Voltar para a página inicial

Entenda: SUS amplia tratamento contra o câncer com nove medicamentos e previsão de atender 116 mil pacientes

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 16:00
0 visualizações
Entenda: SUS amplia tratamento contra o câncer com nove medicamentos e previsão de atender 116 mil pacientes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

SUS amplia tratamento contra o câncer com nove medicamentos e previsão de atender 116 mil pacientes | Reprodução O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a disponibilizar nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer, com previsão de beneficiar cerca de 116 mil pacientes. A ampliação contempla 13 indicações terapêuticas e busca expandir o acesso a tratamentos oncológicos na rede pública.

A medida faz parte do programa AF-Onco, política do Ministério da Saúde voltada à reorganização do financiamento, da aquisição e da distribuição de medicamentos contra o câncer. A iniciativa abrange pacientes com tumores de mama, estômago, pulmão, próstata, rim e tireoide, além de determinados tipos de linfoma e tumores neuroendócrinos.

Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos serão distribuídos a 21 centros de tratamento localizados em 17 estados. A estratégia integra a meta do governo federal de disponibilizar 23 novos fármacos oncológicos até dezembro de 2026.

Entre os medicamentos contemplados está o abemaciclibe, indicado para pacientes com câncer de mama em estágio inicial e alto risco de recorrência. O tratamento pode representar um custo elevado para quem depende da rede privada, o que torna o acesso pelo SUS especialmente relevante.

Outro destaque é a ampliação das indicações do trastuzumabe, que, além do tratamento do câncer de mama, passa a atender também pacientes com câncer de estômago.

O rituximabe terá suas indicações ampliadas para determinados tipos de linfoma e leucemia. Já o gefitinibe, utilizado no tratamento do câncer de pulmão, deverá ter sua oferta efetivada dentro do novo modelo de aquisição e distribuição de medicamentos.

O programa AF-Onco pretende reduzir dificuldades relacionadas à disponibilidade regular de medicamentos de alto custo na rede pública. Pelo novo modelo, o governo federal ficará responsável pela compra e distribuição de determinados fármacos aos estados e municípios.

A política também prevê o aumento dos repasses destinados a contratos de aquisição que continuarão sob responsabilidade dos hospitais. Para financiar a reformulação, o Ministério da Saúde reservou R$ 3,9 bilhões no Orçamento de 2027, valor que ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.

Outra mudança será a adoção de mecanismos de autorização prévia para tratamentos de maior custo, com análise das informações clínicas dos pacientes. A medida busca ampliar o controle sobre a utilização dos recursos e acompanhar a distribuição dos medicamentos.

SUS também amplia ações de diagnóstico precoce

Além dos tratamentos medicamentosos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para o rastreamento do câncer colorretal. A implantação está prevista para começar em novembro, de forma gradual, nas Unidades Básicas de Saúde de capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. O teste identifica a presença de sangue oculto nas fezes, o que pode indicar alterações que precisam ser investigadas. Quando necessário, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia.

O ministério também trabalha na implementação do teste de DNA-HPV para rastreamento do câncer do colo do útero. O exame identifica a presença do papilomavírus humano, associado ao desenvolvimento da doença.

Outra iniciativa prevê o custeio de cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões e equipamentos específicos, com potencial para reduzir o tempo de internação e as complicações pós-operatórias.

Com a ampliação dos medicamentos, dos exames e dos procedimentos cirúrgicos, o governo federal pretende aumentar as opções de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer disponíveis na rede pública. A estimativa do Ministério da Saúde é que a incorporação dos 23 novos tratamentos amplie em 35% as alternativas terapêuticas oferecidas pelo SUS.

#Belém#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas