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Fique por dentro: Brasil tem maior juro real do mundo após Banco Central manter Selic em 13,75%

Segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, os juros reais brasileiros alcançaram 9,49% ao ano, acima dos 8,45% registrados […]

Por Redatores da Empire Cidades 4 de novembro de 2026 às 23:00
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Fique por dentro: Brasil tem maior juro real do mundo após Banco Central manter Selic em 13,75%
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Logo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail O Brasil permanece na liderança do ranking mundial de juros reais após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir, nesta quarta-feira (4), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, os juros reais brasileiros alcançaram 9,49% ao ano, acima dos 8,45% registrados em setembro.

O indicador considera o rendimento dos juros descontada a inflação esperada e permite comparar o custo real do dinheiro em diferentes economias.

A decisão do Banco Central interrompe uma sequência de cinco reduções consecutivas da Selic e reflete a preocupação com a inflação e as perspectivas para a economia brasileira.

Com taxa de 9,49% ao ano, o Brasil ocupa a primeira posição entre as 40 economias acompanhadas pelo levantamento.

A Turquia aparece em segundo lugar, com juros reais de 7,77%, seguida pela Argentina, com 6,80%.

A Rússia ocupa a quarta colocação, com 6,57%, enquanto a Colômbia registra 4,05%.

A média de juros reais entre os países analisados é de 1,28% ao ano, bastante inferior à taxa brasileira.

A diferença evidencia o nível elevado da política monetária adotada pelo Banco Central em comparação com outras economias.

Os juros reais representam a taxa de juros descontado o efeito da inflação.

Enquanto os juros nominais indicam o percentual cobrado ou pago em uma operação financeira, os juros reais procuram mostrar o ganho ou custo efetivo do dinheiro em termos de poder de compra.

Esse indicador é importante porque permite avaliar o grau de restrição da política monetária.

Taxas reais elevadas tendem a encarecer o crédito, reduzir o consumo financiado e dificultar investimentos que dependem de empréstimos.

Por outro lado, também podem aumentar a atratividade de aplicações financeiras de renda fixa.

O Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em março.

A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.

A manutenção da taxa ocorreu em um cenário de preocupações com a inflação, expectativas econômicas e incertezas sobre a evolução das contas públicas.

O Banco Central também acompanha os efeitos das tensões internacionais, especialmente sobre os preços do petróleo e a taxa de câmbio.

A Selic é o principal instrumento utilizado pela autoridade monetária para tentar controlar a inflação e influenciar as condições de crédito da economia.

Embora lidere o ranking de juros reais, o Brasil aparece na quarta colocação quando são consideradas apenas as taxas nominais.

Nesse tipo de comparação, países como Turquia, Argentina e Rússia apresentam taxas básicas superiores à brasileira.

A diferença entre as duas classificações ocorre porque a inflação esperada varia entre as economias.

Um país pode ter juros nominais elevados, mas apresentar juros reais menores quando as expectativas de inflação também são altas.

Por isso, o ranking de juros reais é utilizado para avaliar de maneira mais comparável o nível de restrição monetária entre diferentes países.

A manutenção da Selic em patamar elevado influencia diferentes setores da economia brasileira.

Para os consumidores, o cenário pode significar empréstimos e financiamentos mais caros, dependendo das condições oferecidas pelas instituições financeiras.

Empresas também podem enfrentar custos maiores para financiar estoques, ampliar operações e investir em novos projetos.

A redução do crédito tende a moderar o consumo e a atividade econômica, mecanismo utilizado pela política monetária para conter pressões inflacionárias.

Ao mesmo tempo, investidores que possuem aplicações vinculadas à Selic ou a outros indicadores de renda fixa podem continuar encontrando remuneração atrativa.

A preocupação com a trajetória dos preços permanece entre os principais fatores considerados pelo Banco Central.

O IPCA acumulado em 12 meses até setembro chegou a 4,58%, acima do limite superior de 4,5% da meta de inflação.

As expectativas do mercado financeiro também passaram por revisões, ampliando a cautela em relação aos próximos movimentos da Selic.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre o petróleo representam riscos adicionais.

Oscilações cambiais e mudanças nas condições financeiras globais também podem influenciar a inflação brasileira.

A próxima reunião do Copom será realizada em dezembro, quando o Banco Central voltará a avaliar a necessidade de alterar a taxa básica.

A manutenção dos juros em novembro não determina antecipadamente qual será a decisão seguinte.

Os integrantes do comitê deverão acompanhar indicadores de inflação, atividade econômica, câmbio e expectativas do mercado.

Enquanto isso, o Brasil segue com o maior juro real entre as economias analisadas no levantamento internacional.

A evolução desse indicador dependerá tanto das decisões do Banco Central quanto das projeções de inflação para os próximos meses.

#Brasil#Internacional#Política#Economia
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