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20.out.2026 às 18h32 Diminuir fonte Aumentar fonte Paulo Eduardo Dias São Paulo Um homem em surto morreu após ser contido e algemado por policiais militares em um apartamento na rua Dona Antônia de Queirós, na Consolação, centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (20).
A vítima, identificada como Anderson Felipe Pereira Santos, 31, apresentou comportamento agressivo, segundo relatou à polícia o proprietário do imóvel, um médico, que não foi identificado. Ele disse que Santos lhe deu uma mordida que decepou parte de sua orelha. Em 2024, o mesmo médico havia passado por ocorrência semelhante.
Na chegada dos policiais nesta terça, o médico afirmou que o homem continuava no imóvel, onde batia a cabeça contra a parede, gritava e se arrastava pelo chão em meio a cacos de vidro.
Os agentes disseram que aguardavam a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) quando Santos avançou contra eles. Conforme os PMs, foi necessária a contenção por meio do que chamaram de uso moderado e proporcional de força, além do uso de algemas.
Após contido, o homem apresentou aparente calma e teria sofrido um mal súbito. Os policiais iniciaram manobras de ressuscitação, continuadas pelos agentes do Samu por cerca de 30 minutos. Santos morreu no local.
Os policiais disseram ter notado sobre uma mesa uma substância semelhante à cocaína. Em um dos quartos, foram encontradas seringas. O delegado requisitou diversos exames no corpo de Santos, inclusive para detectar possíveis lesões internas e externas.
O caso foi registrado como morte suspeita, sem causa aparente pelo 78º DP (Jardins).
A ocorrência desta terça-feira tem traços semelhantes aos de outra, em março de 2024, envolvendo o mesmo proprietário e o mesmo edifício. Na ocasião, a ocorrência se deu em um apartamento vizinho.
Fernando Henrique Ribeiro de Carvalho, 26, foi encontrado morto no interior do imóvel. Segundo o médico, os dois mantinham um relacionamento. Naquela data, houve uma briga, conforme o relato. Carvalho mordeu seu braço e posteriormente foi encontrado imóvel sobre a cama.
O médico não consta como investigado em nenhum dos dois casos.
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