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Consulte formatos e valores disponíveisDavid, do Vasco, em ação durante jogo contra o Olimpia, pela Sul-Americana Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF O atacante David Corrêa, do Vasco, foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por suspeita de financiamento ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A Justiça recebeu a denúncia e determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a entrega do passaporte, para impedir que o jogador deixe o país sem autorização judicial.
O Ministério Público se manifestou contra o pedido da Polícia Civil do Espírito Santo, de prisão preventiva do atleta e também contra o bloqueio de seus bens, mas defendeu a aplicação de medidas cautelares. A Justiça acolheu essa alternativa.
O caso é um novo desdobramento da Operação A Tropa, deflagrada em 31 de agosto pela Polícia capixaba para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico interestadual de armas e lavagem de dinheiro.
David foi alvo de mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo em sua residência e no centro de treinamento do Vasco. A investigação ganhou repercussão depois que o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, revelou a existência de mensagens atribuídas ao jogador em conversas com Edson Vander da Silva Júnior, apontado pela polícia como traficante e ex-agente do atleta.
Em um dos diálogos, após receber a fotografia de uma pistola, David teria respondido: "Tem que matar um para ver de qual é". Em outra conversa, ao receber informações sobre uma vítima de tentativa de homicídio, teria escrito: "Mereceu tomar uns tiros mesmo".
Segundo o delegado, as mensagens foram encontradas durante a análise de um celular apreendido em uma investigação de tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024, na Serra, na Grande Vitória. O material levou os investigadores a apurar uma possível relação entre o jogador e o financiamento do tráfico de drogas na região.
A defesa do atleta negou envolvimento com atividades criminosas. O recebimento da denúncia pela Justiça não significa condenação, e o processo deverá apurar a responsabilidade do jogador pelas acusações.
A investigação envolvendo Hayner Willian Monjardim Cordeiro, lateral-direito do Vila Nova, emprestado pelo Santos, teve um desfecho diferente nesta etapa.
Segundo apuração do UOL, o inquérito policial não identificou elementos que vinculasse o jogador aos demais crimes investigados na operação. A conduta atribuída a Hayner ficou restrita a um episódio de compartilhamento de drogas, considerado de menor potencial ofensivo.
Após a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que concordou com esse enquadramento e remeteu o procedimento à Justiça para tramitação no Juizado Especial Criminal.
Diferentemente de David, portanto, Hayner não foi denunciado, segundo as informações obtidas pela reportagem, pelos crimes de financiamento ao tráfico ou participação em organização criminosa no âmbito desse procedimento.
O jogador havia sido alvo de mandados de busca e apreensão na operação, inclusive em sua residência e no centro de treinamento do Vila Nova. Na ocasião, o clube informou que Hayner negava envolvimento com atividades ilícitas.
A Polícia Civil também concluiu o inquérito em relação aos demais investigados. Eles foram indiciados por suspeitas de participação em organização criminosa, tráfico de drogas e tráfico de armas.
Após o oferecimento das denúncias pelo Ministério Público e o recebimento pela Justiça, foram mantidas as prisões dos envolvidos. Segundo informações obtidas pelo UOL, os quatro permanecem custodiados no sistema penitenciário do Espírito Santo.
A investigação teve origem em uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024, na Serra. A análise do celular apreendido naquele caso revelou conversas, registros de transferências financeiras e contatos que levaram os investigadores a ampliar a apuração.
Entre os principais personagens está Edson Vander da Silva Júnior, apontado pelo delegado Rodrigo Sandi Mori como responsável pela vida financeira e pela carreira de David à época, além de exercer papel de liderança no tráfico de drogas em Serra Dourada 3.
A defesa de David, o jogador, o Vasco, o Santos, o Vila Nova e os representantes dos demais investigados foram procurados. O Vila afirmou que não vai se posicionar sobre o caso, enquanto os outros da lista ainda não responderam.
A investigação e os processos judiciais seguem em andamento.
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