Fique por dentro: Ele vai faturar R$ 140 milhões fazendo camisetas para empresas, shows e festivais
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Consulte formatos e valores disponíveisEle vai faturar R$ 140 milhões fazendo camisetas para empresas, shows e festivais Fundada em 1967, a Dimona aposta em produção própria, tecnologia e expansão internacional para ampliar sua atuação no mercado de camisetas personalizadas Leonardo Zonenschein, sócio e diretor de marketing da Dimona: “Eu costumo dizer que a camisa personalizada saiu da gaveta de brinde e entrou no guarda-roupa”. (Aline Oliveira)
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 08h01 .
Priorizar nos meus resultados Google As camisas personalizadas são conhecidas por muitos como brindes de empresas ou eventos, mas uma empresa carioca quer reposicionar essa categoria. A Dimona aposta na confecção própria de camisetas, além de tecnologia para a estamparia e para a experiência do cliente. “Eu costumo dizer que a camisa personalizada saiu da gaveta de brinde e entrou no guarda-roupa”, afirma Leonardo Zonenschein , sócio e diretor de marketing da Dimona.
Fundada em 1967 , a empresa prevê faturar R$ 140 milhões em 2026, considerando as operações no Brasil e nos Estados Unidos. Para sustentar o crescimento, a companhia investe na diversificação do portfólio, com produtos de maior valor agregado, no atendimento a grandes marcas e festivais e na expansão de sua operação internacional.
A estratégia também passa pelo aumento da capacidade produtiva e pela adoção de novas tecnologias de impressão. No Brasil, a Dimona fabrica as próprias camisetas e atende desde consumidores individuais até grandes empresas.
Nos Estados Unidos, opera com um modelo de impressão sob demanda, integrado a mais de 20 mil lojas de e-commerce. Para os próximos cinco anos, a companhia estrutura um planejamento estratégico com o objetivo de consolidar sua posição como referência nacional em personalização.
A história da empresa começa com Seweryn Blumberg , pai do padrasto de Leonardo Zonenschein, que deixou a Polônia como refugiado durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu no Brasil.
Ele começou a trabalhar como comerciante até abrir sua primeira loja de roupas, em 1967. Localizada no Saara, tradicional polo de comércio popular no centro do Rio de Janeiro, a loja revendia peças de roupa e chegou a ser uma das maiores representantes da Hering no estado.
Com a mudança de foco de fornecedores tradicionais, como a Hering, que passaram a priorizar coleções de moda em vez de camisetas básicas, a Dimona viu a necessidade de desenvolver uma marca própria e investir na estamparia, em meados da década de 1980.
Nos últimos 20 anos, desde que Zonenschein começou a integrar a empresa, a loja de estamparia que nasceu no centro do Rio e competia pelo melhor preço passou a investir na verticalização da produção e da logística. Uma das primeiras mudanças foi a construção de um galpão logístico para armazenar o estoque, que até então ficava no segundo andar de uma das lojas. A empresa também adquiriu máquinas inovadoras para o setor de estamparia e, em 2018, começou a confeccionar as próprias camisetas.
“Entendemos que, no mercado de personalização, não bastava ser rápido na estamparia. Precisávamos ter controle total da qualidade e ampliar as possibilidades na fabricação das próprias camisetas”, afirma Zonenschein.
A mudança contribuiu para o crescimento da empresa, que passou a oferecer prazos de entrega menores que os dos concorrentes, por exemplo, além de um atendimento ainda mais personalizado, que abrange desde o tecido e o modelo da camiseta até a estampa.
A Dimona mantém cinco lojas físicas no Rio de Janeiro, ainda com foco no cliente final. O e-commerce e as vendas B2B, porém, também se tornaram canais importantes de comercialização.
O B2B representa, atualmente, 56% do faturamento da empresa. “Conseguimos entender as necessidades dos clientes mergulhando em cada projeto. A partir daí, pesquisamos como atendê-los, seja com malhas especiais ou outras soluções, e desenvolvemos as peças em conjunto com o parceiro, de acordo com o que ele precisa”, diz.
Produtos licenciados: peças inspiradas em artistas, competições e exposições ( Aline Oliveira)
Já o e-commerce conta com um estúdio de criação que permite escolher o tipo de peça, enviar estampas próprias ou usar inteligência artificial para personalizar a camiseta.
O portfólio vai além das camisetas e inclui canecas, ecobags, moletons e aventais. “Muitos dos produtos que hoje fazem parte da nossa linha regular surgiram de demandas específicas de clientes e projetos. Desenvolvemos essas soluções em parceria e, depois, incorporamos os produtos ao nosso portfólio para atender a outros clientes”, afirma Zonenschein.
Há ainda as colaborações com bares e restaurantes que ajudam a atrair novos clientes. A Dimona desenvolve coleções em parceria com estabelecimentos cariocas, criando estampas que traduzem a identidade de cada lugar. As parcerias são divulgadas nas redes sociais, por meio de um quadro de dicas , que apresenta histórias dos estabelecimentos e ajuda a aproximar a marca de outros negócios do setor.
