Fique por dentro: Ajuste de Flávio ameaça SUS e universidades, avalia Durigan
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Consulte formatos e valores disponíveisMinistro da Fazenda defende ajuste fiscal “sem dar cavalo de pau” caso Lula ganhe e reconhece que economia deve desacelerar em 2027
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, diz que governo deve oferecer crédito a empresas com fim da escala 6x1 | Divulgação/Washington Costa/MF
O ministro da Fazenda , Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que o ajuste de R$ 200 bilhões defendido pela campanha de Flávio Bolsonaro ( PL) é “ totalmente impossível” de ser realizado em 2027 sem comprometer serviços públicos.
Entre os riscos, ele citou o atendimento pelo Sistema Universal de Saúde (SUS), às universidades federais e às ações de resposta ao desmatamento e desastres naturais.
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Ele também criticou a proposta de Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, de substituir servidores por inteligência artificial (IA), sob o argumento de que cerca de um terço dos servidores federais são professores.
Questionado sobre como um eventual quarto mandato de Lula conteria o avanço da dívida pública, Durigan defendeu a redução de despesas obrigatórias e o aumento gradual dos resultados positivos das contas do governo.
Apesar de cobrar da campanha do PL detalhes sobre o ajuste de R$ 200 bilhões proposto por Flávio, Durigan não especificou quais novos cortes podem ser feitos em um eventual quarto mandato de Lula.
O ministro citou medidas já adotadas, como a revisão de benefícios tributários, a reoneração da folha de pagamento e a tributação de fundos fechados e de recursos mantidos no exterior. Também mencionou uma limitação no Fundo Constitucional do Distrito Federal
“Nós vamos pegar o orçamento que vai ser positivo ano que vem e nós vamos aumentar os resultados positivos nos próximos anos. Sem dar cavalo de pau e sem fazer loucura”, afirmou.
Na entrevista, o ministro reconheceu a possibilidade de desaceleração da economia em 2027 , mas descartou risco de recessão.
Durigan afirmou que a queda dos juros, combinada com investimentos públicos em áreas como descarbonização, mobilidade urbana e inteligência artificial, poderá estimular a retomada.
Segundo ele, a intenção é criar condições para que, após uma eventual perda de ritmo em 2027, o país volte a crescer próximo de 3% nos anos seguintes.
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