Entenda: Técnico diz que projeto da seleção é de 'renovação' após lista com jovens
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Consulte formatos e valores disponíveisSiga o UOL Esporte no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O técnico Carlo Ancelotti destacou o "projeto de renovação" na seleção brasileira após divulgar nova lista de atletas convocados ( veja a relação completa ). O italiano concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (29), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro.
Esse é um período em que, em vez de focar na qualidade do oponente, devemos focar mais no que temos que fazer, no projeto que temos, que é um projeto de renovação de equipe, de nova geração. Esse é o momento ideal para fazê-lo. Começamos na Data Fifa de setembro a observação dos jovens e estamos observando outros jovens nesta Data Fifa que podem estar no futuro da seleção. Carlo Ancelotti, sobre convocação
Essa convocação é muito equilibrada, muito jovem, porque temos até nove jogadores em idade olímpica e quinze jogadores que têm menos de 23 anos. É uma seleção muito projetada no futuro. Obviamente, todos os jogos são importantes, mas fazer uma renovação não é tão compatível com ter o time pronto. Temos que fazer a renovação, obviamente jogando bem, tentar fazer o máximo para ganhar o jogo. Mas também dar conta de acompanhar essa mudança, essa progressão dos jovens. E chamamos jovens que neste momento não estão jogando nos clubes, porque a seleção tem objetivo diferente dos clubes e temos que acompanhar estes jogadores, que estamos certos de que podem ser o futuro da seleção. Carlo Ancelotti, sobre convocação
Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano durante convocação da seleção brasileira Imagem: Rafael Ribeiro/CBF A seleção viajará à Ásia para dois amistosos. Primeiro, contra o Japão, no dia 14, às 7h15 (de Brasília). Depois, contra Singapura, no dia 17, às 7h. Ambas as partidas acontecerão no Estádio Nacional de Singapura.
Na última Data Fifa, o Brasil enfrentou a Austrália, duas vezes, e a Índia. A seleção de Ancelotti empatou por 1 a 1 com o time australiano, depois venceu os Socceroos por 4 a 2 e, por fim, goleou a Índia por 4 a 0. As partidas aconteceram entre o fim de setembro e o início de outubro.
Reencontro pós-Copa com o Japão. A equipe brasileira saiu vitoriosa no Mundial, em duelo na segunda fase, por 2 a 1. Gabriel Martinelli fez o gol da vitória no minuto final. O jogo contra Singapura será o primeiro entre as seleções.
Na lista passada, a primeira após a eliminação na Copa, Ancelotti fez uma renovação. O italiano priorizou jogadores jovens, chamou dez nomes que atuam no Brasileirão. Todos os setores contaram com novidades, exceto o ataque.
Desta vez, no entanto, a CBF limitou o uso de jogadores de times brasileiros, como o UOL mostrou nesta quinta-feira. Houve decisão de não chamar os atletas dos times envolvidos nas disputas de títulos, além de não convocar mais de um atleta por clube do restante das equipes.
Veteranos desta nova fase da seleção. "Se compararmos com a convocação anterior, escolhemos cinco jogadores que estavam na Copa do Mundo e que pensamos ser parte importante desta seleção para a próxima Copa América e para a próxima Copa do Mundo. Posso falar, não tenho nenhum problema: são Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Vinicius e Raphinha. Depois, nessa convocação, também temos Douglas Santos, que fez um Mundial muito positivo e merece estar nessa convocação. Danilo também é uma coluna vertebral da seleção para os próximos anos".
Estêvão na lista mesmo jogando pouco no Chelsea. "Esperamos que ele possa mostrar todas as qualidades que tem. O que vamos fazer com ele é muito claro para nós. Mesmo que ele não jogue um minuto pelo Chelsea, vamos acompanhá-lo até que pensemos que não seja útil para a seleção. Até o dia em que considerarmos que ele seja útil para a seleção, vamos acompanhá-lo, dando a oportunidade de fazer sua progressão normal, que é a de um jovem de 19 anos como ele. São objetivos distintos dos que ele tem no Chelsea".
De olho em Gabigol? "Gabriel Barbosa é um jogador que estamos acompanhando todos os jogos, ontem jogou muito bem contra o Palmeiras, mas não estava na lista larga, então não podia ser convocado. Mas o critério tinha que ser o mesmo. Um jogador do Santos, este era Gabriel Bontempo".
Momento de testes? "Obviamente, sim. Há jogadores que não precisamos testar, como o Alisson. No dia em que Alisson for o melhor goleiro quando começar a Copa América, ele será convocado. Alisson e todos os outros. Mas agora é o momento de observar, renovar e potencializar os jovens atletas brasileiros".
O que fez chamar essas novidades para a seleção? "Cada um tem suas qualidades. Jonathan Jesus me parece um zagueiro muito forte, que tem todas as características para ser um grande zagueiro: muito rápido, muito agressivo e muito inteligente. André tem características diferentes, Alisson Santana tem muita qualidade, Marlon Gomes tem muito dinamismo. Cada um tem seu tipo de característica. O importante é conhecê-los de perto para saber se essas qualidades podem contribuir para a seleção como um todo".
Relação com clubes por 'tirar' jogadores para a seleção. "Eu acho que isso é um período particular, uma data FIFA muito particular para o Campeonato Brasileiro. Está no final e na Europa podem ter esse tipo de problema. Pode ser não agora, mas em março, quando começam as semifinais. Não digo 100%, mas [tenho] uma muito boa relação com todos os clubes brasileiros, graças ao Rodrigo que conhece um pouco tudo isso, e com muitos dos clubes europeus. A conexão é muito boa, nós compartilhamos informação, temos conexão com os jogadores. Então, não digo que é 100% assim, mas a conexão e a relação é muito boa. Não temos pedidos particulares, também porque não precisamos de pedidos. Nós vamos chamar os jogadores que precisamos para a Seleção".
