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Entenda: YouTube reúne produtoras e canais em SP para mostrar o futuro da creator economy

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 00:35
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Entenda: YouTube reúne produtoras e canais em SP para mostrar o futuro da creator economy
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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YouTube reúne produtoras e canais em SP para mostrar o futuro da creator economy Novelas, realities, podcasts e projetos esportivos foram apresentados a marcas e investidores na primeira edição do YouTube Fair, acompanhada pela EXAME YouTube Fair 2026: evento reuniu criadores, produtoras e marcas para discutir novos negócios. (Guilherme Gonçalves/Exame)

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 21h27 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A plataforma de vídeos YouTube realizou nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, em São Paulo, a primeira edição do YouTube Fair para conectar criadores, produtoras, marcas e investidores. Quinze parceiros apresentaram novelas, realities, documentários e outros projetos previstos para 2027, em uma estratégia que busca transformar canais digitais em empresas de entretenimento e novas propriedades intelectuais.

O YouTube quer ir além dos vídeos e transformar criadores de conteúdo em grandes empresas de entretenimento. Para isso, está aproximando canais, produtoras e anunciantes em uma estratégia que busca transformar audiência em novos negócios.

Foi essa a proposta da primeira edição do YouTube Fair , realizada nesta terça-feira, 20, na Community Creators Academy , na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

O evento reuniu executivos do Google, empresa controladora do YouTube, criadores de conteúdo, empresários, produtoras, agências, marcas e investidores para apresentar projetos que devem ganhar espaço na plataforma em 2027.

Ao todo, 15 parceiros participaram da iniciativa , apresentando apostas que vão de novelas e realities a programas de gastronomia, música e competições esportivas. Em estandes espalhados pelo espaço, os participantes puderam conhecer novos formatos, conversar com produtores e discutir possíveis parcerias comerciais.

A EXAME acompanhou o encontro e conversou com executivas do Google sobre os próximos passos desse mercado . "O mercado de conteúdo mudou, e o YouTube Fair nasce para reunir os diferentes lados desse ecossistema e estimular novas possibilidades de colaboração", afirma Esly Paiva , líder de branded content no Google.

A proposta representa uma evolução na relação entre a plataforma e seus criadores . Em vez de depender exclusivamente da monetização dos vídeos e de campanhas publicitárias pontuais, grandes canais passaram a desenvolver produções com identidade própria, planejamento comercial e potencial para atrair investimentos recorrentes.

O principal conceito apresentado durante o evento foi o de propriedade intelectual, ou IP, na sigla em inglês.

Na prática, trata-se de transformar uma ideia em um programa ou formato que possa ganhar novas temporadas, atrair patrocinadores, ser licenciado e, eventualmente, gerar diferentes fontes de receita.

É uma lógica próxima à adotada por emissoras de televisão e grandes produtoras de entretenimento.

Entre os projetos apresentados estavam microdramas da Nose , novelas da SOFA DGTL , produções documentais da Califórnia Originals , realities da Sony e uma nova experiência do MasterChef Creators, da Endemol Shine Brasil.

Também participaram iniciativas ligadas à Kings League, TNT Sports, FitDance, Play9, Dia TV, MTV, Final Level e Anonymous Content , responsável pelo Tiny Desk Brasil.

Segundo Esly Paiva, o Google atua como parceiro comercial desses projetos, oferecendo sua estrutura de vendas, inteligência de mídia e ferramentas de mensuração para ampliar o alcance das produções.

Em alguns casos, a companhia também participa do financiamento da produção, em modelos que combinam investimentos publicitários e aportes para viabilizar os conteúdos.

A executiva cita o MasterChef Creators como exemplo de projeto que precisou dessa articulação comercial para chegar ao público.

No Brasil, o ecossistema criativo do YouTube contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB em 2025 e sustentou mais de 150 mil empregos diretos e indiretos , segundo estudo da Oxford Economics encomendado pela plataforma.

Entre os participantes estavam alguns dos principais nomes da creator economy brasileira, incluindo representantes do Porta dos Fundos, Aqueles Caras e Podpah.

