Entenda: SUS terá nove novos medicamentos contra o câncer; veja quais são e indicações
A medida prevê a disponibilização de nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos da doença.LEIA TAMBÉM: Vídeo de Flávio José em apoio a Lula é remov

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Consulte formatos e valores disponíveisSegundo o ministério, os medicamentos são indicados para 13 tipos de câncer, além de linfomas e leucemia, e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes no país. Embora alguns já tenham sido incorporados ao SUS, a medida prevê que eles comecem a ser disponibilizados aos pacientes.
As primeiras remessas serão distribuídas em 20 centros de tratamento de 17 estados, incluindo a Paraíba, segundo o ministério. A previsão é que a oferta seja ampliada para todos os estados até dezembro deste ano.
O Ministério da Saúde não informou quais unidades receberão os medicamentos, mas afirmou que a estratégia pretende atender toda a demanda.
Os medicamentos são indicados para diferentes tipos de câncer, incluindo os de mama, próstata, pulmão, rim e estômago. Veja a lista:
Nem todos os pacientes com esses tipos de câncer poderão receber os medicamentos. A indicação depende de critérios clínicos e da avaliação das equipes de saúde responsáveis pelo tratamento.
Os medicamentos agem de formas diferentes. Alguns impedem a multiplicação das células cancerígenas, enquanto outros atuam nos sistemas hormonal ou imunológico.
A escolha do medicamento dependerá das necessidades de cada paciente. O tratamento pode ajudar a controlar o avanço da doença, prolongar a vida ou reduzir o risco de o câncer voltar.
O Ministério da Saúde também anunciou que pretende disponibilizar 23 novos tratamentos contra o câncer no SUS até dezembro deste ano .
Do total, dez medicamentos serão negociados e comprados pelo governo federal, quatro serão financiados por meio de novos repasses e outros nove serão adquiridos com preços negociados.
O governo estima investir R$ 4 bilhões por ano no conjunto de medidas.
O Ministério da Saúde também anunciou, nesta terça-feira (20), a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para ajudar a identificar precocemente o câncer colorretal na rede pública.
O exame detecta pequenas quantidades de sangue nas fezes, mesmo quando não são visíveis. O resultado pode indicar a necessidade de investigar possíveis pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores.
Inicialmente, os testes serão destinados a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas da doença. A distribuição começará em novembro, de forma gradual, em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O teste não confirma o diagnóstico de câncer, mas ajuda a identificar quem precisa de uma investigação mais detalhada. Se o resultado for positivo, o paciente deverá passar por avaliação médica e poderá precisar de uma colonoscopia para investigar a origem do sangramento.
O governo também anunciou medidas para ampliar o diagnóstico e o tratamento do câncer no SUS.
Entre as medidas está o financiamento de cirurgias videotorácicas para pacientes com câncer de pulmão. O procedimento é minimamente invasivo e utiliza pequenas incisões para permitir a visualização do órgão com uma câmera.
De acordo com o ministério, o governo investirá R$ 46 milhões por ano no financiamento dessas cirurgias. O procedimento pode reduzir o tempo de internação e o risco de complicações após a operação em pacientes selecionados.
O governo também vai ampliar o financiamento da iodoterapia, tratamento que utiliza iodo radioativo. O valor anual passará de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões, um aumento de aproximadamente 246%.
Ainda segundo o ministério, os repasses para medicamentos intravenosos serão quadruplicados. Já os valores destinados aos medicamentos orais serão duplicados.
O Ministério da Saúde também prevê reajustes nos valores pagos por exames anatomopatológicos, como biópsias. A medida inclui ainda a ampliação do financiamento de exames de biologia molecular e sequenciamento genético.
Por fim, o governo também informou que pretende criar um grupo de trabalho para elaborar uma linha nacional de cuidado para o retinoblastoma, um tipo de câncer que atinge a retina e afeta principalmente crianças pequenas.
As medidas buscam padronizar e melhorar o diagnóstico, o encaminhamento e o tratamento de pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).
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