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Entenda: Relembre os destaques e as mais icônicas corridas da Fórmula 1 em Interlagos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 8 de novembro de 2026 às 10:40
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Entenda: Relembre os destaques e as mais icônicas corridas da Fórmula 1 em Interlagos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Relembre os destaques e as mais icônicas corridas da Fórmula 1 em Interlagos Circuito foi palco de vitórias épicas, decisões de título, acidentes, disputas por posição e remontadas que evidenciam a importância do Grande Prêmio

Lewis Hamilton no momento em que ultrapassa Max Verstappen no GP de São Paulo, em Interlagos, na temporada de 2021 da Fórmula 1 - Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "relembre-os-destaques-e-as-mais-iconicas-corridas-da-formula-1-em-interlagos" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "relembre-os-destaques-e-as-mais-iconicas-corridas-da-formula-1-em-interlagos" }); }) }, 100);!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}();

O Autódromo de Interlagos, localizado na Zona Sul de São Paulo, recebeu diversas corridas icônicas nas 43 vezes que recebeu a Fórmula 1. O circuito receberá a 44ª corrida neste domingo (08), com o marco de uma renovação que o leva a ter corridas da principal modalidade automobilística até, pelo menos, o ano de 2035.

O Grânde Prêmio, tanto quando era nomeado “GP Brasil” quanto na era do “GP de São Paulo”, com ou sem chuva e nos dois traçados desenvolvidos, foi palco de reviravoltas, vitórias inéditas, definições de título e vitórias de brasileiros memoráveis para os fãs da categoria automobilística.

Confira abaixo, em ordem cronológica, as principais e mais marcantes corridas realizadas em Interlagos.

30 de março de 1972 marcou a primeira vez em que o Autódromo de Interlagos recebeu a Fórmula 1. Foi a única corrida extracampeonato, ou seja, que não teve pontuaçao válida para o campeonato. Na época, o traçado ainda era o antigo, com 7.960 km de extensão.

Emerson Fittipaldi, à época na Lotus-Ford, foi pole position no treino classificatório, mas terminou a corrida no terceiro lugar. O vencedor foi o argentino Carlos Reutemann, da Brabham-Ford. Fittipaldi, ao final da temporada, foi campeão da competição pela primeira vez.

Emerson Fittipaldi venceu o Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos, nos anos de 1973 e 1974, com a etapa já inclusa no calendário oficial da Fórmula 1.

Na primeira ocasião, o piloto brasileiro seguiu com a Lotus e largou na segunda posição, ao lado de seu companheiro de equipe da época, o sueco Ronnie Peterson. Fittipaldi o superou logo na largada e conquistou a corrida marcada pelo calor intenso na capital paulista.

Fittipaldi esteve com a McLaren no ano seguinte e foi dominante no qualificatório e na corrida, marcada por um atraso em seu início, fruto de uma série de garrafas de vidro jogadas pelo público presente.

Outro brasileiro venceu o Grande Prêmio do Brasil em 1975. de José Carlos Pace, piloto que, na época, atuava pela Brabham, garantiu o primeiro lugar e fez uma dobradinha com Emerson Fittipaldi no pódio. Foi outra corrida marcada por calor intenso, em que Pace largou em sexto lugar e terminou como vencedor.

Esta foi, inclusive, a única vitória do piloto em sua carreira na Fórmula 1. Pace, que correu em seis temporadas na categoria, morreu em março de 1977, aos 32 anos, vítima de uma queda de monomotor em Mairiporã, na região da Serra da Cantareira. O Autódromo de Interlagos leva seu nome em homenagem.

1980 marcou a última vez que o Autódromo de Interlagos contou com o traçado original para a Fórmula 1. Na época, o circuito era contestado e recebia muitas críticas por conta de questões que tornavam a prática da fórmula 1 insegura em São Paulo, como o asfalto esburacado e trechos de pista ondulada.

Com isso, o local passou por uma longa reforma que levou o Grande Prêmio do Brasil para Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, entre 1981 e 1989.

O último vencedor da Fórmula 1 no traçado de 7.960 km de Interlagos foi o francês René Arnoux, da Renault, que largou da sexta posição.

O Circuito de Interlagos voltou ao calendário da Fórmula 1 em 1990, com um traçado reduzido de 4.325 km. Desde então, é o máximo representante das corridas da modalidade realizadas no país.

