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Fique por dentro: Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio e diz que decisão do TSE confirma denúncias

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 16 de outubro de 2026 às 22:23
Via Exame
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Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio e diz que decisão do TSE confirma denúncias Corte determinou à bit tech isonomia após IA bloquear geração de material pró-Lula e liberar a favor de Flávio; plataforma admite erro, mas nega interferência Ex-ministro da Educação, Camilo Santana (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 19h20 .

Priorizar nos meus resultados Google A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição voltou a acusar a Meta de buscar interferir nas eleições em favor de Flávio Bolsonaro após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter proibido a big tech dona de Instagram, Facebook e WhatsApp de restringir a entrega de postagens relacionadas a candidatos à Presidência da República.

"A decisão confirma tudo aquilo que a gente vem denunciando em relação à interferência da Meta nas eleições aqui do Brasil. Já fizemos essa denúncia junto a entidades e parlamentares de 12 países numa videoconferência. Ontem, tivemos reunião da coordenação da campanha com observadores internacionais, exatamente também para fazer essa denúncia", disse o senador Camilo Santana (PL-CE), coordenador da campanha de Lula.

O senador citou também uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que revela mensagens internas de funcionários da big tech que admitem restrições que prejudicaram postagens de Lula no Instagram, além de recomendações do algoritmo da plataforma do perfil de Flávio Bolsonaro. A Meta já admitiu problemas, mas nega ter havido interferência nas eleições.

"Nós não aceitamos interferência externa, porque isso gera desequilíbrio eleitoral em uma eleição tão apertada. A gente espera que a Meta cumpra a decisão do Tribunal Superior Superior Eleitoral e que possa dar transparência às denúncias que temos feito", disse Santana.

O ministro da Comunicação Social Sidônio Palmeira, que está de férias e reforça a campanha de Lula, diz que as ações da plataforma prejudicam a democracia.

"Se toda vez as bigs, no nosso caso a Meta, especificamente, interferir(em) no processo eleitoral, é muito preocupante no mundo democrático como todo. Nós não vamos aceitar, vamos estar atentos a todas essas medidas que a Meta está interferindo aqui em peol de um candidato. Isso ficou muito claro", afirma Sidônio.

A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze foi proferida na véspera atendendo a um pedido da a campanha de Lula, que desde o fim de semana informou ao TSE uma série de supostas irregularidades. A mais recente delas versava justamente sobre comandos para geração de imagens de inteligência artificial em uma ferramenta da Meta, que não permitiam gerar imagens com o nome de Lula e o número 13 mas permitiam a criação de conteúdo relacionado ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e a seu número de candidato, o 22.

Pela decisão, o Facebook, uma das redes sociais operadas pela Meta, deve abster-se de reduzir a distribuição de publicações, impedir recomendações ou restringir resultados de busca. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 500 mil.

Além da falta de isonomia da ferramenta de IA da Meta, a campanha de Lula enumerou ao TSE fatos que considera irregularidades em uma série de petições desde o dia 14 de outubro.

Segundo a coligação de Lula, a Meta teria adotado "seletividade algorítmica" que prejudicaria a campanha do petista. A campanha cita um levantamento da organização CTRL+Z que reuniu 1.121 relatos de perfis favoráveis a Lula removidos, restringidos ou com alcance reduzido.

A campanha também afirma que, entre a noite de 9 de outubro e a manhã de 10 de outubro, o perfil @lulaoficial no Instagram ficou impedido de impulsionar conteúdos no feed, sem explicação. Antes disso, em 23 de setembro, a Meta havia desabilitado a conta de anúncios "Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente". Segundo a petição da campanha ao TSE, a própria empresa posteriormente reconheceu que a medida decorreu de duas restrições anteriores "erroneamente tratadas como graves".

A coligação de Lula aponta ainda tratamento não isonômico na distribuição de conteúdo. Segundo os dados apresentados, o perfil oficial do adversário de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores, teria registrado, entre 1º e 7 de outubro, média de curtidas e comentários 2,96 vezes maior. Nos reels, a média teria sido de 15,64 milhões de visualizações, ante 5,91 milhões no perfil de Lula, e a taxa de interação, 3,58 vezes maior.

A peça cita também o que considera como engajamento desproporcional de publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cujo perfil, com 22,9 milhões de seguidores, teria média de cerca de 40 milhões de visualizações por vídeo, "patamar equiparável ao de perfis com mais de 300 milhões de seguidores, como o de Kylie Jenner".

Com uma diferença acima da margem de erro, Flávio lidera, mas Lula cresceu três pontos percentuais desde último levantamento do instituto Gerp

Ao assinar simbolicamente a promulgação nesta sexta-feira, 16, Lula classificou a medida como "importante, necessária e justa"

Avaliação positiva do governo federal soma 37,8%. A avaliação negativa totaliza 39,5%

Na publicação anterior do instituto, da terça-feira, 13, Flávio aparecia com 51,8% dos votos válidos. Lula tinha 48,2%. O senador caiu 1 ponto e o presidente cresceu na mesma medida

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