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Entenda: Raízen (RAIZ4) fará aumento de capital de até R$ 3,5 bi em meio à recuperação extrajudicial

Segundo comunicado ao mercado, a emissão será realizada por meio de novas ações ordinárias, preferenciais classe A (PNA) e preferenciais classe B (PNB).

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 23:32
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Entenda: Raízen (RAIZ4) fará aumento de capital de até R$ 3,5 bi em meio à recuperação extrajudicial
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Raízen (RAIZ4), que está em recuperação extrajudicial , deu mais um passo para ganhar fôlego financeiro: um aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões.

Segundo comunicado ao mercado, a emissão será realizada por meio de novas ações ordinárias, preferenciais classe A (PNA) e preferenciais classe B (PNB).

A empresa prevê uma subscrição mínima de 14 bilhões de ações, ao preço de R$ 0,25 por papel, independentemente da espécie ou classe.

Todas as ações serão nominativas, escriturais e sem valor nominal, fazendo jus integralmente a dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que vierem a ser declarados pela companhia.

A empresa informou ainda que as ações PNB a serem emitidas não serão listadas nem admitidas à negociação em bolsa ou em mercado de balcão organizado. Após a emissão, os papéis permanecerão registrados apenas no livro de ações nominativas da companhia.

Outro ponto destacado no comunicado é a mudança na negociação das atuais ações preferenciais. Caso a redesignação seja aprovada, os papéis passarão a ser negociados como ações PNA, sob o ticker RAIZ5, a partir de 3 de novembro de 2026.

O aumento de capital ocorre 20 dias após a empresa propor um novo conselho, a criação de novas ações e uma redução de capital de até R$ 35 bilhões.

Apesar do anúncio, a operação ainda depende de aprovações societárias. A criação das ações preferenciais classe B, a redesignação das atuais preferenciais para classe A, a instituição de um programa de units e a reforma do estatuto social serão votadas em assembleia geral extraordinária e em assembleia especial de acionistas preferencialistas, ambas marcadas para 30 de outubro.

Caso as propostas sejam aprovadas, os temas seguirão para o conselho de administração, que deverá deliberar sobre o aumento de capital em reunião prevista para 5 de novembro de 2026.

Para os investidores, a operação pode ser vista como uma faca de dois gumes. De um lado, é relevante por reforçar a estrutura de capital da companhia e abrir espaço para a capitalização de créditos previstos no plano de recuperação extrajudicial.

Por outro, a emissão pode alterar a composição acionária e provocar diluição para os acionistas que não exercerem seu direito de preferência.

A Raízen atravessa um dos momentos mais desafiadores de sua história. Nos últimos meses, a companhia colocou em prática um amplo processo de reestruturação financeira e operacional, após registrar prejuízos bilionários, elevado endividamento e forte pressão sobre a geração de caixa.

Como parte desse movimento, a empresa acelerou a venda de ativos, reduziu investimentos e homologou um Plano de Reestruturação Extrajudicial (PRE) para renegociar parte de suas dívidas.

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