Nos últimos seis meses, o número de clientes provenientes de bares e restaurantes cresceu 550%, segundo Zonenschein. “Muito mais do que só o produto, a gente acaba ajudando a vender conteúdo, comunicação. A gente acaba sendo uma marca parceira para mostrar o que tem por trás de cada um dos estabelecimentos”, afirma.
Além dos projetos sob encomenda, a Dimona também investe em coleções próprias, como a linha de roupas para o Carnaval. A iniciativa surgiu da observação do comportamento dos foliões e da demanda por peças para curtir os blocos de rua. A empresa passou a desenvolver produtos específicos para a folia e a trabalhar com estilistas especializados no segmento, transformando a coleção em uma nova frente de negócios.
A entrada da Dimona nos Estados Unidos começou no fim de 2020, durante a pandemia, a partir de uma demanda de um cliente. A necessidade apresentada por ele chamou a atenção dos sócios, que decidiram estruturar a operação no país.
A expansão, no entanto, exigiu adaptações operacionais e tecnológicas. Para viabilizar o negócio, um dos sócios da empresa passou 15 dias no México, em quarentena, enquanto adaptava o software próprio da Dimona às necessidades da operação americana. A empresa conta com duas unidades de estamparia nos Estados Unidos, em Miami e Chicago.
Nos Estados Unidos, a Dimona aproveita a oferta de camisetas básicas de grandes fabricantes e distribuidores locais, que conseguem abastecer a operação rapidamente. Com isso, não precisa investir em confecção própria no país e pode concentrar a operação na personalização e na logística dos pedidos.
“Não temos estoque nos Estados Unidos. Quando o cliente faz um pedido, nosso sistema envia ao distribuidor um resumo das vendas do dia. Em até 12 horas, recebemos as camisetas na fábrica, estampamos cada peça de acordo com a demanda e entregamos diretamente ao consumidor final”, resume Zonenschein.
Ainda em fase de estudo, a Dimona pretende construir uma rede integrada de produção e distribuição sob demanda em toda a América. A ideia é permitir que marcas vendam seus produtos em diferentes países do continente e tenham os pedidos produzidos e entregues localmente, por meio de operações próprias ou de parceiros.
Na terceira geração à frente da Dimona, a empresa mantém a gestão familiar, com a participação de diferentes membros da família no negócio. “É uma empresa familiar, e a família toda trabalha muito aqui”, diz Zonenschein. Para alcançar a meta de faturar R$ 140 milhões em 2026, somando as operações do Brasil e dos Estados Unidos, a Dimona aposta na ampliação do portfólio e na oferta de produtos de maior valor agregado.
A empresa tem investido em camisetas premium de algodão, modelos de algodão Pima, peças fitness, tecidos tecnológicos, camisetas estonadas e moletons de alta qualidade. Como fabrica as próprias camisetas no Brasil, a companhia afirma conseguir oferecer produtos personalizados a preços competitivos em relação aos praticados pelo mercado.
Leonardo Zonenschein e Luis Blumberg, sócios da Dimona: gestão familiar e estratégia de expansão no mercado de camisetas personalizadas (Aline Oliveira)
A estratégia também acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores, que buscam maior liberdade para expressar sua identidade por meio das roupas. Para atender a essa demanda, a Dimona oferece desde peças lisas até a possibilidade de criar estampas próprias, tanto para consumidores individuais quanto para empresas. “Acho que as pessoas se tornaram marcas. A mídia social trouxe isso”, afirma.
Nesse movimento, a empresa lançou uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para transformar ideias em estampas. O usuário descreve o que deseja em um comando de texto, e a plataforma gera a arte, aplica o desenho aos produtos disponíveis e permite concluir a compra em poucos minutos. A solução busca simplificar o processo para quem não tem conhecimentos de design e ampliar o acesso à personalização.
Para sustentar o crescimento, a Dimona também está investindo em tecnologia e eficiência operacional. A empresa prepara a implementação de uma plataforma de inteligência artificial para aprimorar o primeiro contato com os clientes e ajudar a equipe comercial a identificar as necessidades de cada pedido, recomendando o tipo de camiseta, a técnica de estamparia e o prazo mais adequados.
A proposta é combinar automação e atendimento humano, sem substituir os vendedores. “Eu não acredito no atendimento 100% por IA, principalmente no nosso negócio, mas acredito que a tecnologia pode nos ajudar a aprimorar as informações para que o vendedor consiga entrar de uma maneira mais efetiva”, afirma Zonenschein.
Outra frente é o aumento da capacidade produtiva. Após ampliar a fábrica brasileira, a companhia informa ter capacidade diária de estamparia de 9 mil peças no Brasil e 5 mil nos Estados Unidos. Em paralelo, contratou uma consultoria para elaborar um planejamento estratégico para os próximos cinco anos.
O objetivo é consolidar a Dimona como referência nacional em personalização, ampliando o reconhecimento da marca para além do Rio de Janeiro, onde já é conhecida pelo serviço. “Queremos que as pessoas lembrem da Dimona em primeiro lugar quando precisarem estampar camisetas e acessórios para qualquer quantidade, seja uma peça seja milhares”, diz.
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