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Fique por dentro: Empresa criada em Uberlândia entra para o grupo Itaú em negociação de R$ 2,9 bilhões

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 13:40
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Fique por dentro: Empresa criada em Uberlândia entra para o grupo Itaú em negociação de R$ 2,9 bilhões
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Uma empresa que nasceu em Uberlândia há menos de três anos acaba de protagonizar uma das maiores negociações do setor de tecnologia brasileiro em 2026. O Itaú Unibanco anunciou, nesta segunda-feira (26), um acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões. A startup, criada em novembro de 2023, desenvolve sistemas avançados de inteligência artificial capazes de analisar grandes volumes de informações e identificar padrões utilizados na tomada de decisões empresariais. A operação representa um marco para o setor tecnológico de Uberlândia e reforça a presença da cidade no mercado nacional de inovação.

A história da NeoSpace está diretamente ligada ao empreendedorismo uberlandense. Bruno Pierobon, Felipe Almeida e Gustavo Debs, que participaram da criação da empresa, também estiveram à frente da Zup, outra companhia de tecnologia fundada em Uberlândia e posteriormente adquirida pelo Itaú. Ao lado de Thiago Teixeira, os empreendedores desenvolveram um novo negócio voltado à inteligência artificial, com soluções destinadas a setores como finanças, telecomunicações, aviação e energia. Em pouco tempo, a empresa conquistou espaço em um mercado altamente competitivo e passou a integrar projetos estratégicos de grandes organizações.

A relação entre a NeoSpace e o Itaú começou antes do anúncio da aquisição. Em janeiro de 2025, o banco participou de uma rodada de investimentos na startup e adquiriu uma participação de 15% no negócio. Desde então, as empresas desenvolveram ferramentas tecnológicas aplicadas à análise de crédito, ao relacionamento com clientes, à gestão financeira e à prevenção de fraudes. Com a compra integral, o banco pretende ampliar o desenvolvimento de soluções próprias de inteligência artificial e aperfeiçoar o ia.i, seu assistente digital baseado nessa tecnologia.

Apesar da negociação bilionária, a NeoSpace deverá manter sua estrutura de gestão e operação independente, com Bruno Pierobon permanecendo na direção executiva. O acordo também prevê a preservação da equipe e a continuidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento. O pagamento será realizado em etapas, com uma parcela prevista para a conclusão da operação e o restante distribuído ao longo de cinco anos, conforme as condições contratuais. A aquisição ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.

O impacto da negociação ultrapassa os limites da empresa adquirida. Segundo levantamento do UberHub divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), o ecossistema tecnológico do município movimentou aproximadamente R$ 13 bilhões nos últimos oito anos. Com a operação envolvendo a NeoSpace, o volume acumulado se aproxima de R$ 16 bilhões. Os números evidenciam a capacidade de empresas criadas na cidade de atrair investimentos de grande porte e desenvolver tecnologias com aplicação internacional.

#Cidades#Uberlândia#Belém
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