Fique por dentro: ‘Estamos em um momento de incerteza, mas saúde é setor resiliente’, diz CEO do Fleury
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveis‘Estamos em um momento de incerteza, mas saúde é setor resiliente’, diz CEO do Fleury Companhia teve aumento de 43% no lucro do terceiro trimestre de 2026, na comparação anual Fleury: CFO não descarta a possibilidade de nova distribuição de proventos (Eduardo Frazão/Exame)
Priorizar nos meus resultados Google O Fleury apresentou resultados robustos do terceiro trimestre de 2026. De julho a setembro deste ano, a empresa de medicina diagnóstica reportou um lucro líquido de R$ 264,3 milhões, crescimento de 42,9% sobre o 3T25.
A receita bruta da companhia foi de R$ 2,695 bilhões, aumento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 9,9% foi orgânico. O Ebitda foi de R$ 672,2 milhões, 12,2% acima de 3T25 — apesar da margem ter recuado 31 pontos-base de 27,4% para de 27,1%.
As projeções para o futuro não são negativas. Para Jeane Tsutsui, CEO do grupo, o cenário macroeconômico é desafiador, mas o segmento é resistente. “Estamos em um momento de incertezas e precisamos de um pouco mais de tempo para ver como as coisas vão caminhar [...] mas saúde é um setor resiliente, porque as pessoas precisam dela”, diz.
Ela enfatiza que, apesar da manutenção da Selic em 13,75% na reunião de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), a alavancagem da companhia é baixa, em 1x ao final do 3T26, estável em relação ao trimestre anterior ao mesmo período de 2025.
Neste cenário, as aquisições, conhecidas por fazer parte de toda os 100 anos do Fleury, tendem a continuar, mesmo em um cenário de juros altos. Apesar do custo de capital elevado, a CEO afirma que a companhia mantém condições financeiras para continuar investindo. “A empresa continua fazendo os investimentos necessários para suportar o crescimento que vem mantendo”, afirmou.
A executiva pondera, porém, que o cenário exige cautela na avaliação de novas oportunidades. A estratégia de crescimento segue apoiada principalmente na expansão orgânica, mas não exclui aquisições, desde que os negócios atendam aos critérios financeiros e estratégicos do grupo.
“Essas aquisições precisam ser feitas com um nível de disciplina muito grande em relação ao valor. E, em segundo lugar, é preciso realmente fazer a integração para capturar as sinergias”, disse. Para Tsutsui, a resiliência do setor também ajuda a sustentar as perspectivas da companhia.
Embora exista uma relação entre o nível de emprego e a quantidade de beneficiários de planos de saúde — já que cerca de 70% da saúde suplementar é financiada pelas empresas como benefício aos funcionários —, a executiva destaca que a parcela da população com acesso a esses serviços permanece próxima de 25% há alguns anos.
“Do ponto de vista de estratégia, acredito que não muda muito. Crescemos principalmente organicamente. Eventuais aquisições podem acontecer, mas com toda a disciplina necessária, principalmente neste momento, em que o custo de capital está alto”, afirmou.
A CEO acrescentou que o rigor na alocação de recursos não se limita às operações de fusões e aquisições. “Não só o M&A, mas também a alocação de capital de uma maneira geral e os investimentos precisam ser muito criteriosos. E fazemos isso aqui com todo esse rigor.” Desde 2017, a companhia fez 23 aquisições, com R$ 2,5 bilhões investidos. A mais recente foi a Unilab, comprada por R$ 55 milhões em outubro deste ano.
A redução de 18,4% no Capex do Fleury no terceiro trimestre, para R$ 102,8 milhões, reflete principalmente a diminuição dos investimentos em tecnologia. Segundo José Filippo, CFO, a companhia concentrou recursos em TI e digital nos últimos anos para desenvolver plataformas que agora já integram sua operação.
Com isso, a necessidade de novos aportes nessa frente diminuiu, enquanto a empresa voltou a direcionar mais recursos para a expansão da oferta e da capacidade das áreas técnicas. “Isso não quer dizer que deixamos de investir”, afirmou. Segundo o executivo, a tendência é de normalização dos valores, já que a comparação parte de uma base mais elevada de investimentos.
A inovação, porém, segue no centro da estratégia da companhia, especialmente na ampliação do portfólio de exames. De acordo com a CEO, mais de mil novos testes e serviços foram incorporados nos últimos dois anos, com destaque para a oncologia de precisão, área que busca identificar doenças precocemente e ajudar médicos a definir tratamentos.
A geração de caixa também mantém no radar a distribuição de proventos aos acionistas. No terceiro trimestre, a conversão de caixa correspondeu a 100,8% do Ebitda. Segundo o CFO, o Fleury tem histórico de distribuir uma parcela relevante do lucro e conta com uma presença expressiva de investidores pessoas físicas.
“Não temos guidance em relação a isso. O que podemos dizer é que, se tivermos uma geração de caixa que permita, sem aumentar nossa alavancagem, manter os níveis de distribuição que historicamente praticamos, essa é uma possibilidade”, afirmou.
A suspeita sobre o evento ocorreu em 26 de outubro, data em que foram iniciadas ações de contenção, restrição de acessos e preservação de evidências
Relatório cita juros elevados, desaceleração da demanda por crédito e maior risco de inadimplência para justificar cortes nas recomendações de Itaú, Bradesco e BB
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Fique por dentro: Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox
Segundo a pasta, a compra tem caráter preventivo e estratégico.
Entenda: Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox
Segundo a pasta, a compra tem caráter preventivo e estratégico.
Região: Fachin cobra presídio sobre saúde do pai de Vorcaro
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.













