Fique por dentro: “Como Aprendi a Voar” retrata a luta contra a dependência química e a coragem de recomeçar
A da médica Kelley Andrade é uma delas.

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Consulte formatos e valores disponíveisHá histórias de vida que parecem improváveis até serem contadas por quem as viveu. A da médica Kelley Andrade é uma delas. Depois de enfrentar a dependência química durante 11 anos, passar por sete internações e reconstruir a própria vida, a curitibana encontrou na medicina uma maneira de transformar experiências dolorosas em cuidado com outras pessoas. Essa trajetória é o ponto central de Como Aprendi a Voar, publicado pela Editora Interativa.
Mais do que uma narrativa de superação, o livro se apresenta como um testemunho sobre escolhas, perdas, fé e a possibilidade de encontrar novos caminhos mesmo depois de experiências profundamente difíceis. Aos 47 anos, Kelley revisita um período que começou na adolescência, quando tinha apenas 15 anos, e se prolongou até os 26, marcado pelo uso de drogas e pelas sucessivas tentativas de recuperação.
A autora não procura apresentar sua trajetória como uma sequência de vitórias. Pelo contrário, reconhece as marcas deixadas pelo passado e a importância de compreender os erros e as dificuldades enfrentadas. “Ele não é um livro só de sucessos, não. Ele é um livro que mostra desafios de vida”, afirma.
Um dos aspectos mais significativos da história é a distância entre a jovem que enfrentava a dependência química e a mulher que, anos depois, decidiu cursar medicina. Kelley ingressou na faculdade aos 35 anos e concluiu a formação aos 41, demonstrando que projetos considerados tardios também podem representar novos começos.
A medicina, em sua trajetória, aparece não apenas como uma conquista profissional, mas como consequência de uma transformação pessoal. Hoje dedicada à medicina integrativa, a autora associa o exercício da profissão às experiências que acumulou e ao desejo de ajudar pessoas que atravessam situações difíceis.
A fé também ocupa um lugar importante na narrativa. Kelley atribui à sua relação com Deus um papel fundamental no processo de recuperação e na construção de novos objetivos. Essa dimensão espiritual é apresentada como parte de sua experiência individual, sem afastar a importância do tratamento e do acompanhamento profissional na recuperação da dependência química.
O título Como Aprendi a Voar funciona como uma metáfora dessa reconstrução. Voar, nesse contexto, não significa apagar o passado, mas descobrir que ele não precisa determinar todo o futuro. As cicatrizes permanecem, assim como os aprendizados que delas resultaram.
A proposta do livro ganha relevância especialmente para jovens e famílias que convivem com a dependência química. Ao compartilhar episódios de sua história, a médica procura mostrar que a recuperação pode envolver dificuldades, recaídas no percurso de tratamento, mudanças de comportamento e a necessidade de reconstruir vínculos e perspectivas de vida.
Outro elemento simbólico dessa trajetória é o esporte. Em 2026, ano em que completou duas décadas sem usar drogas, Kelley participou de corridas de rua em Florianópolis, Curitiba e Vitória, cidades ligadas à sua história pessoal. As provas representaram uma forma de celebrar a vida recuperada e os caminhos percorridos desde então.
O livro foi lançado em 15 de outubro, em Curitiba, e se dirige tanto a quem enfrenta a dependência quanto a leitores interessados em histórias reais de transformação humana.
Ao reunir memória, espiritualidade e experiência profissional, Como Aprendi a Voar propõe uma reflexão que ultrapassa a trajetória de sua autora: a vida não se resume aos momentos mais difíceis, e recomeçar continua sendo uma possibilidade mesmo quando o caminho parece interrompido.
A principal contribuição da obra está justamente nessa mensagem. Sem transformar a recuperação em uma fórmula simples, Kelley Andrade apresenta sua experiência como demonstração de que o passado pode ser reconhecido, compreendido e transformado em motivação para construir uma vida diferente.
No próximo dia 28 de março, Cuiabá será palco do lançamento de “A Máfia das Loterias”, a mais recente obra do escritor e historiador João Carlos Ferreira. A solenidade será no salão nobre Cloves Vettorato, no palácio do Governo, promovida pelo Governo do Estado, com apoio do secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia e da Ciência e Tecnologia, Allan Kardec Benitez.
Este livro mergulha nas denúncias explosivas feitas em 2005 pelo então senador paranaense Álvaro Dias, que revelou fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo as loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. As investigações da Polícia Federal (PF) se iniciaram a partir da constatação de que, entre março de 1996 e fevereiro de 2002, um grupo de 200 pessoas havia ganhado impressionantes 9.095 vezes nas loterias da Caixa.
Além disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou cerca de 50 casos suspeitos de lavagem de dinheiro nesse período. Segundo Álvaro Dias, funcionários da Caixa informavam criminosos sobre os vencedores legítimos, permitindo a compra dos bilhetes premiados e a consequente lavagem de dinheiro ilícito. Essas fraudes, envolvendo 75 pessoas, teriam movimentado mais de R$ 32 milhões entre 2002 e 2006.
Mas era só a ponta do iceberg. “A Máfia das Loterias” detalha essa intrincada rede de corrupção que resultou numa CPI no Congresso e num projeto de lei que visava coibir este tipo de crime. O livro destaca a coragem de Álvaro Dias ao trazer à tona um esquema que abalou a confiança nas instituições públicas como a Caixa Econômica, e oferece uma visão aprofundada sobre como o crime organizado se infiltrou em setores estatais, utilizando as loterias como ferramenta para lavar dinheiro ilícito.
João Carlos denuncia um crime continuado: a CPI teve pouca repercussão, o projeto de lei foi engavetado e as investigações da PF até hoje ninguém sabe, ninguém viu. “As denúncias que fiz no Senado estancaram o movimento criminoso, porém, não foram esquecidas e “inspiraram o brilhante escritor João Carlos Ferreira a lançar o livro “A Máfias das Loterias”, explica Dias, que estará presente ao lançamento na capital mato-grossense para compartilhar suas experiências e perspectivas sobre as denúncias que marcaram sua carreira política.
Dia e horário: 28 de março, a partir de 9h horas Local: salão nobre Cloves Vettorato – Palácio Paiaguás – sede do Governo do Estado de Mato Grosso – Cuiabá Outras informações e reserva de livros pelo fone 65 9284-0228
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