Fique por dentro: A família dona de um império com 600 imóveis e que movimenta R$ 1 bilhão em construções no Sul
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Consulte formatos e valores disponíveisA família dona de um império com 600 imóveis e que movimenta R$ 1 bilhão em construções no Sul Com shoppings, centros logísticos, prédios históricos e condomínios, a Dallasanta construiu um império imobiliário em 25 anos e agora avança para novos mercados Pedro Dal Magro, sócio-diretor da Dallasanta: empresa fundada por seu pai há 25 anos reúne mais de 600 imóveis próprios e movimenta R$ 1 bilhão em construções. (Dallasanta/Divulgação)
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 07h01 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A gestora imobiliária gaúcha Dallasanta chega aos 25 anos em 2026 com mais de 600 imóveis próprios, R$ 1 bilhão em construções e 2,5 milhões de metros quadrados em terrenos. No primeiro semestre, a empresa investiu R$ 140 milhões em centros comerciais e loteamentos e mantém apostas em urbanismo, centros logísticos e revitalização de prédios históricos.
Quem circula por Porto Alegre provavelmente já passou diante de algum imóvel da Dallasanta . O nome da empresa aparece em placas de terrenos, lojas e edifícios espalhados pela cidade. Mas sua presença vai muito além dos endereços identificados. De centros comerciais a galpões logísticos, passando por hospitais, prédios históricos e condomínios residenciais, a companhia da família Dal Magro tornou-se uma das principais proprietárias de imóveis do Rio Grande do Sul .
Fundada em 2001, a Dallasanta chega aos 25 anos com mais de 600 imóveis próprios, R$ 1 bilhão em construções e um banco de terrenos superior a 2,5 milhões de metros quadrados. A companhia está presente em 20 cidades gaúchas, administra mais de 400 mil metros quadrados de área locável e mantém mais de 500 empresas instaladas em seus endereços.
Somente no primeiro semestre de 2026, investiu R$ 140 milhões em centros comerciais e loteamentos. O portfólio reúne desde pequenas lojas alugadas a comerciantes locais até imóveis ocupados por multinacionais como Amazon, McDonald's e PepsiCo.
A estratégia não é exatamente construir prédios para vendê-los. A Dallasanta atua como proprietária e gestora de patrimônio imobiliário, compra terrenos, administra aluguéis e faz parcerias com incorporadoras para desenvolver empreendimentos. Parte dos ganhos volta para o caixa e financia novas aquisições.
"O dinheiro fica dentro da empresa e é usado para investimento. Isso foi desde o começo", afirma Pedro Dal Magro, sócio-diretor da Dallasanta e integrante da segunda geração da família à frente dos negócios.
A combinação de renda recorrente, valorização imobiliária e novos projetos ajuda a explicar como uma empresa que começou administrando algumas casas para aluguel passou a participar de grandes empreendimentos imobiliários no estado.
A origem da Dallasanta está em um negócio bastante diferente do mercado imobiliário . O fundador, Rogério Dal Magro , é engenheiro mecânico e havia construído sua trajetória profissional no setor de manutenção industrial.
Antes de empreender, trabalhou em empresas como Pirelli e em um estaleiro de Porto Alegre. Posteriormente, fundou a Estrutural, especializada em serviços de manutenção industrial, com atuação em diferentes regiões do Brasil, especialmente em refinarias.
O negócio exigia viagens frequentes. Com dois filhos pequenos e a família estabelecida em Porto Alegre , Rogério começou a procurar uma alternativa que permitisse diversificar seus investimentos e passar mais tempo na cidade.
A compra de imóveis para aluguel surgiu como uma possibilidade. Inicialmente, adquiriu algumas propriedades com recursos acumulados na atividade industrial. À medida que a carteira cresceu, decidiu criar uma estrutura própria para administrá-la.
Em 2001, fundou a Dallasanta com o cunhado Gustavo. O primeiro escritório era pequeno, assim como o patrimônio imobiliário que começava a ser organizado. Os investimentos iniciais estavam concentrados em casas antigas, reformadas para locação. A empresa também aproveitava oportunidades de aquisição em leilões, buscando propriedades que pudessem gerar renda e se valorizar.
