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Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 11:20
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Siga o UOL Esporte no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O atacante Neymar usou as redes sociais para comentar sua expulsão no empate por 1 a 1 entre Santos e Bahia, na noite deste sábado (24), na Vila Belmiro.

Durante o desabafo, o camisa 10 detonou o meia Rodrigo Nestor, do Bahia, acusando o adversário de usar uma regra que tem como uma de suas sustentações a luta contra o racismo de forma oportunista — sem que tenha existido qualquer ofensa racial no lance.

O que o Nestor fez comigo hoje eu acho que é muito sério. Sério por quê? Porque é uma lei criada contra o racismo. E ele quis se beneficiar no jogo por um ato que eu botei a mão na boca e nem cheguei a falar nada para ele. Obviamente a gente estava se xingando, trocando farpas ali, e está tudo certo, é do futebol. Só que o que ele fez é muito sério. Se é uma lei criada pelo racismo, como é que ele pode fazer essas coisas? É algo surreal, estou muito triste com o que aconteceu porque ele foi muito safado, de verdade, Neymar.

O camisa 10 do Peixe também rebateu as declarações do jogador do Bahia no intervalo e afirmou que Nestor fingiu ter sido agredido.

Vi uma entrevista dele falando que eu xinguei, que ele não pode falar porque tem crianças assistindo... Mano, ele simulou! Eu joguei a bola na cintura dele, ele meteu a mão na cara. E ele quer dar exemplo de quê? Falou de educação... Irmão, eu também tenho educação. E outra coisa, eu sou homem, mano. O que você fez não se faz, você não pode fazer isso com ninguém, Neymar.

O atacante ainda aproveitou para fazer um alerta sobre o uso da regra e garantiu que, apesar do episódio, vai dormir com a consciência tranquila.

E quem criou essa lei aí, cuidado, mano. Cuidado, porque pode existir safadeza no meio e acontecer o que aconteceu comigo. Vou para casa agora, estou de cabeça limpa, obviamente chateado porque fiz merda, dei oportunidade de um idiota aparecer. Valeu, Nestor! Eu pelo menos vou dormir de cabeça tranquila. Tu, com a tua safadeza, tu não vai não. Essa lei é para o racismo, irmão, não é para você usar a teu favor não, morou?, Neymar.

Como já tinha levado o terceiro cartão amarelo no primeiro tempo e depois foi expulso direto por conta do entrevero com Nestor, Neymar desfalcará o Santos nas próximas duas rodadas do Brasileirão: no clássico contra o Palmeiras, quarta-feira (28), na Vila Belmiro, e diante do Red Bull Bragantino, no dia 2 de novembro, em Bragança Paulista.

A Lei Vini Jr. estabelece diretrizes rígidas contra discriminação e ocultação de condutas em campo.

Jogadores que cobrirem intencionalmente a boca com a mão ou a camisa durante discussões, confrontos ou provocações com adversários são punidos com expulsão.

O objetivo é impedir que atletas usem o gesto para esconder ofensas verbais, racistas, homofóbicas ou discriminatórias, facilitando a identificação e a punição de atos ilícitos pela arbitragem e pelo VAR.

A aplicação do cartão vermelho não depende de o árbitro ouvir ou não o que foi dito; o ato de cobrir a boca deliberadamente em um momento de conflito já caracteriza a infração.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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