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Fique por dentro: Como a IA pode reduzir custos do agro no Brasil, segundo o Fórum Econômico Mundial

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 15:30
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Como a IA pode reduzir custos do agro no Brasil, segundo o Fórum Econômico Mundial Presidente da Instituição, Alois Zwinggi, fez comparação com modelo na Índia e destacou potencial para cadeias brasileiras de produção Fórum Econômico Mundial destacou potencial da IA para agronegócio brasileiro (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 11h59 .

Última atualização em 23 de outubro de 2026 às 12h11 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Alois Zwinggi, presidente do Fórum Econômico Mundial, que organiza o evento de Davos, afirmou nesta semana que a inteligência artificial pode reduzir os custos de produção no agronegócio brasileiro. Segundo a consultoria McKinsey & Company, a economia operacional pode variar de 10% a 20%, mas a falta de conectividade e dados ainda limita o uso da tecnologia nas fazendas.

O presidente do Fórum Econômico Mundial, Alois Zwinggi, disse que enxerga a Inteligência Artificial (IA) como uma forma de reduzir custos de produção no agronegócio brasileiro. A fala foi uma resposta de Zwinggi à EXAME durante uma coletiva de imprensa após uma reunião do Fórum realizada no Panamá, nesta semana.

"Quando se tem um mercado tão grande, como matérias-primas tão importantes como é o caso do Brasil, há muitas oportunidades", disse ele. Zwinggi fez uma comparação com o modelo adotado na Índia, onde a IA já tem um impacto positivo na agricultura.

O Brasil avança no uso de IA. O país, por exemplo, é um dos principais mercados de empresas como a Open AI, que criou o ChatGPT. Mas o agro brasileiro ainda passa por um desafio anterior de garantir conectividade estável para uma boa parte das fazendas brasileiras.

A dificuldade está na instalação de infraestrutura necessária para o funcionamento da IA, principalmente em áreas consideradas mais remotas. Além disso, para funcionar, esses sistemas precisam de uma grande disponibilidade de dados para a análise, o que ainda é escasso no cenário brasileiro.

"Essa tecnologia pode otimizar o uso de água, de fertilizantes e vai muito além do fluxo de materiais. É possível otimizar os custos de produção. Então, isso pode ser uma oportunidade para o Brasil, considerando a situação tão importante da agricultura nesse país", afirmou Zwinggi.

Análises da consultoria McKinsey & Company mostram que a economia pode ser entre 10% e 20% no custo operacional de uma fazenda , por exemplo. Em áreas mais específicas, como defensivos e herbicidas, a redução dos custos pode chegar a 90%, sendo o setor mais beneficiado pela IA no agro.

Alois Zwinggi comparou o potencial do Brasil com a realidade da Índia , onde o foco é o desenvolvimento de sistemas de suporte e agricultura de precisão desenhados especificamente para a realidade dos pequenos agricultores.

A startup indiana Fasal, especializada em automação agrícola, usa algoritmos de IA para o processamento de informações de sensores de solo para recomendar cronogramas precisos de irrigação. Em vilarejos do estado de Karnataka, a adoção desses sistemas inteligentes resultou em uma economia de água entre 30% e 40%.

Sistema da agritech indiana Fasal usa IA para emitir alertas sobre irrigação nas plantações (Fasal/Divulgação)

Outra aplicação importante na Índia é no controle de pragas nas plantações. O Instituto Indiano de Tecnologia de Mumbai criou um modelo de IA que permite que o produtor tire uma foto da lavoura com o celular e receba imediatamente a identificação de pragas e doenças na lavoura.

O Fórum Econômico Mundial realizou entre os dias 21 e 22 de outubro uma reunião de estratégia no Panamá, no que é considerado uma preparação para o evento principal de Davos, que ocorre em janeiro do ano que vem, na Suíça.

A reunião desta semana contou com a participação de líderes de 27 empresas e com um representante do presidente panamenho, José Raúl Mulino. Foram discutidos temas como a Inteligência Artificial, infraestrutura energética, logística, comércio internacional, sustentabilidade e o próprio Canal do Panamá, por onde passaram 521 milhões de toneladas de carga no ano fiscal de 2026.

Ao conversar com jornalistas, o presidente do Fórum Econômico Mundial destacou a realização do evento após um tempo difícil no Panamá, se referindo ao terremoto que atingiu o país no início deste mês e deixou dezenas de feridos. Ele disse que se trata de uma "prova da resiliência" do povo panamenho diante de crises.

Sobre os fluxos globais de investimento, Zwinggi afirmou que os investidores buscam um "marco estrutural previsível, regras claras e estabilidade política" para tomar decisões de longo prazo.

Segundo análises da consultoria McKinsey & Company, a inteligência artificial pode gerar economia de 10% a 20% no custo operacional de uma fazenda. Em defensivos e herbicidas, a redução pode chegar a 90%.

A inteligência artificial pode otimizar o uso de água, fertilizantes e outros recursos, além de reduzir custos de produção, segundo Alois Zwinggi, presidente do Fórum Econômico Mundial.

A falta de conectividade estável, especialmente em áreas remotas, dificulta a instalação da infraestrutura necessária. A escassez de dados para análise também limita o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial.

A startup indiana de automação agrícola Fasal processa dados de sensores de solo para recomendar cronogramas de irrigação, com economia de água entre 30% e 40% em vilarejos de Karnataka. O Instituto Indiano de Tecnologia de Mumbai também criou um modelo que identifica pragas e doenças por fotos feitas com celular.

A reunião, realizada entre 21 e 22 de outubro como preparação para o evento de Davos, reuniu líderes de 27 empresas e um representante do presidente panamenho José Raúl Mulino. Os participantes discutiram inteligência artificial, energia, logística, comércio internacional, sustentabilidade e o Canal do Panamá.

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