Por volta de 2003 e 2004, começou a desenvolver pequenos centros comerciais. Um dos primeiros foi construído na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre. Pouco depois, vieram lojas na zona sul da capital. A aquisição da maior parte das lojas do antigo Nova Olaria , entre 2005 e 2006, representou outro passo importante. A operação aproximou a família da administração de centros comerciais, um segmento que posteriormente ganharia peso no portfólio.
A mudança de escala ocorreu na década seguinte. Em 2011, a empresa se transferiu para uma sede maior e ampliou a equipe. Pouco depois, adquiriu o Paseo Zona Sul, shopping a céu aberto no bairro Tristeza, que passou a administrar. O empreendimento exigia uma relação mais próxima com lojistas, consumidores e prestadores de serviços. Também ajudou a desenvolver uma estrutura interna capaz de cuidar de ativos comerciais maiores.
Hoje, a Dallasanta mantém uma equipe direta de aproximadamente 40 a 45 profissionais. A operação relativamente enxuta contrasta com a dimensão de seu patrimônio, administrado com apoio de parceiros e empresas responsáveis pela execução dos diferentes projetos.
Novo capítulo: antigo centro comercial da Cidade Baixa foi revitalizado em um projeto de R$ 190 milhões que também inclui três torres residenciais. (Dallasanta/Divulgação)
A Dallasanta organiza suas atividades em três frentes: propriedades, incorporação e urbanismo.
A primeira é a mais próxima do negócio original da família. Consiste em comprar, manter e administrar imóveis que geram renda por meio de aluguéis. A companhia possui mais de 30 centros comerciais em funcionamento, além de prédios, lojas, hospitais, unidades de ensino e centros logísticos.
São mais de 500 empresas locatárias , de diferentes tamanhos e setores. Entre elas estão redes como Renner, Panvel, Smart Fit, Santander, Hapvida e Fort Atacadista.
"Vai desde uma das maiores empresas do mundo, a Amazon, que está em um imóvel nosso em Nova Santa Rita, até o pequeno comerciante do Quarto Distrito, que tem uma indústria de móveis ou uma borracharia", diz Dal Magro.
Essa diversidade reduz a dependência de um único tipo de ocupante ou segmento econômico, embora também aumente a complexidade de administrar propriedades com características tão diferentes.
A segunda frente é a incorporação imobiliária. Nesse caso, a empresa aproveita terrenos próprios e se associa a incorporadoras que desenvolvem os projetos e executam as obras. A Dallasanta participa dos empreendimentos como proprietária da área e parceira de investimento, sem precisar assumir diretamente toda a estrutura de uma construtora.
Ao longo de sua história, a companhia participou da construção de mais de 1.500 unidades imobiliárias, distribuídas em mais de 15 empreendimentos entregues. São mais de 100 mil metros quadrados de área privativa construída, além de outros dez projetos em desenvolvimento.
Um exemplo é o Nilo Square, complexo de uso misto desenvolvido em Porto Alegre em parceria com o Grupo Melnick . O empreendimento tem valor geral de vendas (VGV) de R$ 720 milhões e reúne unidades residenciais, escritórios, hotel e áreas comerciais, além de aproximadamente 9 mil metros quadrados de lazer.
A terceira frente é o urbanismo, que ganhou força a partir de 2019. Nela, a Dallasanta desenvolve bairros planejados, loteamentos e condomínios horizontais, frequentemente em parceria com outras empresas.
A companhia informa já ter urbanizado mais de 2 milhões de metros quadrados e manter outros 2 milhões de metros quadrados em desenvolvimento.
Para Dal Magro, a possibilidade de dar diferentes destinos a um mesmo terreno é uma vantagem do modelo. Uma área inicialmente adquirida para locação pode, anos depois, ser aproveitada em um empreendimento residencial, comercial ou logístico.
A decisão depende da localização, da demanda e do potencial de valorização.
Parceria imobiliária: empreendimento desenvolvido com a Melnick tem VGV de R$ 720 milhões e reúne residências, escritórios e hotel. (Dallasanta/Divulgação)
Embora o comércio eletrônico tenha transformado o varejo, a Dallasanta continua apostando em espaços físicos de menor porte, especialmente centros comerciais abertos e próximos de áreas residenciais.
Em 2026, a empresa destinou R$ 45 milhões ao desenvolvimento de seis malls urbanos . A proposta é reunir supermercados, academias, restaurantes, farmácias e outros serviços utilizados com frequência pelos moradores do entorno.
