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Entenda: Uma história de guerra

Não é uma guerra, são várias camadas que se sobrepõem.

Por Redatores da Empire Cidades 7 de novembro de 2026 às 19:44
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Entenda: Uma história de guerra
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Prosseguem as negociações entre os EUA e Israel com o Irã. O assunto repercutiu de forma expressiva em âmbito regional e nacional, mobilizando o debate público e a atuação de setores estratégicos.

De acordo com os elementos apurados pela equipe de reportagem, os dados e registros compilados apontam que Não é uma guerra, são várias camadas que se sobrepõem. Se o leitor separar em 4 origens, fica mais fácil de entender: A fronteira desenhada de fora – 1916 Depois da 1ª Guerra Mundial, o Império Otomano caiu. França e Inglaterra fizeram o Acordo Sykes-Picot e desenharam Iraque, Síria, Líbano, Jordânia com régua no mapa, sem respeitar quem era sunita, xiita, curdo, cristão, beduíno. O Iraque, por exemplo, juntou curdos no norte, sunitas no centro e xiitas no sul em um único país. Isso nunca se resolveu sozinho. É a base de muitos conflitos até hoje. Religião + poder – sunita x xiita A divisão começou em 632 d.C., depois da morte de Maomé, sobre quem deveria liderar. Virou divisão religiosa, mas hoje é principalmente política. Arábia Saudita (sunita) e Irã (xiita) disputam influência na região usando aliados: no Iêmen, no Líbano (Hezbollah), na Síria, no Iraque. É uma guerra fria regional. EUA apoiam um lado, Rússia e China apoiam o outro em momentos diferentes. Não é que todo sunita odeie todo xiita. É que os governos usam isso para disputar poder, como na Europa se usou católico x protestante há 400 anos. Israel x Palestina – 1947/1948 Depois da 2ª Guerra Mundial e do Holocausto, a ONU propôs dividir a Palestina em dois estados, um judeu e um árabe, em 1947. Os árabes rejeitaram, Israel declarou independência em 1948 e houve a primeira guerra árabe-israelense. Desde então: 1967 (Guerra dos Seis Dias, Israel ocupa Gaza, Cisjordânia, Golã), 1973, Intifadas, expansão de assentamentos, Hamas em Gaza, Hezbollah no Líbano. É o conflito mais longo e simbólico, mas não é o mais mortal em números. A guerra na Síria (2011-2024) matou mais de 600 mil pessoas, a do Iêmen mais de 377 mil. Petróleo + interferência externa O Oriente Médio tem 48% das reservas de petróleo provadas do mundo. Por isso, desde 1953 (golpe no Irã apoiado por EUA e Reino Unido), 1979 (revolução iraniana), 1990 (invasão do Kuwait pelo Iraque), 2003 (invasão do Iraque pelos EUA), potências de fora sempre interferiram. Quando você invade ou derruba um governo sem construir outro, cria vácuo. Foi o que aconteceu no Iraque em 2003: nasceu a Al-Qaeda no Iraque, que depois virou ISIS. Em 1 de novembro de 2026 a Reuters publicou a matéria “Irã e mediadores do Catar realizam o terceiro dia de negociações para pôr fim à guerra entre EUA e Irã”, que transcrevo. Negociadores iranianos estiveram em Doha neste domingo para o terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores do Catar, com o objetivo de chegar a um acordo para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, disse à Reuters um funcionário a par das discussões. “As negociações ocorrem em meio a preocupações de que o conflito possa se intensificar novamente após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro. O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não lançarão novos ataques contra o Irã antes da votação e que as conversas com Teerã têm sido produtivas, embora não tenha descartado novas ações militares posteriormente. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou no domingo que o objetivo das negociações ‘em andamento e progredindo’ era dar continuidade às consultas com os mediadores do Catar, acrescentando que Teerã está preparada ‘tanto para a defesa quanto para a diplomacia’. Em declarações à imprensa estatal, Araqchi afirmou que as discussões sobre uma ‘proposta de dois dias’ continuavam, mas que ainda não se tinha chegado a uma conclusão definitiva. A emissora catariana Al Jazeera citou Araqchi dizendo em uma entrevista no sábado que negociadores iranianos e catarianos desenvolveram uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias após um possível acordo com Washington. O Irã tem repetidamente afirmado que responderá a quaisquer novos ataques atingindo alvos americanos e israelenses em países vizinhos, enquanto a guerra, que já dura oito meses, continua a interromper o fornecimento global de petróleo e a se espalhar pelo Oriente Médio. ‘Estamos fazendo o nosso melhor neste processo e esperamos que haja racionalidade da outra parte, para que priorizem a diplomacia em relação a outros caminhos’, disse Araqchi sobre as conversas com as autoridades do Catar. O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, ordenou no sábado que as forças armadas se preparassem para qualquer ataque, enquanto os militares anunciaram posteriormente medidas para reforçar seu estado de prontidão. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no sábado que Trump ainda não decidiu se lançará novos ataques contra o Irã, mas prefere resolver o conflito diplomaticamente. Mediadores do Catar estiveram em Teerã na sexta-feira para discussões com autoridades iranianas antes de transferir as negociações para Doha no sábado, disse um funcionário à Reuters. As conversas estavam sendo coordenadas por meio de contatos regulares com Washington, acrescentou o funcionário. ” O conflito lembra muito a obra “A história sem fim” do autor Michael Ende, pelo menos no título. “Repetir, repetir – até ficar diferente, repetir é um dom do estilo” – Manoel de Barros, poeta mato-grossense (1916-2014). O cenário exige acompanhamento contínuo e medidas assertivas para esclarecer eventuais impactos para a sociedade e garantir a segurança das operações envolvidas.

Diante da relevância do fato, órgãos de fiscalização e autoridades competentes intensificaram os protocolos de acompanhamento. Diretrizes preventivas e procedimentos técnicos têm sido reforçados com o objetivo de assegurar a normalidade, o cumprimento da legislação vigente e o pleno atendimento aos padrões de qualidade exigidos.

A redação da Empire Cidades mantém cobertura dedicada aos desdobramentos deste caso, prestando serviço de utilidade pública e atualizando as informações à medida que novos comunicados oficiais e pareceres técnicos forem divulgados.

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