Fique por dentro: Congresso da Unimed Natal debate desafios para futuro da saúde suplementar
Essas questões nortearam o 1º Congresso Unimed Natal, realizado em conjunto com o 9º Congresso de Atualização Médica do Rio Grande do Norte.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisOs avanços tecnológicos, as transformações econômicas e a necessidade de garantir um atendimento cada vez mais humanizado estão entre os principais desafios para o futuro da saúde suplementar no Brasil. Essas questões nortearam o 1º Congresso Unimed Natal, realizado em conjunto com o 9º Congresso de Atualização Médica do Rio Grande do Norte. O encontro reuniu médicos, gestores, especialistas e profissionais de diferentes áreas para debater os caminhos da assistência à saúde, com foco na inovação, na sustentabilidade do setor e na qualificação profissional.
Promovido pela Unimed Natal e pela Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), o congresso começou na quinta-feira (22) e seguiu até sábado (24), no Praiamar Arena, em Natal. A programação reúne palestras, mesas-redondas e atividades científicas que abordam desde a aplicação de novas tecnologias na medicina até questões relacionadas à gestão das cooperativas, à judicialização da saúde e ao relacionamento com os pacientes.
A realização conjunta dos dois congressos representa uma iniciativa de aproximação entre a atualização científica e as discussões administrativas que envolvem o setor. Para o presidente da Unimed Natal, Márcio Rêgo, a saúde suplementar atravessa um período de mudanças que exige capacidade de adaptação das instituições e preparação contínua dos profissionais. Segundo ele, o futuro do setor não depende apenas das inovações médicas, mas também de fatores econômicos e das relações estabelecidas entre operadoras, médicos e beneficiários.
“O futuro da saúde suplementar é muito dinâmico. Ele passa desde a economia, das mudanças econômicas, ao dinamismo da tecnologia na saúde, como inovação, inteligência artificial. Tudo isso traz para dentro de um cenário que a gente tem que ser multidisciplinar”, afirmou Rêgo.
Na avaliação do dirigente, a complexidade do setor exige uma abordagem que envolva diferentes áreas do conhecimento. Questões relacionadas ao mercado, aos processos judiciais envolvendo serviços de saúde e às demandas dos usuários precisam ser analisadas de forma integrada. Ao mesmo tempo, a valorização dos médicos cooperados permanece como uma das prioridades para assegurar a qualidade dos serviços.
Rêgo considera que o congresso oferece uma oportunidade de reunir essas discussões em um mesmo espaço, permitindo que profissionais com diferentes experiências compartilhem conhecimentos e identifiquem soluções para os desafios enfrentados no cotidiano. Para ele, a atualização é uma necessidade permanente diante da velocidade das mudanças observadas na saúde suplementar.
“Então, é um evento realmente para trazer para as pessoas, para a sociedade, para aquelas pessoas que trabalham com a saúde no dia a dia, o que está por vir. Então, é um evento que prepara as pessoas, tanto os médicos quanto os técnicos que trabalham com saúde, para o dinamismo da saúde suplementar”, destacou.
O presidente também ressaltou que o fortalecimento da cooperativa passa pela capacidade de avaliar seus próprios processos e identificar oportunidades de aperfeiçoamento. Segundo ele, a melhoria dos serviços oferecidos aos beneficiários deve caminhar ao lado da valorização dos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Para Rêgo, oferecer melhores condições de trabalho aos médicos cooperados representa uma forma de contribuir diretamente para a experiência dos pacientes. O dirigente defende que o desenvolvimento institucional precisa ser acompanhado de investimentos na estrutura assistencial e de iniciativas que fortaleçam o relacionamento entre a cooperativa, seus profissionais e os usuários.
“Então, é olhar para dentro, ver onde podemos melhorar para dar uma melhor entrega para os nossos usuários, nossos clientes, e também dar melhor estrutura, melhor condição de trabalho para os nossos médicos cooperados. Porque se eles estão felizes com a empresa, com certeza o cliente será o mais beneficiado no final de tudo”, acrescentou.