Um dos exemplos está em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O Guaíba Park Mall integra um projeto maior de urbanização e reúne operações como McDonald's, Stok Center e outras lojas. Na zona leste da capital, a companhia desenvolve o Urban Mall, com previsão de receber marcas como Smart Fit, Rissul e Salute.
Na zona sul, o Paseo Zona Sul é um dos ativos mais conhecidos da empresa. O shopping a céu aberto, no bairro Tristeza, reúne 40 lojas e 40 salas comerciais. Outro empreendimento do portfólio é o Trend Orla, complexo de uso misto próximo ao Guaíba, com espaços comerciais e de serviços.
A estratégia também envolve adaptar imóveis já existentes, em vez de necessariamente construir novos edifícios.
"O terreno parado é muito ruim. A gente tem um mantra aqui de que as coisas têm que estar andando", afirma Dal Magro.
A preocupação está relacionada ao custo de manter propriedades sem uso e à possibilidade de perder oportunidades de locação. Para evitar a deterioração dos ativos, a Dallasanta mantém uma equipe própria de manutenção, responsável por intervenções preventivas e melhorias nos imóveis.
Varejo a céu aberto: shopping no bairro Tristeza reúne 40 lojas e 40 salas comerciais e integra o portfólio da Dallasanta. (Dallasanta/Divulgação)
Um dos exemplos mais visíveis da estratégia da Dallasanta é o antigo Nova Olaria, centro comercial que marcou a vida cultural de Porto Alegre a partir dos anos 1990.
Localizado na Cidade Baixa, o empreendimento ficou conhecido por reunir restaurantes, lojas, a livraria Bamboletras e o cinema Guion. Com o passar dos anos, perdeu parte de sua movimentação e acabou fechado para uma ampla revitalização.
A Dallasanta, proprietária da área, se associou à Cyrela Goldsztein para desenvolver um projeto que combina a recuperação do espaço comercial com novos edifícios residenciais.
O investimento total informado para a revitalização e expansão do complexo é de R$ 190 milhões. A intervenção preservou elementos arquitetônicos do antigo centro comercial, como paredes de tijolos aparentes e o chafariz, enquanto três torres residenciais foram construídas no terreno.
Rebatizado de Espaço Olaria, o centro comercial tem reabertura marcada para 16 de outubro de 2026, com 17 espaços comerciais e quase 2 mil metros quadrados de área locável. Entre as operações anunciadas estão Balcone, Five Points e a gelateria Gianluca Zaffari.
A revitalização também prevê um memorial dedicado à história do espaço. O antigo cinema, porém, não integra as operações confirmadas para a reabertura.
Outro imóvel histórico do portfólio é o Edifício Herrmann, também conhecido como La Porta, no Centro Histórico de Porto Alegre. O prédio já funcionou como hotel e abrigou instalações da antiga companhia aérea VASP.
Agora, o edifício ganhou uma nova utilização, com espaços de coliving e comércio no térreo. Segundo Dal Magro, alguns andares já estavam ocupados em outubro.
A Dallasanta também possui o imóvel do antigo Cine Avenida, na esquina das avenidas João Pessoa e Venâncio Aires. O prédio passou por diferentes usos ao longo das décadas, incluindo cinema, bingo e atividades de ensino, e atualmente abriga serviços da prefeitura.
Para a companhia, a preservação desses imóveis também representa uma oportunidade de manter propriedades antigas economicamente ativas.
A expansão da Dallasanta não está limitada ao comércio e aos edifícios residenciais. Nos últimos anos, os centros logísticos passaram a ocupar uma posição importante na carteira de investimentos.
Em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a empresa desenvolve um complexo com aproximadamente 100 mil metros quadrados de galpões de alto padrão.
A companhia também participa da 3SB , empreendimento logístico em Nova Santa Rita, município que concentra operações de distribuição e armazenagem próximas aos principais acessos rodoviários da região. É justamente em Nova Santa Rita que a Dallasanta mantém um imóvel ocupado pela Amazon , exemplo da presença de grandes companhias internacionais entre seus locatários.