O Porta dos Fundos contou com a presença de Gregório Duvivier e João Vicente de Castro , atores e sócios do grupo. Já o Podpah levou parte de sua operação ao evento e realizou uma gravação de podcast durante a programação.

Porta dos Fundos e Aqueles caras estão ligados ao ecossistema de negócios da SMPL , empresa fundada por Guilherme Baldacini e Victor Assis , que também é CEO do Grupo Podpah.

Criada em 2026, a SMPL atua como aceleradora de canais digitais . Sua proposta é estruturar as áreas comerciais, financeiras e estratégicas de grandes criadores, permitindo que eles se concentrem na produção de conteúdo.

A presença desses grupos no YouTube Fair ilustra uma transformação mais ampla: criadores que começaram produzindo vídeos para a internet passaram a operar como empresas de mídia, com programação, equipes comerciais e projetos desenvolvidos para grandes anunciantes.

Guilherme Baldacini e Victor Assis, sócios da SMPL: dupla aposta na profissionalização de criadores de conteúdo e na expansão dos negócios digitais. (SMPL/Divulgação)

Além de apresentar produções, o YouTube Fair trouxe discussões sobre como o comportamento cultural dos brasileiros pode orientar os próximos investimentos em conteúdo.

Lívia Sitta , líder de Strategic Insights no Google, apresentou um trabalho de inteligência de mercado que mapeou dez grandes territórios da cultura brasileira.

A pesquisa analisou conteúdos de diferentes fontes, incluindo produções audiovisuais, publicações acadêmicas e conversas nas redes sociais, para identificar temas e narrativas capazes de mobilizar a atenção do público.

Lívia Sitta, líder de Strategic Insights no Google: cultura orienta novas estratégias de conteúdo. (Guilherme Gonçalves/Exame)

O objetivo é ajudar anunciantes a identificar oportunidades de comunicação e desenvolver projetos conectados aos interesses dos consumidores.

Na avaliação da executiva, as marcas precisam olhar além das datas tradicionais do calendário publicitário e compreender como as pessoas se relacionam com a cultura ao longo de todo o ano.

Durante sua apresentação, Lívia destacou o papel dos criadores na construção dessas conversas e defendeu que as empresas desenvolvam uma relação mais próxima com os produtores de conteúdo.

O Google também vem apostando em formatos capazes de disputar espaço com a televisão tradicional, como novelas, programas de auditório, competições esportivas e grades de programação contínua.

É nesse ambiente que o YouTube pretende ampliar sua presença em 2027 : não apenas como uma plataforma de distribuição de vídeos, mas como um espaço em que criadores, marcas e produtoras desenvolvem, financiam e comercializam novas formas de entretenimento.

O YouTube Fair é um evento criado para aproximar canais, produtoras, anunciantes, agências e investidores. A primeira edição ocorreu em 20 de outubro de 2026, na Community Creators Academy, em São Paulo, com 15 parceiros.

O evento apresentou projetos de novelas, realities, documentários, gastronomia, música e competições esportivas com espaço previsto na plataforma em 2027. Participaram produtoras e marcas como Nose, SOFA DGTL, Sony, Endemol Shine Brasil, Kings League, TNT Sports, FitDance, Play9, Dia TV e MTV.

Significa desenvolver uma ideia como programa ou formato que possa receber novas temporadas, patrocinadores e licenciamento. Esse modelo permite criar diferentes fontes de receita, de forma semelhante à estratégia de emissoras de televisão e produtoras de entretenimento.

Segundo Esly Paiva, líder de branded content no Google, a empresa oferece estrutura comercial, inteligência de mídia e ferramentas de mensuração. Em alguns projetos, o Google também participa do financiamento por meio de investimentos publicitários e aportes na produção.

O evento reuniu representantes do Porta dos Fundos, Aqueles Caras e Podpah, entre outros grupos da economia dos criadores. Gregório Duvivier e João Vicente de Castro representaram o Porta dos Fundos, enquanto o Podpah gravou um podcast durante a programação.

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