O primeiro vencedor da nova era foi Alain Prost, que registrou sua sexta e última vitória do GP do Brasil e a primeira e única em Interlagos. O piloto da Ferrari foi o sexto colocado no treino qualificatório e terminou como vencedor.

Ayrton Senna, na McLaren, foi pole position, mas se chocou com Satoru Nakajima (Tyrrell) na volta 40, justamente no trecho em S que idealizou e que levou seu nome. Com isso, o brasileiro precisou trocar a asa nos boxes e caiu para o terceiro lugar.

O ano de 1991 se tornou icônico para Ayrton Senna e a torcida brasileira, pois marcou seu tricampeonato na Fórmula 1. O piloto brasileiro, ainda pela McLaren, venceu a primeira corrida no Brasil, em São Paulo, em um de seus maiores dramas com o icônico carro da equipe britânica.

Senna não somente garantiu a pole position com sobras, como também liderou a corrida de ponta a ponta. Porém, o veículo começou a ter quebras no câmbio na reta final e, com isso, o brasileiro perdeu a quarta, depois a terceira e, faltando sete voltas, também perdeu a quinta marcha, sendo obrigado a correr com a sexta até o final e com as ameaças de aproximação do italiano Riccardo Patrese, da Williams.

Ainda assim, com muito esforço, Ayrton completou a volta 71 e foi o vencedor, mas precisou de ajuda para sair do carro após sentir dores musculares fortes e cãibras, frutos da força que o piloto teve que fazer para conduzir o carro com a última e única marcha possível.

#NumDiaComoHoje mas em 1991, AYRTON SENNA vencia o GP do Brasil de formula 1 de PONTA A PONTA!

Em 1993, Ayrton Senna voltou a vencer em Interlagos em outra corrida épica por parte do brasileiro. Terceiro no grid, Senna teve que superar as Williams de Alain Prost e Damon Hill.

Senna chegou a ter que cumprir um stop-and-go de 10 segundos após uma manobra perigosa sobre Erik Comas, fator que o deixou na quarta posição por meio da volta 24 e 25.

A chuva e uma série de acidentes, um deles com Prost, forçou a bandeira amarela. Com o retorno, Damon Hill ainda liderava e Senna atuou em uma ótima estratégia ao trocar os pneus de chuva por pneus slick antes de todos os pilotos, observando que a pista ficava cada vez mais seca. Com isso, o brasileiro conseguiu a ultrapassagem sobre Damon na volta 41, segurando a vantagem e garantindo uma vitória que fez com que o público invadisse o circuito e comemorasse junto a ele antes mesmo da cerimônia do pódio.

Senna chegou a vencer outras quatro corridas ao longo da temporada. No entanto, ficou em segundo no final do campeonato de pilotos, atrás de Alain Prost.

No ano seguinte à última vitória de Senna em Interlagos, veio o que seria sua última corrida no circuito paulista, visto que morreria de forma trágica em San Marino. Ele foi pole position, porém sofreu com diversos problemas mecânicos que resultaram em seu abandono faltando 16 voltas para o final.

O ponto marcante da corrida de 1994, além da primeira de quatro vitórias de Michael Schumacher no Brasil, foi o acidente que envolveu Jos Verstappen, pai de Max e estreante pela Benetton, levou Eddie Irvine (Jordan), Éric Bernard (Ligier) e Martin Brundle (Peugeot) de uma vez em um acidente próximo da subida do lago. Jos perdeu o controle do carro ao tentar ultrapassar Irvine, que não o viu ao jogar o carro para a esquerda perto da Subida do Lago. O piloto da Jordan tentava passar o retardatário Éric Bernard.

O descontrole do carro de Jos, que foi pra grama e voltou pra pista em derrapada, fez com que os quatro envolvidos batessem no início da curva e, consequentemente, ficassem fora do restante da prova.

No ano de 2001, Juan Pablo Montoya mostrou um de seus traços de genialidade e agressividade ao realizar uma ultrapassagem sobre Michael Schumacher (Ferrari) logo após a saída do safety car na terceira volta. A manobra, realizada no S do Senna, contou com toque de rodas e um “chega pra lá” do colombiano após avançar em curva fechada no primeiro trecho e quase tirar o alemão da pista no meio do traçado.

