento de determinados tipos de dor, esses medicamentos apresentam riscos de dependência e outros efeitos adversos.
Outro projeto busca desenvolver um antibiótico para enfrentar microrganismos resistentes aos tratamentos disponíveis, um dos grandes desafios da saúde pública mundial.
As pesquisas também incluem inovações em medicamentos já existentes, especialmente para depressão e Alzheimer. Nesse caso, o foco está em novas associações de substâncias que possam simplificar o tratamento e contribuir para seu uso adequado pelos pacientes.
O financiamento não significa que os novos medicamentos já estejam disponíveis. Os produtos ainda precisarão passar pelas etapas de desenvolvimento, avaliação de segurança e eficácia e, quando aplicável, aprovação dos órgãos reguladores.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento faz parte da estratégia de fortalecimento da indústria farmacêutica brasileira.
“O governo do presidente Lula considera que é essencial fortalecer a indústria farmacêutica nacional para que seja capaz de desenvolver medicamentos inovadores e de melhorar a administração daqueles já existentes, contribuindo para a qualificação do tratamento”, afirmou.
De acordo com o banco, desde 2023 foram aprovados R$ 11,7 bilhões em financiamentos para o setor de saúde, contribuindo para projetos relacionados ao desenvolvimento de 672 medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos e dispositivos médicos.
Fundada em 1972, a Eurofarma é uma empresa brasileira com atuação em diferentes países da América Latina. Seu portfólio inclui medicamentos de prescrição médica, genéricos, produtos isentos de prescrição e medicamentos de uso hospitalar.
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