Minutos baixos de Endrick e Estêvão nos clubes. "Boa pergunta. O que eu posso dizer? Eu digo que sempre tenho uma ideia que com um olho você tem que olhar para atrás e com um olho você tem que olhar para frente. O que significa olhar para atrás? Significa que obviamente Estevão ou Endrick seria melhor que eles podem ter minutos, não tanto para o momento, mas para a evolução futura do jogador. Mas podemos também dizer, de maneira positiva, que chegam frescos. Que chegam frescos, não chega um jogador cansado. Então eu acho que eles podem fazer uma boa atuação com a seleção".
Vai rodar bastante a lista? "Eu acho que mais ou menos os jogadores os conhecemos. Eu posso pensar que temos outros 4 ou 5. Estou trabalhando muito bem na Seleção Sub-20, estamos trabalhando junto com a Sub-17 para a evolução dos jovens de 2007, como é o Arthur Dias, de 2008, mas também de 2009. Creio que estamos fazendo um bom trabalho conjunto. É claro que não pensamos em ver outros 80 jogadores. Temos uma ideia bastante clara de 5 ou 10 jogadores, que não digo nas próximas convocações, nos próximos anos podem estar aqui. Então é uma avaliação bastante estrita. Temos nomes bastante claros. Começando, como disse, sub-17 e sub-20. Sobretudo os jogadores que podem estar em idade olímpica porque pensamos também que a Olimpíada pode ser um momento muito importante para a seleção e para a avaliação destes jovens".
Reencontro com o Japão. "Bom, contra o Japão nos conhecemos bem. Eu acho que o Japão é sempre um equipe que compete muito bem, muito bem organizado. Mostrou nos amistosos que jogamos o ano atrás. Mostrou também na Copa do Mundo. Vai ser uma partida muito interessante, muito exigente para nós e também muito importante. Eu acho que é um rival que tem que lutar para tentar ganhar".
Jovens e meio-campo mais 'escasso'. "A avaliação que fazemos dos jovens foi muito positiva, começando pelos goleiros, sobretudo em termos de qualidade, não tanto de carácter ou de personalidade. Vemos coisas muito positivas. Como vemos coisas muito positivas, sobretudo dos meios-campistas que estiveram aí, que tivemos a Breno, Bidon, que tivemos o Gabriel Bontempo, que é o setor que nos preocupa um pouco mais. Porque temos mais dificuldade de encontrar bons meio-campistas e nesse momento vimos que temos qualidade em todos os lados, um pouco menos nos meio-campistas, não tanto na qualidade quanto nos números, porque temos zagueiros de qualidades extraordinárias, muito jovens, e muitos. Temos na frente jogadores jovens de qualidade extraordinária, e muitos. Temos menor número de meio-campistas".
Três no meio e três no ataque. "Eu acho que a ideia que vamos ter para o próximo amistoso vai ser a ideia que temos no último jogo contra a Austrália, de tentar jogar contra três meio-campistas, tendo na frente três jogadores que podem ser qualquer, Endrick, Raphinha, Vini, porque também temos que pensar que temos na frente jogadores que podem jogar em diferentes posições, mas para os próximos dois jogos, que vamos a nível tático, seguir com a ideia dos três meio-campistas".
Estêvão jogando pouco no Chelsea. "Estêvão é um tema de futuro, é somente um tema de futuro. Pode ser que hoje, pode ser que tenhamos jogadores melhores que estão atuando, melhores que ele, porque ele não está atuando neste momento. O futuro dele é para o futuro da Seleção. Pensamos que temos que apoiá-lo nesta progressão que ele tem que ter para sua idade. Estevão está aqui e ele vai ajudar estando conosco".
Faltam jogos no Brasil? "Essa é uma ideia que a CBF está tentando atuar. Porque sim, podíamos jogar alguns amistosos aqui, obviamente você tem que ter conta também do calendário internacional, que é muito difícil encontrar equipes, seleções, sobretudo neste momento é muito difícil encontrar seleção para fazer amistoso. Mas também é muito mais complicado encontrar seleção que pode vir ao Brasil para jogar. Então a CBF gostaria de estar mais no Brasil para jogar amistoso, para ter uma conexão mais de perto com o torcedor".
Pressão por resultados? Como lida com isso? "O tema da pressão chegou pela primeira vez em 1996. O [meu] primeiro jogo na segunda divisão. E até agora a pressão está aqui. Sobre a minha cabeça, a pressão é absolutamente normal pelo trabalho que fazemos. Entendo perfeitamente a pressão dos meus colegas, porque é a mesma pressão. E depois tu pode ter países onde há um pouco menos pressão, mas a pressão do treinador individualmente é igual em todos os lados, em todos os setores, que pode ser a seleção, a primeira divisão, a segunda divisão e também o treinador de base tem pressão. É absolutamente normal, mas tenho também que dizer que a pressão não é uma coisa negativa. A pressão te deixa acordado, não te deixa dormir.
Convocou Bontempo de novo porque gostou dele? "Isso não é que os jogadores que estavam na primeira [convocação pós-Copa] e não estão agora estão cancelados. Não é assim. A verdade é que eu gostei dele, de sua atitude, de sua personalidade. Estou gostando de sua progressão. Jogou muito bem ontem. Então, eu acho que ele mereceu estar conosco também nesta data".
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