No entanto, Montoya teve que abandonar a etapa de Interlagos após um acidente com Jos Verstappen, à época na equipe Arrows. O neerlandês era retardatário e abriu espaço para que o colombiano passasse à frente na volta 39 e, após a manobra, não conseguiu frear no início da Curva do Lago e bateu em cheio na traseira do carro do líder da prova. A consequência foi o fim de prova para os dois pilotos e a vitória de David Coulthard, da McLaren.

Interlagos teve, em 2002, uma situação inusitada que, por pouco, não foi grave. Isso porque após o brasileiro Enrique Bernoldi, à época na Arrows, bater na volta de aquecimento, um carro médico foi ao local do acidente, no S do Senna, para avaliar sua situação.

O problema aconteceu segundos depois da chegada do veículo, quando Nick Heidfeld derrapou no meio do S, jogou o carro pra perto a mureta, deu em cheio na porta aberta do carro médico e, por pouco, o piloto Alex Dias Ribeiro, que levou o Dr. Sid Watkins até Bernoldi, não foi atingido.

A corrida, que marcou o 100º pódio de Michael Schumacher na carreira, terminou com nove abandonos.

2003 foi, com sobras, o ano mais caótico do GP do Brasil e do Autódromo de Interlagos. A corrida contou com dez abandonos no total, com destaque para Rubens Barrichello, na Ferrari, que teve falta de combustível na volta 47.

O caos se instaurou na volta 56, Mark Webber, à época na Jaguar, bateu violentamente na Curva do Café. Os detritos foram suficientes para que Fernando Alonso (Renault), ao passar pelo trecho, perdesse o controle ao bater em um pneu solto e ser jogado para o muro de outros pneus que, com o impacto do carro do espanhol, também se espalharam no trecho em questão.

A bandeira vermelha foi acionada e a corrida encerrada pouco depois. O certo seria Giancarlo Fisichella, que ultrapassou Kimi Raikonnen na volta 54, ser o vencedor do Grande Prêmio, mas a FIA considerou que o vencedor era aquele que estava na frente duas voltas antes do acidente, consagrando o finlandês como vencedor.

No entanto, em análise após a prova, a vitória foi concedida ao piloto italiano, que estava à frente de Raikkonen no momento considerado válido após o encerramento do GP.

Jos Verstappen, Michael Schumacher, Jenson Button, Montoya, Antônio Pizzonia, Oliver Panis e Justin Wilson foram outros pilotos que encerraram a corrida mais cedo por acidentes ou por rodarem na pista.

Apesar da vitória de Montoya em 2005, a segunda seguida em Interlagos, o grande destaque se deu pela confirmação do primeiro título de Fernando Alonso na Fórmula 1. O espanhol, pela Renault, se consagrava o mais jovem a vencer o campeonato de pilotos da categoria até ser superado por Sebastian Vettel em 2010.

Alonso foi pole position, mas terminou em terceiro e abriu 23 pontos de vantagem para Kimi Raikkonen. Como o GP do Brasil já estava entre os últimos do calendário, o antepenúltimo de 2005, seria improvável que o espanhol fosse ultrapassado nas duas corridas restantes.

Felipe Massa tornou o Grande Prêmio do Brasil de 2006 algo icônico para o público brasileiro. A vitória em Interlagos não foi somente a primeira do brasileiro no Brasil, como a primeira de um brasileiro desde 1993. Ele usou um macacão verde e amarelo, mesmo sendo piloto da Ferrari, e dominou praticamente toda a corrida após largar na pole position.

A corrida marcou, também, o bicampeonato de Fernando Alonso com a Renault. O piloto espanhol foi o segundo colocado e garantiu o título de pilotos e superou Michael Schumacher, que fez sua despedida da Ferrari naquele ano e encerrou uma era vitoriosa com a scuderia, que contou com cinco de seus sete títulos mundiais.

Se quinta é dia recordar essa hoje vale muito!! Primeira vitória de Felipe Massa No GP do Brasil de F1!! Interlagos 2006!! Vitória em verde e amarelo!! #TBT https://t.co/fstgEXVEbo

O Grande Prêmio do Brasil de 2008 se tornou traumático para os brasileiros, apesar da vitória de Felipe Massa. Isso porque o piloto da Ferrari era campeão após a bandeirada, mas viu o título inédito ser perdido após Lewis Hamilton, concorrente direto e campeão daquele ano, ultrapassar Timo Glock na última curva de Interlagos e garantir o quinto lugar que dava pontos suficientes para ser o campeão do mundo com um ponto de diferença do brasileiro.