Os projetos logísticos exigem investimentos maiores e contratos com características diferentes dos aluguéis de pequenas lojas. Por outro lado, permitem trabalhar com áreas extensas e clientes que demandam infraestrutura para armazenagem, distribuição e transporte de mercadorias.
Dal Magro afirma que a empresa vê espaço para ampliar essa frente, embora reconheça a necessidade de avaliar cuidadosamente cada investimento.
O processo de escolha dos terrenos é considerado uma das etapas mais importantes do negócio.
No início, muitas aquisições eram feitas em leilões. Atualmente, segundo o executivo, boa parte das oportunidades chega por meio de parceiros que já conhecem o perfil de investimento da Dallasanta.
A análise considera o preço de compra, a documentação, o potencial de valorização e a possibilidade de encontrar novos ocupantes caso o locatário atual deixe o imóvel.
"A métrica principal é comprar barato. Se você comprar errado, em alguns casos infelizmente acabamos comprando errado, é muito difícil recuperar esse valor depois."
A frente de urbanismo é uma das principais apostas da Dallasanta para continuar crescendo.
A empresa identifica oportunidades na procura por condomínios horizontais, especialmente em cidades próximas a Porto Alegre e no litoral gaúcho, onde famílias buscam casas, áreas de lazer e estruturas de segurança.
Em Xangri-Lá, a companhia desenvolveu o Amare Home Resort, condomínio fechado com VGV de R$ 220 milhões. O projeto ocupa 20 hectares e reúne 306 terrenos, com áreas entre 300 e 567 metros quadrados.
Outro investimento está no Harmony Life & Style, localizado entre Capão da Canoa e Atlântida. Desenvolvido em parceria com a Nazale, o condomínio possui 429 terrenos, dos quais 70% ficam à beira de um lago. Segundo a empresa, 85% das unidades foram vendidas no lançamento.
Em Gravataí, o Zait é outro projeto da carteira. Com VGV de R$ 100 milhões, o condomínio contará com um clube de 8 mil metros quadrados, além de espaços de convivência e serviços.
A Dallasanta também desenvolveu o Guaíba Park, bairro planejado com mais de mil lotes. O projeto reúne áreas residenciais, praças e estruturas comerciais, incluindo um centro de compras.
A atuação começa a ultrapassar as fronteiras gaúchas. A empresa já possui um imóvel voltado à educação na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, além de estudar projetos em Florianópolis, Gramado e Brasília.
Apesar disso, Dal Magro afirma que a expansão geográfica será gradual. A preferência é trabalhar com parceiros que conheçam os mercados locais, evitando investimentos em regiões onde a empresa ainda não possui experiência suficiente.
"Esse crescimento geográfico a gente faz com muito cuidado, porque não quer perder a mão", afirma. "A gente quer sempre estar junto de gente que conhece a região."
A Dallasanta compra terrenos, administra imóveis para locação e estabelece parcerias com incorporadoras para desenvolver empreendimentos. Parte dos recursos obtidos com aluguéis e valorização imobiliária retorna ao caixa para financiar novas aquisições.
A Dallasanta possui mais de 600 imóveis próprios em 20 cidades do Rio Grande do Sul. A empresa administra mais de 400 mil metros quadrados de área locável e abriga mais de 500 companhias, entre pequenos comerciantes e multinacionais como Amazon, McDonald's e PepsiCo.
A Dallasanta investiu R$ 140 milhões em centros comerciais e loteamentos no primeiro semestre de 2026. Desse total, R$ 45 milhões foram destinados ao desenvolvimento de seis malls urbanos.
A Dallasanta divide suas atividades entre propriedades para locação, incorporação imobiliária e urbanismo. O portfólio reúne mais de 30 centros comerciais, além de prédios, hospitais, unidades de ensino, condomínios e centros logísticos.
O antigo Nova Olaria, rebatizado de Espaço Olaria, tem reabertura marcada para 16 de outubro de 2026. A revitalização e a expansão do complexo receberam investimento de R$ 190 milhões e preservaram elementos arquitetônicos do centro comercial original.
A Dallasanta prioriza Porto Alegre, a Região Metropolitana e o litoral gaúcho, com foco em loteamentos e centros logísticos. Segundo Pedro Dal Magro, sócio-diretor da empresa, a expansão para mercados como Florianópolis, Gramado e Brasília será gradual e ocorrerá com parceiros que conheçam cada região.
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