Integração entre cooperativas fortalece o setor
A necessidade de fortalecer a cooperação entre as diferentes unidades do Sistema Unimed também foi destacada pelo presidente da Unimed Brasil, Omar Abujamra, que participou do encontro em Natal. O dirigente defendeu a integração como um dos caminhos para enfrentar os desafios da saúde suplementar e construir um modelo de assistência mais sustentável.
Na avaliação de Abujamra, o sistema cooperativista possui características que favorecem a atuação regional e a proximidade com as comunidades. Esse modelo, segundo ele, permite que as instituições considerem as particularidades de cada localidade ao desenvolver seus serviços, mantendo a assistência médica conectada às necessidades da população.
O presidente da Unimed Brasil ressaltou que a busca por inovação deve ser permanente e estar associada ao fortalecimento da intercooperação. Para ele, a capacidade de compartilhar experiências e desenvolver soluções conjuntas é fundamental diante das transformações enfrentadas pelo setor.
Além dos aspectos administrativos, Abujamra chamou a atenção para a importância de preservar a humanização do atendimento. Mesmo diante do avanço das ferramentas tecnológicas, o dirigente considera que o relacionamento entre médicos e pacientes precisa continuar como um elemento central da assistência.
“Eu só vejo coisas boas e grandes oportunidades. A forma que a gente é constituído permite ao médico se preparar, dar uma boa assistência. A regionalização, a ação local junto às comunidades, isso é fundamental e isso leva à humanização do atendimento”, afirmou.
Para o presidente da Unimed Brasil, a proximidade com as comunidades contribui para uma assistência mais adequada às necessidades dos pacientes. A regionalização, nesse contexto, permite que as cooperativas mantenham uma atuação local, mesmo integrando um sistema de abrangência nacional.
Essa característica também representa, na avaliação do dirigente, uma oportunidade de conciliar o crescimento institucional com a preservação dos vínculos entre profissionais de saúde e usuários. A proposta é que as mudanças no setor não comprometam a dimensão humana do atendimento, considerada essencial para a qualidade da assistência.
“Eu acho que a gente vem conduzindo a inovação tecnológica, ajudando a essa boa prática médica. Não substituindo, mas complementando, ajudando, agilizando o atendimento. É nesse aspecto que eu vejo o crescimento e a melhora da assistência”, ressaltou.
O congresso também se destaca pela diversidade de temas e pela participação de representantes de instituições médicas nacionais. A programação reúne especialistas e lideranças que discutem questões relacionadas à sustentabilidade das operadoras, à governança, ao desenvolvimento profissional e às transformações na assistência.
Além das discussões relacionadas à gestão e à tecnologia, a experiência dos pacientes aparece como um dos temas relevantes da programação. O assunto foi abordado por Elias Leite, que participou do congresso com uma palestra sobre encantamento e experiência do cliente.
“Eu falei sobre um dos temas que eu mais acredito, que é uma cultura de encantamento de clientes, que eu acho que cabe em qualquer setor, de qualquer área, mas principalmente na área da saúde, na área de quem cuida das pessoas”, afirmou.
A integração entre profissionais de diferentes áreas também foi destacada pelos participantes do congresso. A advogada Mirthes Fernandes considera que a programação representa uma oportunidade de atualização para profissionais que atuam em atividades relacionadas à saúde suplementar.
Segundo ela, acompanhar os estudos científicos e compreender as transformações do setor contribui para o aperfeiçoamento de procedimentos e serviços. No campo jurídico, esse conhecimento permite atualizar processos e melhorar o atendimento aos clientes. “Outro ponto fundamental é a atualização científica, especialmente diante dos diversos estudos que estão sendo desenvolvidos. Isso é extremamente relevante não apenas para a atividade médica, mas também para profissionais de outras áreas, como é o meu caso, na advocacia”, afirmou Fernandes.
O contador e advogado Sávio Almeida, integrante do Sistema Unimed, também destacou a relevância de reunir discussões sobre gestão e medicina em um mesmo evento. “Eu acho que todo mundo sempre pode estar evoluindo. E quando a gente está em congresso, seminários ou qualquer algo do tipo, a gente sempre tem que evoluir. Eu acho que não tem essa pessoa que não possa estar sempre aprendendo. Aquela pessoa que acha que sabe tudo está muito equivocada”, afirmou.
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