Apesar da perda do campeonato, Massa comemorou efusivamente no pódio e recebeu o carinho dos brasileiros naquele momento. Aquela viria a ser a sua última vitória em Interlagos e vez que um brasileiro chegou mais próximo de ser campeão do mundo após Senna.

Sebastian Vettel chegou a Interlagos em disputa com Fernando Alonso pelo tricampeonato e 13 pontos à frente do espanhol. No entanto, o piloto alemão foi atingido na primeira volta por Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, o que fez com que o piloto da Red Bull perdesse muitas posições.

Vettel conseguiu uma recuperação épica ao longo da corrida, chegando em sexto lugar no final e garantindo o título com três pontos à frente de Alonso, que foi o segundo no circuito.

Três acontecimentos tornaram o Grande Prêmio do Brasil de 2016. O primeiro deles envolveu a primeira vitória de Lewis Hamilton em Interlagos, sonho do piloto que faltava após ter Interlagos como palco de seu primeiro título mundial com o quinto lugar de 2008. O piloto da Mercedes também foi o pole position e, apesar de superar Nico Rosberg nos dois casos, não conseguiu tirar o título da temporada do piloto alemão.

O segundo destaque envolveu o desempenho de Max Verstappen, à época com 19 anos, no autódromo. O piloto teve a chuva como um dos fatores que tanto o levaram a uma queda de posições, do 4º para o 16º lugar, por conta de uma troca de pneus tardia, quanto para uma remontada que o levou para o pódio, em 3º, no final, com ultrapassagens ousadas ao longo do Grande Prêmio.

Por fim, Felipe Massa faria sua despedida naquela corrida, não fosse o retorno em 2017 para a última temporada em definitivo. Apesar da batida que o fez abandonar mais cedo, a volta à pé, com a bandeira do brasil enrolada sobre seu corpo, se tornou um momento emocionante para os torcedores e até mesmo para a transmissão brasileira da Rede Globo, encabeçada pela narração de Galvão Bueno.

Em 2017, Massa foi sétimo colocado em Interlagos, no que foi sua última corrida no circuito pela Fórmula 1, em definitivo.

Em 2018, Max Verstappen liderava tranquilamente em São Paulo até a volta 44, quando o retardatário Sebastian Ocon, na tentativa de fazer frente ao piloto, tocou no carro da Red Bull no S do Senna e fez com que o neerlandês rodasse, perdesse a liderança e tivesse um ataque de fúria.

Max terminou em quarto e, ao final da corrida, tirou satisfação com Ocon de forma agressiva e com empurrões que lhe renderam punições.

Um dos momentos mais épicos da rivalidade em Interlagos, na primeira vez em que o Grande Prêmio passou a ter “São Paulo” no lugar de “Brasil”. Em 2021, o britânico, ainda na Mercedes, fez uma ótima recuperação após largar em 10º por conta de mudanças no motor de seu carro.

Lewis travou uma disputa épica com Max Verstappen, que acabou na volta 59 com a ultrapassagem do britânico e um fim de corrida em que repetiu o gesto de Ayrton Senna com a bandeira do Brasil.

A vitória colocou a disputa pelo título em novos níveis. A derrocada se deu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na última volta, após o fim da bandeira amarela causada por um acidente envolvendo o canadense Nicholas Latifi. Verstappen ultrapassou Hamilton e garantiu o título em 2021.

Em 2024, Max Verstappen executou mais uma atuação épica em São Paulo, com desempenho superior ao de 2016. O piloto da Red Bull largou em 17º após punição por ultrapassar os limites de manutenção do motor de combustão interna (ICE), que lhe rendeu a queda de cinco posições, e por não conseguir chegar ao Q3 no qualificatório, por consequência das fortes chuvas na capital paulista, que chegaram a levar o treino de classificação para terminar na manhã do domingo.

Nada que fizesse com que Max lutasse até o fim. O neerlandês, mesmo com a forte chuva na corrida, escalou até a liderança e venceu o circuito novamente.

O Grande Prêmio de São Paulo de 2026 acontece neste domingo (08), às 14h (horário de Brasília), novamente no Autódromo de Interlagos e com a possibilidade de chuva. A transmissão da corrida será tanto no Sportv 3, quanto na TV Globo.

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