Fique por dentro: Bola no chão e aproximação fazem Palmeiras ativar seus talentos e vencer
O Verdão reativou algo próximo de sua melhor versão com a bola na 1ª etapa, e colheu os frutos com boas atuações de seus jogadores mais desequilibrantes no triu
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Consulte formatos e valores disponíveisA vitória foi magra e não reflete exatamente a produtividade dos donos da casa, mas a boa atuação do Palmeiras em grande parte do jogo merece ser exaltada na tarde deste domingo, em São Paulo. O Verdão reativou algo próximo de sua melhor versão com a bola na 1ª etapa, e colheu os frutos com boas atuações de seus jogadores mais desequilibrantes no triunfo de 1x0 sobre o Vasco.
Maurício foi a chancela decisiva de Abel na escalação. O meia fez o gol do jogo. Jhon Arias foi a peça mais desequilibrante. Piquerez, Marlon Freitas, Evangelista e Maurício também merecem destaque. O Cruzmaltino marcou muito mal nos primeiros 30 minutos. Teve dois momentos de melhoria, mas poderia ter voltado para casa com uma derrota pior, principalmente após a expulsão de Saldívia.
Abel Ferreira manteve o esquema com três zagueiros e deixou Vitor Roque novamente no banco. A novidade foi a saída de Andreas Pereira para a entrada de Maurício. Pedro Emanuel iniciou com Lucas Pitón na lateral-esquerda. Cuiabano ficou no banco. Adson foi a escolha para o desfalque de Andrés Gómez na ponta-direita. Cuesta seguiu fora. Saldívia formou a zaga com Robert Renan mais uma vez.
O 1º tempo no Nubank Parque mostrou mais uma vez como o Palmeiras tem potencial para ser produtivo quando bota a bola no chão e aproxima seus jogadores de maior talento. Alguns se beneficiam muito desta versão. Jhon Arias é o maior favorecido. A estratégia que utilizava o colombiano como alvo de passes entre a defesa e o meio cruzmaltino foi o grande destaque.
Lucas Evangelista recuava e praticamente se alinhava ao trio de zagueiros na saída de bola. Barboza e Murilo abriam para fixar a atenção de Adson e Colídio. Lescano e Thiago Mendes davam passos para frente, e Evangelista descobria Arias com frequência nas costas de Lescano. Saldívia, mesmo resguardado por Sosa formando a linha de cinco defensiva do Vasco, não ''saltava'' para pressionar.
Arias recebeu alguns passes nessta zona sem marcação e compactação dos cariocas, e dali protagonizou jogadas de destaque com a ultrapassagem de Piquerez pela esquerda e as aproximações de Flaco López e Maurício. O argentino flutuava e recuava mais do que o meia, que fazia movimentos de ataque à última linha vascaína.
Exatamente em um desses movimentos, recebeu um passe açucarado de Marlon Freitas e botou o Palmeiras na frente no placar aos 23 minutos. Jogada que começou com Arias e Piquerez pela esquerda. Um resumo quase perfeito do ótimo funcionamento ofensivo dos donos da casa, que já faziam por merecer uma vitória. Flaco e Giay haviam perdido ótimas chances.
Mesmo reduzindo o ímpeto para atacar e também para pressionar a saída do Vasco, outro ponto que gerou problemas aos visitantes, o Palmeiras ainda chegou perto de marcar o segundo antes do intervalo. Léo Jardim, em uma das intervenções atrapalhadas que fez na 1ª etapa, se precipitou ao tentar abafar um passe para Flaco López nas costas da zaga e Paulo Henrique salvou o gol de Arias.
O lateral-direito do time carioca foi um dos poucos detalhes positivos da equipe antes do intervalo. Mesmo tendo trabalho defensivo, levou o Vasco ao ataque com algumas conduções e tabelas com Adson, que deu trabalho a Barboza. Fez um cruzamento que terminou em finalização perigosa de Lescano, a única relevante do Gigante da Colina no 1º tempo.
Com o ''relaxamento'' da pressão alviverde na saída de bola cruzmaltina, o meia argentino pôde trabalhar pela faixa central com maior desenvoltura. Thiago Mendes esteve apagado, assim como Colídio e Bruno Duarte, amplamente dominados por Murilo e Gustavo Gómez. Murilo ainda encaixou bons passes em fase ofensiva. Marlon Freitas foi mais um destaque palmeirense nesse sentido.
Pedro Emanuel pôs o titular Cuiabano no intervalo. O amarelado Lucas Piton saiu. O Vasco manteve a crescente gradual em sua posse de bola no campo de ataque. Colídio começou a transitar longe do setor de Murilo e participar mais do jogo. Acionou Adson antes de um bom chute do camisa 28 logo no primeiro minuto do 2º tempo.
Thiago Mendes foi mais um a elevar o nível no time vascaíno depois do intervalo. Ele participou de uma excelente jogada com Lescano por dentro, mas muito mal finalizada por Cuiabano em saída de pressão bastante eficaz dos cariocas. O Cruzmaltino evoluiu nesse aspecto. Pouco depois reclamou de pênalti em lance que a bola de fato pegou no braço aberto de Barboza dentro da área.
O Palmeiras não deixava de incomodar. Assustou com Arias e Flaco em ataques rápidos, além de um chute de Piquerez da entrada da área, mas não controlava o jogo, que ganhou um caráter mais aberto. Lucas Evangelista foi sacado antes dos 20 minutos. Andreas Pereira entrou. No Vasco, Adson e Lescano saíram de forma precoce, provavelmente desgastados. Brenner e Ramon Rique entraram.
Os donos da casa voltaram a crescer. O Vasco perdeu poder de retenção de bola e agressividade por alguns minutos sem Adson e Lescano. Isso possibilitou novos momentos de posse ao alviverde nas imediações da área. O suficiente para Flaco López levar perigo em cabeçada após cruzamento de Piquerez.
Barboza, em mais uma atuação irregular, levou cartão amarelo, e Abel se preocupou em sacar o zagueiro. Arthur entrou. Piquerez passou a jogar de zagueiro. Vitor Roque também foi a campo. Maurício descansou. No Vasco, Marino Hinestroza substituiu o inefciente Bruno Duarte. Brenner se fixou como centroavante.
Aos poucos o Cruzmaltino foi voltando a ter ímpeto ofensivo e Cuiabano obrigou Carlos Miguel a fazer boas defesa. Quando parecia que o time teria um novo período de destaque, Saldívia errou um domínio em rebatida de bola de Arthur, foi desarmado por Vitor Roque, e empurrou o atacante adversário para brecar o contragolpe. Levou o segundo amarelo e acabou expulso.
Gabriel Pereira entrou para recompor a zaga. Colídio saiu. O time passou a defender em um 5-3-1, com Brenner como homem mais adiantado. Abel tirou Giay a colocou Erick Belé. Arias virou o ala-direito em um versão ultraofensiva do Palestra. O time da casa rondou a área e levou perigo em alguns cruzamentos e chutes de fora da área, mas faltou eficiência para produzir mais e ampliar o placar.
Cuiabano ainda finalizou sem perigo em contra-ataque puxado por Marino Hinestroza nos acréscimos. Diante do cenário da partida e o resultado final, a torcida cruzmaltina cantou com empolgação ao término do jogo no Nubank Parque.
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