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Fique por dentro: Atividades físicas ajudam na prevenção contra o câncer de mama

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 06:33
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Fique por dentro: Atividades físicas ajudam na prevenção contra o câncer de mama
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A prática de atividades físicas não são importantes apenas para o corpo. O exercício físico também é visto como um aliado para a prevenção do câncer de mama e é amplamente recomendado pelo Ministério da Saúde para esse e outros tipos de tumores.

Em entrevista conforme apuração dos redatores da Empire Cidades Brasil neste sábado (31), Jorge Abissamra Filho, coordenador da equipe médica de Oncologia da Hapvida, explicou que mulheres fisicamente ativas têm, em média, risco de 10% a 20% menor de desenvolver câncer de mama em comparação às sedentárias.

"Primeiramente, o exercício físico ajuda a controlar o peso corporal e a reduzir a gordura visceral. Isso é particularmente importante após a menopausa, quando o tecido adiposo passa a ser uma das principais fontes de produção de estrogênio, hormônio que pode estimular o crescimento de determinados tumores mamários", explica o médico.

Isabel Teixeira retirou mamas após diagnóstico de síndrome ligada ao câncer Perda de autonomia afeta saúde mental de idosas com câncer de mama Câncer de mama: primeiro sintoma é o aparecimento de um nódulo fixo Além disso, os treinos são uma das práticas que mais ajudam a reduzir a obesidade, um dos fatores de risco para o câncer de mama. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina, reduz inflamações e contribuem para a regulação hormonal e metabólica do organismo.

"Para pacientes que já receberam o diagnóstico de câncer de mama, os benefícios são igualmente relevantes. Durante o tratamento, a atividade física adaptada às condições clínicas da paciente pode reduzir a fadiga relacionada à quimioterapia, preservar a massa muscular, melhorar a capacidade cardiovascular e contribuir para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida", aponta o médico.

De acordo com o neurologista Yuri Macedo, do Hospital Badim (RJ), os exercícios físicos estimulam a neuroplasticidade do cérebro, capacidade do sistema nervoso de reorganizar suas conexões ao longo da vida.

“Já sabemos que a atividade física pode aumentar algumas estruturas fundamentais para a nossa memória, como é o caso dos hipocampos. Eles são pequenas estruturas localizadas nos nossos lobos temporais que são consideradas uma área primária da memória, onde encontra-se toda a nossa memória, mas é uma região muito importante para a nossa memória funcionar.”, explica.

É nessa área que ocorre a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como endorfinas e serotonina, o que ajuda a melhorar humor, ansiedade e disposição.

“Muita gente imagina que a proteção de doenças demenciais venha de trabalhos intelectuais, como palavras cruzadas e jogos de estímulo à linguagem ou outros aspectos da cognição. Mas hoje já se sabe que um dos principais fatores de proteção para síndromes demenciais é a atividade física", conta o médico.

A melhor estratégia é combinar exercícios aeróbicos, como caminhada acelerada, corrida, bicicleta, natação e dança, com atividades de fortalecimento muscular, como musculação e pilates com resistência, que preservam a massa muscular e a saúde óssea, sobretudo na menopausa.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade intensa. Também deve ser realizado o fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.

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