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Falsa médica é presa em Santana após apuração sobre procedimentos estéticos que deixaram paciente com deformidade permanente

Durante a operação, coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana, também […]

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 19:55
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Falsa médica é presa em Santana após apuração sobre procedimentos estéticos que deixaram paciente com deformidade permanente
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Polícia Civil do Amapá prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (28), uma mulher investigada por exercício ilegal da medicina e pela realização de procedimentos estéticos invasivos sem habilitação profissional, em uma clínica localizada no bairro Paraíso, em Santana, município da região metropolitana de Macapá. Durante a operação, coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no estabelecimento.

De acordo com as investigações, a suspeita realizava cirurgias plásticas e outros procedimentos invasivos sem possuir formação nas áreas de Medicina, Enfermagem ou Biomedicina e sem registro em conselho profissional. A apuração policial também identificou condições sanitárias consideradas inadequadas no espaço utilizado para os atendimentos.

A clínica funcionava como uma extensão da residência da investigada e, segundo a Polícia Civil, não possuía alvará municipal nem licença da Vigilância Sanitária. Durante a inspeção, os agentes encontraram baratas nos ambientes destinados aos procedimentos e medicamentos armazenados no mesmo local que venenos utilizados para combater insetos.

As condições encontradas levantaram preocupações sobre a segurança dos pacientes, especialmente diante da natureza dos procedimentos realizados, que envolviam intervenções invasivas e o uso de substâncias medicamentosas.

Um dos casos investigados envolve uma paciente que teria desembolsado mais de R$ 14 mil para realizar procedimentos de lipoenxertia e aplicação de fios de sustentação. Conforme as informações da Polícia Civil, após as intervenções, a mulher desenvolveu uma infecção bacteriana grave, com ocorrência de flegmão, formação de abscesso e deformidade facial permanente.

A lipoenxertia consiste na transferência de gordura de uma região do corpo para outra, enquanto os fios de sustentação são utilizados em determinados procedimentos estéticos para promover suporte aos tecidos. Por envolverem intervenções no organismo, esses tratamentos exigem avaliação adequada, condições sanitárias seguras e atuação de profissionais legalmente habilitados para os procedimentos realizados.

No caso apurado em Santana, a gravidade das complicações relatadas tornou-se um dos elementos que fundamentam a investigação policial. Os fatos são examinados para esclarecer as circunstâncias dos atendimentos, a atuação atribuída à suspeita e as possíveis responsabilidades criminais.

A deformidade permanente mencionada no inquérito reforça a gravidade das consequências relatadas pela paciente. A extensão dos danos e os demais elementos técnicos relacionados ao caso deverão ser considerados pelas autoridades competentes no decorrer da apuração.

Segundo a Polícia Civil, existem cinco inquéritos relacionados à investigada. O procedimento que fundamentou a prisão preventiva apura o caso da paciente que teria sofrido as complicações após os procedimentos estéticos.

Além desse inquérito, a mulher responde a outras quatro investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Santana. Os procedimentos envolvem suspeitas de tentativa de homicídio, lesão corporal grave com deformidade permanente, exercício ilegal da medicina e estelionato.

A diversidade das suspeitas investigadas indica que as autoridades apuram diferentes aspectos da atuação atribuída à mulher, incluindo possíveis danos físicos, irregularidades profissionais e prejuízos financeiros a pacientes.

A Polícia Civil também informou que a investigada possui condenação definitiva a cinco anos, sete meses e dois dias de prisão, em regime semiaberto, por crimes relacionados à sua atuação. Essa condenação é um registro distinto das novas suspeitas que motivaram a investigação e a prisão preventiva.

A prisão foi realizada no âmbito das diligências conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana, que também reuniu materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.

Após ser detida, a mulher passou por exame de corpo de delito e foi encaminhada ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça, conforme os procedimentos legais aplicáveis.

A Polícia Civil informou que a investigada deverá responder por suspeitas de lesão corporal gravíssima, exercício ilegal da medicina com finalidade lucrativa, estelionato, crime contra as relações de consumo e delitos relacionados a medicamentos irregulares.

A definição das responsabilidades criminais dependerá da análise das provas e do andamento dos procedimentos judiciais. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma condenação pelos fatos que ainda estão sob investigação.

#Macapá#Cidades#Polícia#Saúde
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