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Fique por dentro: Comprimido diário alcança resultado inédito no câncer que mais mata no Brasil e muda futuro de pacientes

Hoje, um comprimido tomado uma vez ao dia está mudando essa conta.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 08:00
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Fique por dentro: Comprimido diário alcança resultado inédito no câncer que mais mata no Brasil e muda futuro de pacientes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Durante décadas, o diagnóstico de câncer de pulmão avançado equivalia, na prática, a uma sentença de meses. Hoje, um comprimido tomado uma vez ao dia está mudando essa conta. Uma pesquisa recente conseguiu um resultado inédito: mais da metade dos pacientes com câncer de pulmão avançado ficou sete anos sem a doença progredir.

A pesquisa acompanhou pacientes com câncer de pulmão avançado usando lorlatinibe, medicamento tomado diariamente em forma de comprimido. Após sete anos de acompanhamento, 55% dos pacientes permaneceram vivos e sem progressão da doença — um resultado inédito para uma doença avançada.

🔴 O lorlatinibe não é para qualquer paciente com câncer de pulmão. Ele funciona apenas em casos em que o tumor é impulsionado por uma alteração genética específica chamada rearranjo de ALK. Essa alteração está presente em cerca de 3% a 7% dos casos do tipo mais comum de câncer de pulmão.

Embora represente uma parcela pequena dos casos, o avanço chama atenção porque o câncer de pulmão continua sendo o que mais mata homens e mulheres no país, com 31.237 mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Uma delas é Paula Piteri, que descobriu a doença aos 38 anos, com três filhos e sonhos pela frente. Hoje, ela usa o lorlatinibe há quase um ano e afirma que recuperou algo que o diagnóstico parecia ter tirado: a perspectiva de futuro. (Leia mais abaixo)

🔴 Mas o entusiasmo com os dados científicos esbarra em um problema: o medicamento é de alto custo, cerca de R$ 37 mil por mês pelos comprimidos, e não está no Sistema Único de Saúde (SUS). Quem tem acesso hoje tem cobertura de plano de saúde, conseguiu na Justiça pelo SUS ou pagou.

O lorlatinibe é um exemplo do que os oncologistas chamam de terapia-alvo: medicamentos desenvolvidos para atacar alterações genéticas específicas que fazem um tumor crescer.

Essa estratégia representa uma mudança importante na forma de tratar o câncer. Durante décadas, os tratamentos eram definidos principalmente pelo órgão afetado — câncer de pulmão recebia um protocolo, câncer de mama outro. Hoje, exames genéticos conseguem identificar quais mutações estão impulsionando o crescimento de cada tumor.

Com essa informação, os médicos podem escolher medicamentos desenhados para bloquear exatamente o mecanismo que mantém aquelas células cancerosas ativas. O lorlatinibe é um desses casos: ele não é indicado para todos os pacientes com câncer de pulmão, mas para um subtipo específico da doença que apresenta uma alteração no gene ALK.

Em cerca de 3% a 5% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células, ocorre um rearranjo no gene ALK. Essa alteração faz com que a célula passe a produzir uma proteína defeituosa que envia sinais contínuos de crescimento e multiplicação, funcionando como um interruptor permanentemente ligado.

#Belém#Brasil#Saúde
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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Redatores da Empire Cidadeshá 31 minutos